segunda-feira, dezembro 28, 2009
Desabafo
Eu não quero ter que medir o que eu vou escrever, já basta ter que medir minhas palavras quando lido com outros seres humanos. Isso aqui é o meu espaço, criado por mim, para mim.
Eu não quero sentir-me inibida no meu espaço, afinal lê isso aqui quem quer.
Eu quero poder escrever livremente sobre qualquer assunto que queira, usando ou não nomes, dando ou não intimidade.
Para que vocês possam ter idéia do quanto eu me sinto tolhida quanto ao meu blog, vou contar pra vocês um pouco da minha rotina normal ao escrever um texto.
Como a maioria dos meus “leitores” devem ter percebido, meus textos às vezes não apresentam inicio-meio-fim ou então tem o foco mudado no meio dele. Isso acontece porque eu escrevo direto, o que me vem a mente e depois aperto o botão “publicar”.
Eu não releio, não acerto, porque eles são um reflexo do estado da minha cabeça naquele momento.
Nos últimos tempos isso não tem sido verdade. Tudo que escrevo tem que ser pesado, medido e analisado.
Tudo que escrevo tem que passar por uma minuciosa análise para saber se pode ou não ser publicado. Conseqüentemente, o meu tesão pelo blog diminuiu drasticamente, minha vontade de escrever passou, meu desejo de manter isso aqui praticamente acabou...
Hoje, a maior parte dos textos do meu blog possui um txt original e muitas vezes não são publicados no dia que são escritos.
Perdeu a espontaneidade, perdeu o sentido, perdeu a lógica, perdeu o que me encantava.
Pra que ter um “diário” agora, se nem nele eu posso ser completamente sincera?
Reflexões (???) de 2009
Se alguém no final de 2008 falasse que no decorrer de 2009 eu encontraria uma pessoa que me completaria, me faria feliz e seria suficiente, eu diria que essa pessoa é uma romântica incurável e que esse tipo de coisa não existe.
Não é que eu não achasse possível me envolver emocionalmente com outra pessoa, eu simplesmente não tinha saco para aturar outras pessoas e muito menos coragem para enfrentar possíveis rejeições ou sofrimentos.
Apesar de não parecer eu sou cagona, sou o tipo de pessoa que prefere se agarrar ao passado a viver novas experiências.
Quanto tempo eu fiquei me apegando a sentimentos antigos, independente se de amor ou de raiva?
Hoje tudo isso é passado, hoje o que eu tenho aconteceu rápido, é intenso, é constante e é arrebatador. Como eu escrevi que queria em 2006.
Então, eu admito meu erro:
Sim, eu estava errada no ano passado;
Sim, é possível encontrar uma pessoa que te complete;
Sim, eu ainda consigo me entregar e pagar de boba escrevendo besteiras em blogs sem ter medo de estar me dando mais do que o outro.
É como se hoje eu tivesse finalmente encontrado o que eu tanto procurei.
quinta-feira, dezembro 10, 2009
Dividir
Eu sempre quis encontrar uma pessoa com quem eu pudesse ser eu mesma, sem segredos e que eu conseguisse dividir minhas coisas, duvidas, anseios, angustias, alegrias. Alguém que aguentasse o tranco, que me completasse.
Eu tentei com algumas pessoas esse tipo de entrega, mas não fui bem sucedida em todos os aspectos.
No passado eu encontrei uma pessoa com quem eu podia dividir as angustias do meu coração, alguém com quem eu conseguia abrir meu coração e não tinha vergonha de dizer quando estava triste, com ciúmes e mostrar minhas fraquezas, mas que era só isso. Eu não podia compartilhar outros aspectos, ou então não conseguia mesmo.
Outro eu consegui compartilhar trabalho, duvidas, etc.
Agora, eu estou com alguém com quem eu consigo falar as coisas, compartilhar minhas duvidas, por mais difícil que possa ser me abrir dessa forma ou por mais complicado que seja escutar, eu tenho hoje alguém que preenche esses lados todos.
Então, apesar de eu ter dividido minha vida outras vezes, é especial, é único e é importante.
quinta-feira, novembro 26, 2009
:/
Pro meu desespero, um monte de coisas deu errado hoje e eu tô desde as 8:30 tentando acertar.
Queria ir pro banheiro e ficar lá até as 18 hrs.
Sem ver ninguem, sem falar com ninguem.
Melhor: queria estar no meu quarto, na minha cama, quieta.
quinta-feira, novembro 19, 2009
Desabafo
Tenho me sentido assim, incomodada.
O motivo? Eu sei. Não vou falar não, mas eu sei.
A sensação que no fundo no fundo é a mesma merda não me abandona. Por mais que a minha cabeça saiba que não é, eu não consigo deixar de me sentir assim.
A verdade é que algumas coisas que me machucaram muito, continuam me machucando às vezes. Frases que eu não consigo deixar de lembrar quando alguma situação parecida acontece.
Eu costumo ser uma pessoa extremamente sensível, mas aparentemente muito forte e isso é muito ruim, porque eu “agüento”, porque eu sou “forte”, porque eu sou “escolada”. Eu levo na cabeça calada, porque não importa o que eu faça, o que eu sinta, o quanto eu fale, essa idéia de força se mantém.
Eu estou cansada de ser forte, de ser compreensiva, de me sentir de lado em prol de outros que não me interessam. Estou cansada de ter que entender que eu sou forte.
Quero que uma vez na vida seja eu quem mereça esse tipo de coisa. Será que se isso acontecer existirá alguém “forte” e “escolado” para “agüentar” como volta e meia eu agüento???
terça-feira, novembro 17, 2009
Cuspir para cima
Não faz muito tempo, cerca de um ano, eu dizia, para quem quisesse ouvir, que relacionamentos, da forma como costumam ser, são castradores e que o titulo limitava e prendia o se humano, que a partir do momento que um título era associado, uma coleira era colocada.
Bem, eu continuo tendo essas idéias estranhas na cabeça, eu continuo achando que o titulo acaba com o amor livre, que as pessoas às vezes se sentem presas às outras por causa da existência do titulo e deixam de fazer algo que realmente queriam por causa da posição alcançada, a diferença é que não acho vejo mais a utilização de um título como algo tão ruim.
Quando falo que não gosto da idéia de alguém deixar de fazer algo que gosta por causa da existência do titulo, quero deixar bem claro que não estou me referindo a deixar de fazer algo por causa da pessoa com quem você convive. Acho perfeitamente natural, fofo, meigo e necessário que ambas as partes cedam e que ajam de acordo com o que foi proposto a principio, que aja respeito pelo outro, respeito pela vontade do outro. O que eu condeno é a limitação exclusivamente pelo titulo.
Tendo esclarecido como eu pensava e continuo pensando, mas de uma forma menos radical, posso tentar agora esclarecer porque eu cuspi pra cima.
A despeito de todas as minhas teorias e regras, eu me envolvi, me apaixonei e me entreguei novamente. A despeito de toda a ojeriza que eu dizia (e acreditava piamente) sentir, eu aceitei usar um título, andar de mãos dadas, dividir meu espaço, minha vida, minhas idéias.
Apesar de tudo que eu passei os últimos 3 anos dizendo, eu hoje estou a mercê de outra pessoa. Não em um sentido ruim, eu não dependo da pessoa, mas eu preciso dela, gosto da companhia dela e gosto de dividir minha vida com ela.
Eu aprendi a ser dois novamente e até aqui eu estou muito bem.
segunda-feira, setembro 28, 2009
Alienação.
Quando falo radical, quero dizer extremo:
Internet só para acesso a banco e eventuais compras no submarino na hora do almoço ou após as 6 horas.
Toda vez que vou escreveu um post (cada vez mais raro) eu abro o Word, escrevo, salvo na minha pasta “bleh” e depois posto no blog.
Essas medidas todas foram tomadas como uma forma de sinalizar minha revolta com a política controladora do meu trabalho. Sempre trabalhei por demanda, por entrega. Não com a obrigatoriedade das 8 horas diárias, com os horários fixos, com nada disso.
Definitivamente, eu não vejo porque essa rotina cansativa é obrigatória no que faço. Está certo que em alguns dias tenho reuniões, com usuários, chefes ou então as reuniões para check-point, mas são esporádicas e previamente marcadas.
Bom, mas eu estou me desvirtuando. O meu objetivo falando do meu atual estado insatisfatório no trabalho era falar sobre a minha recente alienação dos acontecimentos mundiais e nacionais.
Alienada sobre os acontecimentos nas novelas, programas de auditório, programas de humor da TV aberta etc., eu sempre fui. Eu não vejo absolutamente nada na TV aberta, a não ser jornal quando chego a tempo, o que tem acontecido cada vez menos por conta do sonambulismo que me faz chegar e sair tarde do trabalho.
Eu nunca fui de ler jornal (os de papel), eu não gosto, acho que suja as mãos além de serem grandes, ou pelo menos eram, e por causa disso doía o meu braço segurar (olha a frescura ai...).
Antigamente lia revistas, até desenvolver uma mania de perseguição e começar a achar que todas as revistas tentavam manipular a minha forma de encarar o mundo (ok, isso realmente acontece, imparcialidade, assim como altruísmo, não existe! E não são só as revistas, mas todos os meus de comunicação – e não está totalmente errado).
Enfim, eu me limitei a ler TODOS os jornais online. Assim não sujo as mãos, leio as noticias, tenho várias fontes ao mesmo tempo e ocupo uma parte do tempo ocioso no trabalho.
Era uma dinâmica perfeita!
Agora, eu estou me sentindo defasada, desatualizada, frustrada. Não consigo mais acompanhar os jornais porque chego em casa tarde e cansada demais para ler jornal na internet, não assisto o jornal das 11 porque normalmente eu tenho alguma série de nerd já programada para ser assistida, ai como não tenho o habito, acabo nem lembrando do jornal.
Minha atual fonte de noticias é o twitter (ok, isso não é sério, mas é uma triste constatação de algo que provavelmente ocorre com “ALGUENS”).
Mais uma coisa para a minha “To do List”: Eu preciso urgente dar um jeito de assistir o Jornal, ou então de lê-los online. De repente, passarei a usar minha hora do almoço para fazer isso...
PS: Para os interessados, num passado não tão distante, eu reclamei da minha inércia e do fato de eu achar que estava estagnada e inclusive involuindo. Pois é, dei um passo (pequeno) em direção do meu objetivo (morram de curiosidade He He). A questão é que a roda voltou a girar e eu voltei a me mover, pra onde só Deus (ele existe?) sabe.
Não Vá Embora
E no meio de tanta gente eu encontrei você
Entre tanta gente chata sem nenhuma graça, você veio
E eu que pensava que não ia me apaixonar
Nunca mais na vida
Eu podia ficar feio só perdido
Mas com você eu fico muito mais bonito
Mais esperto
E podia estar tudo agora dando errado pra mim
Mas com você dá certo
Por isso não vá embora
Por isso não me deixe nunca nunca mais
Por isso não vá, não vá embora
Por isso não me deixe nunca nunca mais
Eu podia estar sofrendo caído por aí
Mas com você eu fico muito mais feliz
Mais desperto
Eu podia estar agora sem você
Mas eu não quero, não quero
Por isso não vá embora
Por isso não me deixe nunca nunca mais
Por isso não vá, não vá embora
Por isso não me deixe nunca nunca mais
quinta-feira, setembro 24, 2009
Não consigo falar de amor.
Em alguns momentos “iluminados” eu escrevo algumas das minhas teorias ou minhas revoltas com o que acontece no mundo, mas são momentos muito raros.
Eu me acostumei a não escrever sobre essas coisas, ou pelo menos me acostumei a não publicá-las em blogs. Se já é difícil conseguir explicar como eu vejo o mundo para um grupo de 2 ou 3 pessoas, que dirá escrever na internet!
Nesses últimos tempos meu blog tem andado às moscas, não tenho postado nada, na realidade mal tenho sentido vontade de escrever.
A verdade é que minha vida “virtual” diminuiu consideravelmente, meu percentual nerd que antes era cerca de 90%, agora está em torno de 75% (inclusive foi uma parte desses 75% que fez esse calculo).
Além dessa redução absurda de dedicação ao meu eu virtual, eu também me vi sem capacidade de escrever sobre o que eu sinto.
Eu não consigo mais escrever sobre o que eu sinto, como eu me sinto, sobre nada disso. Não sei se tem a ver com o fato de eu não estar sofrendo, ou se é simplesmente bloqueio.
Pra ser sincera, hoje eu não tenho condições de dizer muita coisa sobre nada, estou morta de cansada, voltei a ter crises de sonambulismo e conseqüentemente pareço um zumbi no trabalho, sendo assim, bons sonhos pessoas.
quinta-feira, setembro 17, 2009
Pequenas coisas que fazem a diferença
Um dia, esse cara resolveu se cadastrar como doador, pra uma coisa com probabilidade quase NULA de efetivamente acontecer, mesmo assim ele o fez, assim de bobeira.
Agora, uma outra pessoa que, se não estivesse doente, poderia muito bem ter acertado umas 3 vezes na mega sena, calhou de ser compatível com ele.
Um simples ato que vai salvar uma vida.
Às vezes eu fico pensando quantas vezes uma pessoa deixa de fazer algo, independente se pra si mesmo ou para outro, simplesmente porque as probabilidades de sucesso/retorno são muito pequenas?
Eu conheço pessoas que se sentem desconfortáveis em doar alimentos, roupas etc para essas ONG´s ou associações por não confiarem no que será feito dessa doação.
Algumas dessas pessoas se juntaram em grupos e começaram a fazer por si só. Obviamente o alcance é menor: menos dinheiro, menos doação, menos locais ajudados, mas mesmo assim já é alguma coisa.
Esse post não é um post do estilo “temos que nos doar mais, parar de olhar para o próprio umbigo...”, até porque EU não sou assim.
Não sou altruísta e nem acredito que altruísmo exista. Eu faço o que eu posso/quero quando eu acho que devo/consigo. Não perco noites de sono, nem dias de trabalho, nem saídas com amigos.
Não mobilizo multidões e nem faço passeatas para salvar nada.
Mas existe um mínimo que não exige esforço, isso eu faço sempre. Eu me pergunto qual o mal de ser doador de órgãos, o que isso atrapalha a sua vida? Porque poucas pessoas são? Tirando os “religiosos” (não vou entrar nessa discussão, porque : “OK, VOCÊS ESTÃO CERTOS.”), eu não vejo qual o sacrifício de ser um doador de órgãos.
Ou até qual o sacrifício de pegar aquelas roupas velhas e deixar na porta de um asilo, ou até mesmo só telefonar pra cruz vermelha, eles vêem e pegam... O que você quiser doar.
É uma jogada que não tem perdedores. Todos saem ganhando.
Mas então é isso. Tô sem inspiração já, e já dediquei muito do meu tempo tentando mobilizar alguém, coisa que não faz o meu estilo... rs
Quem quiser doar algo (órgãos não! To falando de roupas, moveis, alimentos, fraldas, brinquedos etc) pode falar comigo que a gente dá um jeito... ;)
quinta-feira, agosto 13, 2009
Um gesto vale mais do que mil palavras
Valorizar mais um presente feito do que um presente comprado, a não ser que o presente comprado seja algo que realmente eu queira e tal.
Acho que quando você tem trabalho para dar algo para alguém, você mostra o quanto você se importa com ela. Seja trabalho de procurar algo que realmente combine, seja fazer algo que você saiba que a pessoa vá gostar.
Acho que você entender que uma pessoa está mal e procurar ajudá-la deixando às vezes de fazer algo que você gostaria de fazer para fazer algo com ela, uma das maiores demonstrações de carinho e atenção. Por mais insignificante que seja aquela sua “coisa” que você deixou de fazer.
Não é o tamanho da coisa é a atitude, por mais simples que seja, por mais inocente que seja, por mais espontâneo que seja.
Essas coisas me conquistam, me derrubam, me deixam sem palavras.
E é assim que eu estou agora: Sem palavras.
terça-feira, agosto 04, 2009
Esse esquema de horário é muito estranho, não estou acostumada a trabalhar dessa forma, cumprindo horários, ficando 40 horas semanais dentro do meu cubículo.
Acho que finalmente eu compreendo aqueles videos insanos de pessoas jogando monitores longe.
Não que eu pense em fazer isso, até porque meu monitor é LCD e não teria o mesmo efeito. Mas porque eu me sinto presa.
Limitada por uma baia.
8 horas por dia eu me sento aqui e fico olhando pra esse "murinho" vermelho. Não dá ânimo. Pra dar uma idéia, tem um cara que senta bem próximo a mim e praticamente de frente... Eu não sei quem ele é.
Outro dia lia matéria do cara nos EUA que ficou 3 dias morto no seu cubiculo antes de alguém perceber. E mesmo assim só notaram porque comecou a FEDER.
Será que alguém aqui notaria caso esse carinha morresse?
Eu admito que talvez eu não notasse.
Isso é triste.
Pelo menos eu sei que se EU morresse, eles notariam, afinal ficaria um silêncio, uma paz...
Tô pensando em fazer algo que me deixe fora de um escritório por uns tempos. De repente virar segurança florestal. hauahuahua
Abrir uma pousada em algum canto e ficar lá.
segunda-feira, agosto 03, 2009
Sentido?
Às vezes parece que eu estou vestida de palhaça no centro de um "asterisco" de gangorras que se cruzam no mesmo ponto, tentando com meus braços e minhas pernas mante-las todas equilibradas.
Obviamente não consigo ser bem sucedida. :/
Durante um tempo eu larguei de mão uma das gangorras e deixei ficar completamente desnivelada, um lado enfiado no chão, preso, e o outro lá nas alturas.
Agora, pela primeira vez em muito tempo, essa gangorra parece estar equilibrada e aí? O que acontece? Várias outras se perdem.
Fora outras coisas que me magoam ou me magoaram recentemente e que não passam e eu ainda não consegui definir se é melhor ficar na ignorância ou saber.
Mas isso não vem ao caso.
Eu estou cheia de sono, confusa, presa no trabalho, aguardando dar a hora de passar na catraca e escrevendo coisas sem sentido.
Chega.
sexta-feira, julho 24, 2009
The Spirit Carries On
[Present]
[Nicholas:]
Where did we come from?
Why are we here?
Where do we go when we die?
What lies beyond
And what lay before?
Is anything certain in life?
They say, "Life is too short,"
"The here and the now"
And "You're only given one shot"
But could there be more,
Have I lived before,
Or could this be all that we've got?
If I die tomorrow
I'd be all right
Because I believe
That after we're gone
The spirit carries on
I used to be frightened of dying
I used to think death was the end
But that was before
I'm not scared anymore
I know that my soul will transcend
I may never find all the answers
I may never understand why
I may never prove
What I know to be true
But I know that I still have to try
If I die tomorrow
I'd be allright
Because I believe
That after we're gone
The spirit carries on
[Victoria:]
"Move on, be brave
Don't weep at my grave
Because I am no longer here
But please never let
Your memory of me disappear"
[Nicholas:]
Safe in the light that surrounds me
Free of the fear and the pain
My questioning mind
Has helped me to find
The meaning in my life again
Victoria's real
I finally feel
At peace with the girl in my dreams
And now that I'm here
It's perfectly clear
I found out what all of this means
If I die tomorrow
I'd be allright
Because I believe
That after we're gone
The spirit carries on
quinta-feira, julho 02, 2009
Título x Envolvimento
Percebi que muitas pessoas me consideram radical no que diz respeito a relacionamento por causa dessa minha “mania de ser contra títulos”.
“O que há de errado em ter um titulo?”; “Você não gosta quando vai ser apresentada a alguém e a pessoa que você gosta te chama de namorada?”
Sinceramente?
Não há nada de errado com o titulo, o que há de errado é com as pessoas depois que recebem ou dão esse titulo. Parece que junto a ele vem uma série de letras miúdas novas no contrato, além é claro de um documento de posse.
Pela minha experiência, a partir do momento que você diz pra outra pessoa que ela é “algo” sua, você muda, é como se agora e somente agora fosse sério, como se tudo que você sentiu antes não importasse. É como pegar um contrato que estava funcionando perfeitamente bem e resolver melhorá-lo. Pra que? Ninguém conhece o ditado: Não se mexe em time que está ganhando???
Quando a necessidade de um título acontece naturalmente, é só uma questão de diálogo, para que as letras miúdas sejam aumentadas e novos acordos sejam feitos, mas a verdade é que na maior parte das vezes, o titulo surge por uma imposição social e não por desejo dos envolvidos.
Os amigos ficam dizendo: “Ah, vocês estão namorando”, “Que besteira não assumir”, “É obvio que o que vocês têm é um namoro”.
Ai, as pessoas começam a sentir necessidade de dar nome praquilo que tá tão bom como está.
Não interessa o que parece o envolvimento, interessa o envolvimento em si. Não há necessidade de dizer para todos ao redor o que a outra pessoa é pra você, a não ser que você alimente algum desejo de posse.
Apresentar uma pessoa com um título é dizer socialmente que aquela pessoa está fora do mercado e que você possui os direitos sobre ela atualmente.
Quando não há existência de titulo, não há pressão, nem exclusividade, nem obrigações sociais, nem nada disso. As pessoas ficam juntas porque querem, porque se gostam, porque apreciam aquele momento, mesmo que dure pouco.
Quando eu falo de pressão, não me refiro somente às pressões internas de um envolvimento, porque estas existirão dependendo de quem esteja envolvido. Eu falo também das pressões sociais, porque não existe nada mais divertido do que se meter em relacionamento alheio, eu tenho que admitir.
Por essas e por outras, eu continuo sendo contra títulos, contra expor socialmente o que eu sinto, contra sofrer as pressões sociais de um relacionamento. E sou completamente a favor de se entregar, de se deixar gostar ou se deixar enamorar. Gostar de alguém por gostar sem ser gostar de um título.
Mas esse negócio de gostar de um titulo já é pra outro post...
quinta-feira, junho 25, 2009
Quebrando o Jejum
Andei meio ocupada, meio distraída, meio avoada. Passando por um período novo, uma época estranhamente calma, equilibrada, tranqüila.
Antes que alguém pense que algo aconteceu comigo, aviso logo que nada aconteceu comigo, nada na minha vida mudou, pelo menos não drasticamente.
Não mudei a minha forma de encarar o mundo e nem a forma como eu me sinto com relação às pessoas que me cercam.
Não cresci, não tive uma epifania, não amadureci, não descobri o segredo do universo.
Mesmo assim a minha postura mudou, a minha forma de lidar com algumas pessoas ou situações mudou.
Se essa mudança foi para melhor, só serei capaz de dizer no futuro.
Um bom exemplo de como eu mudei minha forma de lidar com os outros, de como eu sinto diferente, ou de como eu me sinto no mundo diferente, é:
Há dois dias atrás eu fui ler uma antiga lista de email e, num dos emails, encontrei com um endereço de blog, obviamente eu fui ver do que se tratava.
Para a minha surpresa, era o blog da esposa do Alexandre, com direito a foto e tudo do casal feliz, foto do filho, bichinhos etc.
Minha reação normal seria fazer um grande revival mental de tudo que nós passamos juntos, buscar no fundo do meu ser todo aquele sofrimento, aquela dor que eu senti, perguntar por que isso aconteceu e ficar dias me lamentando, me apegando a esse sentimento nostálgico de dor, que apesar de ser ruim é conhecido e me deixar afastar do meu atual estado, que com certeza, além de melhor do que qualquer sentimento que eu tenha nutrido pelo Alexandre, é desconhecido.
Essa postura é nova, diferente e gostosa.
terça-feira, junho 02, 2009
hummm
Como perceber até que ponto estamos nos enganando ou enganando outros?
Eu vivo constantemente me fazendo essa pergunta.
Durante certo tempo, eu acreditei (acreditei de verdade) que eu não estava me enganando, que era real, eu tudo aquilo era verdadeiro.
Sinceramente eu hoje não sei mais, não sei se me iludi ou se quis tanto acreditar que poderia ser verdadeiro que acabei transformando em verdade, pelo menos no meu mundo.
Mesmo assim eu continuo seguindo. Algumas pessoas já me perguntaram por que eu não saio fora, por que eu não me afasto.
E apesar de nenhuma delas conseguir compreender, a resposta é simples:
Eu não fui e nem estou sendo infiel a mim mesma. Eu preciso ser fiel e coerente comigo mesma, o resto é o resto. Eu preciso ser honesta comigo e principalmente não correr mais.
Eu cansei de correr, cansei de não viver, cansei de me esconder.
Pode ser que um dia eu olhe pra trás e me arrependa, pode ser que nunca mais consigamos ser amigos como antes, mas é algo que eu preciso passar.
Se um dia eu acordar me sentindo uma babaca (como já acordei), se ao escovar os dentes eu ficar pensando em porque eu me coloco nessas situações (como já pensei), se durante o banho eu parar com a água na cabeça imaginando porque diabos as coisas ainda não se resolveram (como já imaginei) e se de repente, ao calçar os sapatos e olhar pra frente eu concluir que não vale a pena, ai sim, estarei livre.
Até lá, eu não fugirei.
“A pior traição é a de princípios, porque é cometida por nós, contra nós mesmos.” (M.M. Soriano)
Eu sou uma pessoa que costuma ver o mundo com outros olhos, encaro traição, amor, tesão, paixão, sexo, etc. de forma não convencional.
Antes que alguém pense, não sou a favor de um relacionamento aberto e oba oba, não sou a favor de sair pegando geral com a desculpa de que não envolve sentimento.
Eu sou a favor de um relacionamento franco, onde haja diálogo. Um relacionamento que seja verdadeiro, em que não se precise esconder nada.
Eu procuro ser assim, franca. Mesmo sabendo que minha vida seria mais tranqüila se não contasse determinadas coisas, eu escolho falar.
Mais uma vez, isso não quer dizer que eu vá contar tudo que acontece, mas quer dizer que se me perguntar, eu falarei a verdade.
Um relacionamento onde cada individuo tem a liberdade de ser ele mesmo, livre, franco e principalmente tendo a liberdade de falar abertamente sobre tudo, é o meu ideal.
Eu não quero ter que me esconder, usar mascaras nem nada. Principalmente, não quero que a pessoa que esteja comigo precise não ser ela.
Quero estar com alguém por inteiro, sabendo como essa pessoa é, vendo como ela é. Defeitos, qualidades, duvidas, medos.
E a única forma disso ser verdade é dando liberdade.
Eu sei que nem sempre vou ficar feliz com o que ouvir, claro que às vezes existirão brigas. Ninguém é perfeito e levar uma vida assim é muito complicado.
Mas eu realmente quero encontrar alguém que pense dessa forma.
sexta-feira, maio 29, 2009
Noticias que Chocam
Essa história de colocar acesso wireless para cobrir toda a área do Santa Marta, me lembra muito aquelas trocas feitas com índios que a gente tanto estudou em história.
Alguém pode me explicar qual a serventia de uma cobertura de rede wireless numa favela se a maior parte das pessoas que lá residem, quando tem computador não tem acesso WIRELESS à internet?
Será que não existia NADA mais importante ou significativo que poderia ter sido feito com esse dinheiro na própria favela?
Eu DUVIDO que todo o Santa Marta tenha saneamento ou que todas as casas estejam em conformidade estrutural para impedir um desabamento, ou qualquer acidente menor envolvendo chuvas por exemplo.
Isso porque nem entrei no mérito de ter wireless na Orla.
Eu acho que esse lance de colocar wireless é muito bonitinho, até útil, mas é FIRULA. Não faz parte das necessidades básicas da cidade e muito menos do estado.
Será que todos os problemas do Rio já foram acertados e eu vivo num mundo todo meu e não consegui acompanhar os progressos que minha cidade/estado sofreu?
O Rio por um acaso é modelo?
Concordo com a ocupação, concordo com a mudança na política dos policiais, concordo com tudo isso.
Não concordo com “incentivos” financeiros, acho que eles deveriam ser incorporados ao salário da policia como um todo, afinal eles recebem pra nos proteger e são policiais porque querem, ninguém os obrigou.
Não concordo com gastar dinheiro publico em rede wireless enquanto o básico não está coberto.
Agora, me digam com sinceridade: Quem é o maior beneficiado com a rede Wireless na Orla?
quinta-feira, maio 28, 2009
Momento Bebum
Sabe aquela incerteza?
Aquele aperto estranho que você sente quando não sabe direito sobre mim?
Sabe aquele sentimento estranho, meio de dúvida, meio de certeza?
Sabe aquela insegurança absurda que vem como uma tempestade e depois some quando eu não estou perto?
Sabe aquele medo agudo que bate nesses momentos de dúvida?
Sabe essa certeza de correspondencia misturada com essa certeza de jogo?
Sabe esse medo de fantasmas, reais ou imaginários, presentes no dia a dia ou só eventualmente?
Sabe tudo isso?
Pois é... Não é só seu, é meu também.
A diferença é que eu não dou ouvidos, não sempre.
O Nosso Amor a Gente Inventa (Estória Romântica)
O teu amor é uma mentira
Que a minha vaidade quer
E o meu, poesia de cego
Você não pode ver...
Não pode ver
Que no meu mundo
Um troço qualquer morreu
Num corte lento e profundo
Entre você e eu...
O nosso amor
A gente inventa
Prá se distrair
E quando acaba
A gente pensa
Que ele nunca existiu...
O nosso amor
A gente inventa
Inventa
O nosso amor
A gente inventa...
Te ver
Não é mais tão bacana
Quanto a semana passada
Você nem arrumou a cama
Parece que fugiu de casa...
Mas ficou tudo fora de lugar
Café sem açucar, dança sem par
Você podia ao menos me contar
Uma história romântica...
O nosso amor
A gente inventa
Prá se distrair
E quando acaba
A gente pensa
Que ele nunca existiu...
Mas ficou tudo fora de lugar
Café sem açucar, dança sem par
Você podia ao menos me contar
Uma história romântica...
O nosso amor
A gente inventa
Prá se distrair
E quando acaba
A gente pensa
Que ele nunca existiu...
O nosso amor
A gente inventa
Inventa
O nosso amor
A gente inventa...
Divagações de uma bebum.
"Você aprende que lembranças podem ser apagadas, mas sentimentos nunca."
Não sei autoria e nem onde li, mas gostei.
E quando o sentimento vira uma lembrança???
quarta-feira, maio 27, 2009
Pequena Historinha
Tranquila, serena.
No mp3 tocava uma música sem dono, não por falta de desejo, mas por falta de quem pudesse se encaixar.
Ela ia passando por vários bairros, ouvindo aquelas músicas que apesar de boas não tinham um significado, uma importância.
O telefone toca e todo aquele mundo some.
- Alô?
- Oi..
- Oi figura, e ai?
- Como você tá?
- Eu tô bem...
- Que você vai fazer hoje?
- Tô chegando em casa...
- Ah...
- Vamos beber? Tava querendo conversar.
- Eu também, preciso te falar umas coisas.
- Beleza Quando chegar em casa, te ligo.
- Ok. Beijos.
- Beijos, moço.
Obviamente, a entidade shuffle age. I´m only happy when it rains.
Já em casa, aquela dúvida bate: O que será que ele quer? Porque me ligou?
Claro que ela vai.
Esperança? Não... curiosidade.
O desfecho? Não sei. Nem ela. Ela ainda não foi.
Explicação
Na realidade ele continuava no ar, mas escondido e sem permissão de acesso.
Como a boa geminiana que sou, mudo de idéia constantemente.
Sendo assim, hoje resolvi coloca-lo no ar novamente, porque não interessa como eu estou me sentindo agora, o quão magoada ou decepcionada eu estou.
Retirar o blog não muda em nada isso. Me fechar novamente para o mundo muito menos.
De qualquer forma, com relação a estar fechada pro mundo não posso fazer nada, mas retirar o blog do ar num "ato simbólico" de fechamento, não é a solução.
O jeito é fazer o que faço melhor: Mandar a merda, encher a cara e pegar randomicos.
O Lado bom é que hoje eu sinto ALGO, mesmo que seja algo tão ruim quanto decepção.
terça-feira, maio 26, 2009
segunda-feira, maio 25, 2009
Resposta ao comment do post anterior
O Objetivo de pintar um site de preto é diminuir o gasto de energia de um monitor, num site de busca isso é mais fácil porque a pessoa não fica horas naquela mesma tela forçando a vista.
Fora que a utilização do Google é tão grande que estima-se que em um ano, teria sido economizada energia suficiente para manter uma cidade de 100.000 habitantes por cerca de um mês.
O volume de acesso ao google x problema de vista causado pelo esforço, justifica.
O que não é o caso de um Blog com 12 pessoas acompanhando.
É claro que eu sei que se todos que possuem blogs brancos pintassem de preto, a economia seria maior e tal, mas também a quantidade de pessoas com problemas de vista.
Espero ter esclarecido a questão :P
Orgulho Nerd - Tecnologia Verde
Não me considero nem 1/3 do que alguns geeks/nerds que me cercam, mas tenho um interesse pelo assunto considerado bem acima da média das pessoas ditas normais.
Como alguns de vocês sabem (eu fiquei sabendo ontem à noite), hoje é o Dia do Orgulho Nerd, além é claro de ser o dia de estréia do episódio 4.
Para mim, o dia de hoje tem um valor infinitamente maior por ser a data de lançamento de Star Wars do que por ser dia de orgulho qualquer coisa.
Eu acho um absurdo você ter um dia para se orgulhar de ser como ou o quê você é, não importa o que diabos você seja. Orgulho de ser você tem que ser todo dia e não precisa obrigatoriamente ser externado.
Não é como o dia de determinada profissão, que apesar de não gostar muito também, considero uma espécie de aniversário e valorização de um profissional.
Bom, pra variar eu to fugindo do meu propósito inicial. O meu real interesse ao começar esse post, era escrever sobre um assunto, que apesar de não ser novo, passou a ter um grau de interesse maior (pelo menos para mim) nos últimos tempos (provavelmente por influência de novas pessoas tão geeks quanto, mas com interesses tão distintos dos meus): Tecnologia Verde.
Existe uma série de empresas que procuram construir seus equipamentos eletrônicos de forma a reduzir o consumo de recursos. Esse tipo de tecnologia já era bem conhecida principalmente em eletrodomésticos: Máquinas de Lavar que usam menos água, geladeira que economiza energia. A própria TV de LCD que, além de bonitinha e com alta resolução, não usa mercúrio e consome menos energia.
Agora, as feiras de tecnologia verde também pensam em soluções (quase sempre voltadas para o consumo de energia) para outros eletrônicos que não os de cozinha:
- A Nokia tem uma campanha para tirar o carregador do celular da tomada quando não estiver carregando;
- Celulares feitos de plástico reciclado;
- Existe um projeto para redução de consumo de energia, simplesmente pintando a tela de busca do Google de preto (isso eu já faço... Meu Igoogle é preto e meu gmail também é mais escuro do que o padrão).
Quem não usa o igoogle, pode começar a fazer suas pesquisas no Blackle, o site de pesquisa criado a partir desse projeto e que usa o sistema Google de pesquisa.
Se quiser mais informações sobre esse projeto de Google preto, basta clicar aqui.
- A Asus foi uma das pioneiras em construir Notes ecológicos. Ela tem uma linha de notebooks (EcoBooks) que são revestidos com bambu.
Pelo que fiquei sabendo, também podemos encontrar hoje em dia mouses e teclados de bambu.
- Como eu falei da Nokia, principal concorrente do meu tão amado Iphone, eu não posso deixar também de comentar as soluções de tecnologia verde para o Iphone:
Descobri recentemente (e estou procurando onde comprar/encontrar aqui no Brasil) o Solar Leather Flip for Iphone, que é uma capa de iphone capaz de carregar a bateria do telefone com energia solar, pelo que li o couro é sintético.
- Tem um chinês que bolou um dispositivo com LED para de informar qual o seu consumo de água durante o banho, escovando os dentes, dando descarga... Ele inclusive fica vermelhinho caso seu consumo esteja excessivo.
- Descobri também um carregador SOLAR universal (USB, Tomada, Ipod).
- Um aparelhinho legalzinho que calcula a emissão de carbono, com base na distancia a ser percorrida, no padrão de velocidade e no modelo de carro.
- Usar café como tinta de impressora e pelo que li a impressora funciona como uma maquina de café, você adiciona água e pó de café e ai ela imprime, mas isso ainda não está a venda, mais detalhes aqui.
Estava lendo mais a respeito para poder escrever com mais detalhes recentes e vi que a ONG Green Eletronics Council inclusive já criou um padrão de qualidade para certificar alguns produtos que tenham um menor consumo de energia e que impacte menos no meio ambiente, na sua produção.
Esse selo se chama EPEAT (Electronic Product Enviromental Assessment Tool) e no site dessa ONG é possível acessar uma lista com os produtos eletrônicos ambientalmente responsáveis.
Uma coisa que me entristeceu é que a maior parte desses gadgets ou soluções não são difundidas aqui. Ninguém sabe ou conhece esses produtos.
A maioria das pessoas só se importa em comprar produtos que reduzam o consumo de energia para pagar menos luz e não por causa do ambiente.
Eu mesma confesso que quando vou comprar um eletrônico qualquer, muito raramente eu paro para me perguntar sobre como aquele gadget foi produzido ou qual a influência dele no meio ambiente, quando sendo utilizado.
É como todo o resto, uma questão de hábito. Eu já me acho burra velha demais para mudar todos os meus hábitos, mas posso por exemplo criar meu filho para que tenha menos vícios que eu... hehehe
domingo, maio 24, 2009
Só pro meu prazer
Não fala nada
Deixa tudo assim por mim
Eu não me importo se nós não somos bem assim
É tudo real nas minhas mentiras
E assim não faz mal
E assim não me faz mal não
Noite e dia se completam no nosso amor e ódio eterno
Eu te imagino
Eu te conserto
Eu faço a cena que eu quiser
Eu tiro a roupa pra você
Minha maior ficção de amor
E eu te recriei só pro meu prazer
Só pro meu prazer
Não vem agora com essas insinuações
Dos seus defeitos ou de algum medo normal
Será que você não é nada que eu penso?
Também se não for não me faz mal
Não me faz mal não
Noite e dia se completam no nosso amor e ódio eterno
Eu te imagino
Eu te conserto
Eu faço a cena que eu quiser
Eu tiro a roupa pra você
Minha maior ficção de amor
E eu te recriei só pro meu prazer
Só pro meu prazer...
quinta-feira, maio 21, 2009
Para minha melhor amiga do sexo masculino.
Eu não tenho o hábito de reforçar o que pra mim já está intrinseco, não fico reafirmando o que pra mim já é verdade, rotina e natural.
A sua presença, sua amizade já é assim. Verdade, rotina e natual.
Uma rotina boa, saber que eu chego de manhã e posso te ligar pra dizer bom dia.
Ouvir você me zoar porque ou eu estou feliz demais ou irritada demais.
Saber que eu ligo 500 vezes por dia e você sempre tem paciência para ouvir minhas asneiras.
Uma verdade real, não fajuta.
Saber que quando você não concorda, você realmente não concorda e deixa claro, mas que mesmo não concordando, procura entender e aceitar, passando às vezes por cima das suas idéias, tentanto se por no meu lugar, com a minha forma de ver as coisas e assim me entender.
Isso pra mim é verdade, natural e rotina.
Um natural tranquilo e sereno.
Ver que a amizade que nasceu em mim, naturalmente, também nasceu em você. Da mesma forma.
Ver que posso contar com você, da mesma forma que você sabe que pode contar comigo.
Nós somos pessoas muito diferentes na forma de agir e algumas vezes de pensar também, mas ao mesmo tempo temos tanta coisa em comum, no valor que damos às coisas e principalmente aos nossos amigos.
Uma vez você me disse e agora eu retribuo, eu não tenho nenhum amigo meu tão próximo, tão presente, que tenha sido feito depois dos meus 15 anos.
Na realidade, você é meu único amigo assim, desse jeito, nessa classificação, com essa importância.
E isso é independente de quantos posts você tem.
Porque nenhum amigo meu recebeu um post como esse que você está recebendo agora.
sexta-feira, maio 15, 2009
Frase do Dia
Vamos ver se consigo agir...
*azeda*
quarta-feira, maio 13, 2009
Viciados em sensações
Na realidade essa lembrança veio por causa de um papo que eu tive com um amigo ontem a noite. Estávamos comentando sobre pessoas que têm o hábito de se fazer de vítima de toda e qualquer situação que não lhes sejam confortáveis.
Nada nunca é erro delas, na realidade o único erro que sempre cometem é confiar em quem não devia. Ora é a familia que causou o prejuizo, ora é o chefe, a rua, a mulher, os filhos. Sempre tem alguém para levar a culpa.
Sempre achei que esse tipo de comportamento fosse mera sem-vergonhice mesmo, que essas pessoas arrumaram uma forma de se verem livres de qualquer responsabilidade pelas suas vidas e que esse tipo de comportamento, além de inaceitável era um tanto quanto juvenil.
Ao ver o filme eu percebi que não necessariamente é uma coisa de adolescente, claro que todo adolescente faz isso, mas é fase, faz parte do amadurecimento tomar crédito pelas suas atitudes, sejam elas positivas ou negativas. Mas existe uma parcela (até bem grande pelo que pude perceber) de pessoas que mesmo após a adolescencia mantém esse tipo de comportamento e nesse filme eles tentam dar uma explicação cientifica para isso.
Lá eles explicam que qualquer tipo de sensação que o ser humano tenha é causada pela produção de uma substancia (nao reclamem, não sou da área não sei o termo correto) especifica. Algo é produzido pelo seu cérebro para desencadear isso.
O que acontece é que nós podemos nos viciar em determinadas substancias produzidas, porque a sensação causada foi boa e aí começamos a reagir sempre de forma a produzir mais e mais dessa substancia.
Ficamos com uma dependência fisica e química.
Então, essas pessoas que se fazem de vitima da situação, na realidade são drogados. Precisam de tratamento. Porque será que ninguém nunca pensou numa clinica de reabilitação para viciados em sensações?
Será que esse seria um nome bonitinho pra um hospício??
Indignação
Provavelmente nem são notícias tão recentes assim, afinal faz algum tempo que perdi meu hábito de ler jornal todos os dias.
Mas voltando a vaca fria, me espantou ao ouvir a notícia que professores, pedagogos, assistentes, auxiliares, enfim, toda a escola seria premiada caso conseguisse alfabetizar todos os alunos até sete anos. Fiquei com isso na cabeça: Qual a funcionalidade de uma escola? Não é ensinar? Como assim receberão um premio por fazer o que se propõem a principio?
É claro que concordo que o professor está desvalorizado, que o ensino publico como um todo está sucateado, que precisam de melhores condições etc. Concordo com tudo isso, mas esse premio não é isso.
O incentivo de um professor não deveria ser um premio pra fazer aquilo que ele foi contratado pra fazer. Eu fui professora e posso afirmar que a "recompensa" que se tem no ensino é muito demorada, pelo menos pra mim. O reconhecimento e valorização do que é feito não é imediato, até porque o trabalho de um bom professor, além de ter que ser avaliado ao longo dos anos não depende exclusivamente dele. Tem que se levar em consideração o aluno, os outros professores, as condições da escola etc.
Por esse motivo eu abandonei essa carreira. Amo dar aula, até hoje é algo que pretendo fazer, mas não me sentia estimulada o suficiente para continuar lá. Eu procurei outra coisa que me estimulasse, que me desse o tipo de incentivo que eu queria: valorização praticamente imediata e retorno financeiro adequado ao padrão de vida que gostaria de levar.
Não esperei um premio pra fazer algo que eu me propus a fazer. Isso é ridículo. Até porque vira uma exigência. Não demora muito esse premio será exigido. Deixará de ser um premio para ser uma condição, um direito.
Agora a segunda notícia, também seguindo a política da premiação, os policiais que estão ocupando favelas, vão receber um premio, um adicional de R$ 500,00 por mês.
Cara, é exatamente a mesma coisa. Qual a profissão dele? Qual a função dele? Ele não está exercendo aquilo a que ele se propôs quando entrou na polícia?
Quero deixar claro que também acho que os policiais deveriam ser melhor remunerados e valorizados.
O que eu discordo é essa política de "prêmios".
Qual será o próximo passo?
Dar premio pro médico que cuidar de um doente? Gratificar o bombeiro que apagar um incêndio?
Imagine a cena:
Médicos paralisados porque o governo SUSPENDE o premio. Pessoas doentes sem atendimento porque os médicos se recusam a trabalhar sem o tal premio.
Ou professores parando de ensinar, policiais de proteger, etc.
Sinceramente, eu acho que essa política deveria ser repensada. Quer fazer o negócio direito? Quer realmente incentivar as pessoas a fazerem o que elas devem fazer?
Valorize o profissional, valorize sua função, não só com dinheiro, mas com ambiente, preparo, enfim todas as condições necessárias para se criar um ambiente bom de trabalho.
E isso que disse é extremamente genérico, serve para absolutamente todas as profissões e não é tão difícil quanto parece, os alicerces de um bom ambiente de trabalho são: Salário Decente; Ambiente Adequado; Constante Aperfeiçoamento Profissional; Equipe Amigável.
E pelo menos três desses alicerces podem ser trabalhados, a equipe amigável costuma vir no conjunto, tendo o resto, isso se alcança.
Nexo? O que é isso?
Pensei também em escrever um email dizendo como é diferente sem a sua presença, mas também não seria condizente com o que sinto.
Milhares de formas eu imaginei de expressar o que acontece aqui, mas nenhuma delas expressaria o que eu queria dizer, fazer, sentir.
Então é só isso. Sinto sua falta.
quinta-feira, maio 07, 2009
Alivio
Nunca foi tão bom perceber que estou errada sobre algo ou alguém. Pode até ser uma coisa pequena para outros, mas o alivio que sinto é tão grande, é como se eu estivesse em paz.
Na realidade falta muito ainda para a paz, mas só o fato de colocar pra fora algo que estava me consumindo a muito tempo já é muito.
E sinceramente, eu acho que não poderia ter escolhido pessoa melhor para fazer isso. Apesar do medo inicial, da reação surpreendente e do desfecho desconhecido... heheheh
Então... É isso.
Seu segundo post, figura :D
Sobre Conselhos
O Grande problema disso tudo é que ninguém consegue fazer uma interferência imparcial, as pessoas tendem a usar suas experiências anteriores para tirar suas conclusões.
Exemplo. Se uma amiga chegar para me contar sobre algum problema que ela tenha em seu relacionamento, automaticamente a minha primeira reação será procurar um problema no cara ou um bom motivo para que ela termine esse relacionamento. Por quê? Porque eu não tenho exemplos muito bons de sucesso em relacionamento e se eu estivesse no lugar dela, provavelmente correria que nem o diabo corre da cruz.
Nem digo que essa abordagem está errada, mas quando deixamos um conselho ou uma opinião interferir diretamente nas nossas decisões, elas deixam de ser nossas e passam a ser um grande compilado de experiências alheias.
Claro, que não estou querendo dizer que devemos descartar qualquer experiência anterior, nem nossa e nem dos outros, o que quero dizer é que não devemos deixar essas experiências guiarem a nossa vida, afinal cada uma delas teve uma série de varáveis diferentes.
Fazendo uma analogia com o exemplo dado, não é por que eu sou um imã pra malas e costumo me relacionar com homens complicados e “chaves de cadeia”, que o namorado da minha amiga também é assim. Vai que ela não é tão azarada assim?
Essa minha postura faz com que a maior parte das pessoas ache que não adianta me dar conselho, pois “vai entrar por um ouvido e sair pelo outro”, mas não é isso. Eu nunca, mas nunca descarto ou apago um conselho dado, não importa se esse conselho foi baseado em filosofia de vida, experiência passada ou simplesmente loucura da mente. Eu os levo em consideração, pondero a respeito e procuro retirar dali o que vai me servir, mas não os seguirei ao pé da letra.
terça-feira, maio 05, 2009
A dificil arte do toco
Até que ponto você pode ser simpática com uma pessoa assim?
Se ela nunca chegou em você, teoricamente qualquer atitude que você tenha de cordialidade pode ser interpretada como um mole.
Se você conversa muito, você está dando mole.
Se você não fala, está sendo mal-educada.
Se você corta, foi escrota, porque afinal ele não chegou.
Como agir? Eu simplesmente não consigo identificar a tal linha tênue que separa uma atitude de amiga para uma atitude de quem está dando mole.
Até porque essa maldita linha varia de acordo com a pessoa.
Eu por exemplo sou uma mula, não percebo nada disso, a não ser que me segure pelos braços, me sacuda e diga: Aloowww presta atenção!
E mesmo assim corre o sério risco de eu achar que é bobagem.
Quando a coisa é declarada é mole, você ouve e diz não. Cabou.
Porque os humanos teimam em complicar o que é simples?
segunda-feira, maio 04, 2009
Pequeno desabafo.
Motivo desconhecido nada, o motivo é óbvio, parece que assim eu fico mais perto.
É como se fosse um jeito de matar a saudades que às vezes eu sinto.
Às vezes porque nem sempre é constante.
Acho que vem como ondas, assim como você.
Eu fico tentando entender como funciona, prever quando será a próxima série, mas parece uma série caótica, por mais estranho que possa parecer.
E, por mais metódico que possa ser, por mais previsível e translúcido que você seja, é extremamente IMprevisível a forma como a sua previsibilidade acontece em mim.
Eu não consigo saber como eu sou/serei quando te ver.
Não consigo saber como reagirei, o que direi.
Será que meus olhos vão brilhar? Se brilhar será que alguém vai notar?
Será que é recíproco ou será que é impressão minha?
Porque eu mudo de idéia tantas vezes com uma coisa que é uma constante de anos?
Nosso afeto, nosso envolvimento, nosso lugar, tá ali. sempre.
Parece que é como se sempre tivesse estado, a rapidez com que aconteceu, a velocidade com que colamos um no outro, aquele grude que eu fujo tanto, mas que quando você está perto esqueço que não quero.
Porque eu não largo tudo de mão e admito pra mim mesma e pro mundo?
Porque a gente vive esse acordo estranho de querer sem querer.
De não se deixar viver?
Qual o meu medo com relação a você?
Qual o SEU medo com relação a mim?
Quando você dá um passo eu te empurro e se eu der um passo você me empurra.
Será que a gente realmente não quer?
Ou será que é um daqueles momentos de filme que casais se separam e quando um olha pra trás o outro não está olhando e quando o outro olha o um já desistiu?
Tentei em vão não me deixar ir, ou então tentei não ir tanto quanto poderia, mas depois de tudo que já aconteceu, com ou sem você, depois de tanto tempo sem sentir, não faz sentido ir contra. Não faz sentido não querer sentir, mesmo que seja só em mim. Ou só pra mim.
Post Censurado.
sábado, maio 02, 2009
Post Sonolento.
A maior parte das pessoas que me conheceu de uns 5 anos para cá, tem uma visão bem estranha a meu respeito com isso.
Eu sei que não pareço ser uma pessoa carinhosa, ou até mesmo dedicada a outra. Eu passo essa imagem.
Também não quero que pensem o contrário.
Eu sou cagona e sou medrosa quando o assunto diz respeito ao meu coração e aprendi a tomar algumas atitudes para me impedir de sofrer tanto.
Tá certo que ando repensando a maior parte delas, afinal a quantidade de barreiras que levantei impede qualquer um de chegar perto e não somente os muito canalhas.
Minha política de auto-defesa se tornou tão grande e complexa que é necessário hoje uma espécie de manual para lidar comigo ou até mesmo para entender o meu comportamento. Porque a maior parte das vezes a minha atitude não condiz com o que sinto (salvo raros momentos de guarda totalmente baixa).
Sinceramente? eu não gosto mais de ser assim, mas é muito difícil mudar isso.
Demonstrar que gosta de alguém sempre foi complicado para mim, porque mesmo quando não uso barreiras, a minha demonstração é sutil e em aspectos que para a maioria não faz diferença e pra mim faz uma diferença absurda.
Um exemplo básico de como sou diferente da minha forma de agir e me portar: Eu adoro flores. ADORO. Quando ganho flores eu fico sem reação, fico muda, olhos brilhando etc.
O problema é que não é qualquer flor... hehehe
Não gosto de nenhum presente clichê, não gosto de ganhar presente porque tenho que ganhar, gosto de ganhar porque lembraram de mim. Por isso não peço presentes... Nem flores.
Não gosto de rosas, aquelas padrão no buquê bonitinho.
Gosto de flores que não são arrancadas, porque elas não vão morrer em uns 3 dias, elas continuarão lá e eu vou cuidar delas.
Não gosto de ganhar blusas, roupas em geral. Isso é presente clichê, até porque quando me dão é algo preto, porque aí não tem erro.
Não me importo muito com presentes comprados, gosto de coisas que realmente tenham a ver comigo e a maior parte não precisa ser comprada, ela pode ser feita.
Presentes feitos, na minha opinião, demonstram que a pessoa não só lembrou de você como gastou uma parte do seu tempo com isso. E o tempo é algo muito importante para ser dado. É demonstração de afeto.
Eu gosto de ouvir sobre mim, não porque quero ser o centro, mas porque é uma espécie de feedback que eu tenho a meu respeito. Tanto de como apareço para os humanos, quanto pelo simples fato de ver se consigo me expressar da forma como gostaria. É minha forma de saber se a pessoa realmente me viu.
Gosto de pequenas atitudes de atenção. Perceber que por algum motivo, alguma coisa está errada, por menor ou mais simples que seja e fazer algo a respeito... E sem eu precisar falar nada.
Ok, é meio absurdo gostar disso, afinal eu não sou o centro da vida de ninguém, mas não é uma coisa que tenha que ser sempre, porque senão fica banal, mas é uma coisa que pode acontecer às vezes.
Gosto de demonstrações publicas de afeto, contanto que sejam sutis. Não precisa ser algo escandaloso, basta ser sincero e basta que eu perceba.
Como eu sou uma pessoa que procura agir conforme gostaria que agissem com ela, essa é a maneira com que eu demonstro afeto também.
A minha grande questão hoje é essa. Aparentemente a minha forma de agir nem sempre é suficiente. A grande maioria das pessoas preferem o oposto e aí, eu entro na minha questão dos contratos.
Por esse motivo, minha postura atual é procurar acabar com o máximo de letrinhas miúdas logo de cara.
Eu falo como sou, algumas reações, alguns comportamentos, para ver se dessa forma eu consigo quebrar um pouco dessa mascara que a tanto tempo uso.
Tem coisas que são padrão:
Quanto mais eu me importo com a pessoa, mais quero estar perto dela. E isso diz respeito a qualquer pessoa.
Minha primeira atitude ao conhecer alguém que me interesse de alguma forma é querer entender como essa pessoa funciona. Infelizmente eu não tenho o poder do Sylar para conseguir entender o cérebro humano, então eu acabo demorando mais...
Eu disseco, catalogo e guardo na estante quase todos que conheço. Aí, de tempos em tempos, eu volto, tiro da estante e analiso novamente, para perceber nuances de mudança comportamental ou até mesmo porque em algum momento aquela pessoa agiu de forma diferente do que havia sido previamente analisado.
Isso parece frio, mas é uma forma que tenho de entender porque as pessoas são assim e também uma forma que descobri para conseguir me relacionar com as pessoas de forma menos rígida.
A idéia de ser considerada uma pessoa rígida não me agrada, então eu me adapto ao meio que convivo. Claro, que sem abrir mão de quem eu sou.
O que eu faço é mostrar em determinados grupos aquela parte minha que pode ser bem aceita. Sou sempre eu, mas raramente completa.
Quando o assunto é relacionamento amoroso, a coisa se complica um pouco. Porque a pessoa antes não me conhece por completa e inevitavelmente num relacionamento amoroso isso termina.
Porque para essa pessoa que escolhi (???) para estar comigo, ou para me deixar gostar, para essa única pessoa (taí outra coisa diferente, apesar de como eu me mostro, eu só gosto pra valer de uma pessoa por vez) eu procuro mostrar todos os meus lados.
E é nesse momento que a casa cai. Nesse momento a pessoa percebe que eu não sou tão simples, ou então que eu tenho muito mais do que aquilo que ela viu e, na maior parte das vezes, aquilo que ela viu é o que ela queria.
Então eu agora tenho minhas "regras", eu me mostro aos poucos, a medida que vou chegando nos "check points".
Dormir de conchinha, escova de dentes, "eu te amo", café da manhã etc.
hehehe
Não são check points tradicionais, eu sei, mas são atitudes marcantes para mim.
Conheço um cara legal, começo a sair com ele. Aí um dia eu preparo café da manhã. Ligo pra padaria, encomendo coisas (na minha casa não costuma ter comida, principalmente de café da manhã), arrumo a mesa.
Esse é o primeiro marco, se eu faço isso e não simplesmente taco um saco de pão de queijo no forno (isso eu tenho de sobra) é sinal que me importo com essa pessoa.
Quanto mais elaborado for o café, mais eu me importo.
Depois do café, meu segundo marco é a conchinha, se eu durmo de conchinha, ou abraçada, ou encostando ou sem tirar cobertas é porque eu tô gostando realmente, é porque eu quero estar junto o máximo possível, a ponto de acordar pra ver se por um acaso eu não arranquei todas as cobertas da pessoa. hehehehe
Aí é um abraço, meu comportamento muda, porque depois da "conchinha", eu passo a ser uma pessoa carinhosa, a fazer coisas pelo outro a me dedicar de alguma forma, não usual (pra mim).
Esse é o ponto crucial, porque a partir desse momento minha dedicação muda, mas meus alertas todos ficam ligados. Reciprocidade.
Se a balança despencar nesse momento, e se mantiver assim por algum tempo (que nunca consegui medir) ferrou.
Esse tempo pode ser um dia ou um ano. Depende.
Se despencar o café começa a diminuir, a pessoa começa a sentir frio a noite, etc, etc.
Mas, se a balança se mantém, o próximo ponto é a gaveta. EU dar uma gaveta para a pessoa na minha casa. Isso mostra que ela conseguiu um lugar pra ela aqui. Ela não precisa mais usar minhas roupas nem trazer malinha. Ela tem seu lugar... na minha vida.
Depois disso existem dois marcos que acontecem quase que simultaneamente. Eu nunca consegui separa-los a ocorrência de um implica no outro: A escova de dentes e o "eu te amo".
Sim, ter gaveta não significa ter escova de dentes no potinho do lado da minha.
Tanto eu deixar uma escova, quanto a pessoa ter uma escova.
A escova de dentes pra mim é tão significativa quanto um "Eu te amo".
Aí sim o negócio está bem sério... É minha prova máxima de afeição em inicio de relacionamento... hehehehe
Depois desse ponto, minhas barreiras já não existem mais.
sexta-feira, maio 01, 2009
Nostalgia
Esse caderno guarda histórias minhas, uma parte da minha vida que eu, mesmo sem saber exatamente se queria me lembrar, comecei a ler.
É incrível como alguns poucos (12) anos podem fazer tamanha diferença.
Encontrei naquelas páginas uma pessoa que não via a muito tempo e numa mistura de saudade e nostalgia, resolvi imortalizar aquela pessoa.
Quanto mais eu escrevia sobre quem eu fui, o que senti, quem me magoou, mais eu me encontrei novamente.
Não foi um encontro daqueles para ser mais uma vez o que já fui, foi mais um instante de reflexão para saber o porque de eu hoje ser como sou.
Por mais que eu me lembre ainda de muitos dos fatos que estão guardados ali, eu não me lembrava mais de como eu me senti com relação a eles.
Por conta de todo esse meu resgate de emoções passadas, existe agora mais um blog, mas esse será somente a réplica digital de tudo que está guardado nesse caderno.
quarta-feira, abril 29, 2009
Comentário Randomico.
Sabe? Acho que eu não vejo mais dessa forma.
Acho que finalmente eu consegui me equilibrar quanto a isso.
Bom, pelo menos em algo eu me equilibrei.
Retorno do Blog
Testando um post via email
testando um post por email.
Como um dos motivos do fechamento do meu blog foi o excesso de musica,
resolvi abri-lo novamente com uma música...
he he he
Acho que a música que "dedicaram" a mim que mais gostei até hoje...
Pelo menos foi a que melhor se encaixou com o que viva na época.
fogo
capital inicial
Você é tão acostumada
A sempre ter razão
Você é tão articulada
Quando fala não pede atenção
O poder de dominar é tentador
Eu já não sinto nada
Sou todo torpor
É tão certo quanto calor do fogo
É tão certo quanto calor do fogo
Eu já não tenho escolha
E participo do seu jogo, eu participo
Não consigo dizer se é bom ou mal
Assim como o ar me parece vital
Onde quer que eu vá e o que quer que eu faça
Sem você não tem graça
Você sempre surpreende
E eu tento entender
Você nunca se arrepende
Você gosta e sente até prazer
Mas se você me perguntar
Eu digo sim, eu continuo
Porque a chuva não cai
Só sobre mim
Vejo os outros;
Todos estão tentando
É tão certo quanto calor do fogo
Eu já não tenho escolha
E participo do seu jogo, eu participo
Não consigo dizer se é bom ou mal
Assim como o ar me parece vital
Onde quer que eu vá e o que quer que eu faça
Sem você não tem graça
É tão certo quanto calor do fogo
É tão certo quanto calor do fogo
Eu já não tenho escolha
Eu participo do seu jogo
É tão certo quanto calor do fogo
É tão certo quanto calor do fogo
Eu já não tenho escolha
Eu participo do seu jogo, do seu jogo.
terça-feira, abril 14, 2009
Bloqueio.
Eu não sei muito bem o porque, acho que é mais uma daquelas fases de bloqueio.
Se bem que eu tenho andado bloqueada nos ultimos 3 anos. hehehehe
Agora também não posso mais postar do trabalho o que dificulta bastante.
De repente um dia, vai que eu tropeço e volto a escrever...
Fui.
domingo, abril 12, 2009
blá blá blá...eu te amo (rádio blá)
Ela adora me fazer
De otário
Para entre amigas
Ter o que falar
É a onda da paixão
Paranóica!
Praticando sexo
Como jogo de azar...
Uma noite ela me disse
"Quero Me Apaixonar"
Como quem pede desculpas
Prá si mesmo
A paixão não tem nada a ver
Com a vontade
Quando bate é o alarme
De um louco desejo...
Não dá para controlar
Não dá!
Não dá prá planejar
Eu ligo o rádio
E blá, blá
Blá, blá, blá, blá
Eu te amo!
Não dá para controlar
Não dá!
Não dá prá planejar
Eu ligo o rádio
E blá, blá... (Eu te amo)
Sua vida burguesa
É um romance
Um roteiro de intrigas
Prá Fellini filmar
Cercada de drogas
De amigos inúteis
Ninguém pensaria
Que ela quer namorar...
Reconheço que ela
Me deixa inseguro
Sou louco por ela
E não sei o que falar
O que eu quero é que
Ela quebre a minha rotina
Que fique comigo
E deseje me amar...
Não dá para controlar
Não dá!
Não dá prá planejar
Eu ligo o rádio
E blá, blá
Blá, blá, blá, blá
Eu te amo!
Não dá para controlar
Não dá
Não dá prá planejar
Eu ligo o rádio
E blá, blá, blá, blá
Blá, blá, blá, blá...(2x)
sexta-feira, abril 10, 2009
Medo de Amar
Vire essa folha do livro e se esqueça de mim
Finja que o amor acabou e se esqueça de mim
Você não compreendeu que o ciúme é um mal de raiz
E que ter medo de amar não faz ninguém feliz
Agora vá sua vida como você quer
Porém, não se surpreenda se uma outra mulher
Nascer de mim, como do deserto uma flor
E compreender que o ciúme é o perfume do amor
segunda-feira, abril 06, 2009
Post Censurado
domingo, março 29, 2009
Promessas.....
Entenda por passado desconhecido, uma pessoa que eu sei que não tem namorada, que eu sei que não é louca e que eu não sei se vai dar certo.
Em cada uma dessas vezes que eu venho aqui fazer essas promessas, eu também digo que vou me deixar ir, que vou me deixar levar, que vou me deixar apaixonar.
Ok. Eu no mínimo sou uma mentirosa, ou então uma pessoa incapaz de cumprir promessas.
Na realidade de repente tudo isso é meu inconsciente falando, já que eu sou a primeira pessoa a dizer que promessas foram feitas para serem quebradas.
Porque eu estou falando tudo isso?
Eu falo tudo isso porque eu finalmente conheci um cara legal, paciente, com coisas a ver comigo, interessante, engraçado, enfim, uma pessoa que preenche a maior parte dos meus pré-requisitos (senão todos).
Mas eu continuo não me envolvendo, tenho um medo, uma fobia de pessoas que preencham os pré-requisitos. Principalmente quando é uma pessoa que preencha tantos.
Não, não estou apaixonada, é só o meu cérebro informando ao meu coração que é pra manter distancia de um possível candidato a sofrimento.
Bom, mas é isso. Muita criança ao meu redor para eu conseguir concluir. ;-)
Vou dar atenção ao único homem que me entrego... rs
sexta-feira, março 27, 2009
Desabafo
Volta e meia eu enxergo as coisas como realmente são, mas depois novamente eu me iludo, me engano.
Não a situação não vai mudar, não, as coisas não vão se resolver, não as coisas não serão como eu gostaria que fossem.
Porque é tão difícil para mim manter essa visão durante todo o tempo?
Eu deliberadamente continuo me metendo em encrenca, dessa vez escancarada.
Nesses últimos meses eu tenho medito meus pés pelas mãos, tenho me complicado, me enrolado e a culpa disso tudo é minha.
Não existe possibilidade de eu sair ilesa das minhas merdas e as conseqüências eu já sinto.
Procuro não pensar para não me irritar, ou não me deprimir, mas não adianta, o pensamento volta e cada vez que volta a minha vontade é mandar tudo a merda.
Mais uma oscilação de humor sentida e percebida.
Chega dessa vida de querer que não me quer.
segunda-feira, março 23, 2009
All I Need
I'm the next act waiting in the wings
I'm an animal trapped in your hot car
I am all the days that you choose to ignore
You're all I need
You're all I need
I'm in the middle of your picture
Lying in the reeds
I am a moth who just wants to share your light
I'm just an insect trying to get out of the night
I only stick with you because there are no others
You are all I need
You are all I need
I'm in the middle of your picture
Lying in the reeds
S'all wrong
S'alright
S'all wrong
S'alright
S'alright
S'alright
sexta-feira, março 20, 2009
House of Cards
I don't wanna be your friend
I just wanna be your lover
No matter how it ends
No matter how it starts
Care about your house of cards And I'll deal mine
Forget about your house of cards
And I'll deal mine
Forget about your house of cards
andI I'll deal mine
Fall off the table
Get swept under
Denial, Denial
The infrastructure will collapse From vaulted spikes
Throw your keys in the bowl baby
Kiss your husband good night
Forget about your house of cards
And I'll deal mine
Forget about your house of cards
andI I'll deal mine
Fall off the table
Get swept under
Denial, Denial
Denial, Denial
Your ears should be burning
Denial, Denial
Your ears should be burning
sexta-feira, março 13, 2009
APRENDI
Aprendi que eu não posso exigir o amor de ninguém, posso apenas dar boas razões para que gostem de mim e ter paciência, para que a vida faça o resto.
Aprendi que não importa o quanto certas coisas sejam importantes para mim, tem gente que não dá a mínima e eu jamais conseguirei convencê-las.
Aprendi que posso passar anos construindo uma verdade e destruí-la em apenas alguns segundos. Que posso usar meu charme por apenas 15 minutos, depois disso, preciso saber do que estou falando.
Eu aprendi... Que posso fazer algo em um minuto e ter que responder por isso o resto da vida. Que por mais que se corte um pão em fatias, esse pão continua tendo duas faces, e o mesmo vale para tudo o que cortamos em nosso caminho.
Aprendi... Que vai demorar muito para me transformar na pessoa que quero ser, e devo ter paciência. Mas, aprendi também, que posso ir além dos limites que eu próprio coloquei.
Aprendi que preciso escolher entre controlar meus pensamentos ou ser controlado por eles. Que os heróis são pessoas que fazem o que acham que devem fazer naquele momento, independentemente do medo que sentem.
Aprendi que perdoar exige muita prática. Que há muita gente que gosta de mim, mas não consegue expressar isso.
Aprendi... Que nos momentos mais difíceis a ajuda veio justamente daquela pessoa que eu achava que iria tentar piorar as coisas.
Aprendi que posso ficar furioso, tenho direito de me irritar, mas não tenho o direito de ser cruel. Que jamais posso dizer a uma criança que seus sonhos são impossíveis, pois seria uma tragédia para o mundo se eu conseguisse convencê-la disso.
Eu aprendi... que meu melhor amigo vai me machucar de vez em quando, que eu tenho que me acostumar com isso. Que não é o bastante ser perdoado pelos outros, eu preciso me perdoar primeiro.
Aprendi que, não importa o quanto meu coração esteja sofrendo, o mundo não vai parar por causa disso.
Eu aprendi... Que as circunstâncias de minha infância são responsáveis pelo que eu sou, mas não pelas escolhas que eu faço quando adulto.
Aprendi que numa briga eu preciso escolher de que lado estou, mesmo quando não quero me envolver. Que, quando duas pessoas discutem, não significa que elas se odeiem; e quando duas pessoas não discutem não significa que elas se amem.
Aprendi que por mais que eu queira proteger os meus filhos, eles vão se machucar e eu também. Isso faz parte da vida.
Aprendi que a minha existência pode mudar para sempre, em poucas horas, por causa de gente que eu nunca vi antes.
Aprendi também que diplomas na parede não me fazem mais respeitável ou mais sábio.
Aprendi que as palavras de amor perdem o sentido, quando usadas sem critério. E que amigos não são apenas para guardar no fundo do peito, mas para mostrar que são amigos.
Aprendi que certas pessoas vão embora da nossa vida de qualquer maneira, mesmo que desejemos retê-las para sempre.
Aprendi, afinal, que é difícil traçar uma linha entre ser gentil, não ferir as pessoas, e saber lutar pelas coisas em que acredito.
quarta-feira, março 11, 2009
Parem o mundo que eu quero descer!
Onde diabos as pessoas estão com a cabeça?
Cada dia uma reviravolta diferente, cada dia eu olho o mundo e percebo que mais alguma coisa que antes eu tinha como CERTA, deixou de ser tão certa assim...
Porque diabos eu continuo me sentido como se estivesse no olho de um furacão?
sexta-feira, março 06, 2009
I Promise
I won't run away no more, I promise
Even when I get bored, I promise
Even when you lock me out, I promise
I say my prayers every night, I promise
I don't wish that I'm strict, I promise
The tantrums and the chilling chats, I promise
Even when the ship is wrecked, I promise
Tie me to the rotten deck, I promise
I won't fool around no more, I promise
Even when I get bored, I promise
Even when you lock me out, I promise
I say my prayers every night, I promise
I won't fool around no more, I promise
terça-feira, março 03, 2009
Caminhar jogando.
É óbvio que sei exatamente onde estou pisando, é óbvio que sei dos riscos e que nesse jogo especifico eu não sigo algumas das minhas regras básicas.
Está igualmente claro que a posição das pessoas é contrária ao que faço, é arriscar muito, mas as pessoas também se esquecem que a minha capacidade de me perder dentro das minhas próprias idéias é tão grande quanto a de qualquer outro se perder dentro de mim.
Não busco nada, a não ser o prazer do jogo. Não quero nada a não ser o que já me foi oferecido.
Não crio expectativas e nem tenho sonhos.
Seria interessante querer mais? Seria.
Mas não serei eu quem dará esse passo.
Realmente, eu não olho para onde eu piso, eu olho sempre para frente. Eu olho pra onde eu estou indo, não para como a estrada é.
Se eu ficar olhando para o chão eu vou perder as paisagens...
Qual a graça de andar sem saber por onde andou? Sem ver o que o caminho tem para oferecer?
É por isso que eu prefiro correr o risco de cair de um abismo num dia lindo, do que ficar trancafiada em casa.
Mas também, isso é o que eu penso hoje.
segunda-feira, março 02, 2009
Dúvidas
Na realidade a situação em si é agradável, mas o que vem depois não necessariamente.
Muita coisa tem acontecido junto, muitas mudanças, muitas revisões e eu não sei até que ponto estou conseguindo lidar com isso muito bem.
Uma dificuldade não natural de me impor, de realmente fazer o que quero. Um medo estranho de magoar pessoas que não necessariamente mereciam esse tipo de dedicação.
Eu não consigo me abrir, não consigo me expor, não consigo ser franca, como costumo ser. Tenho me escondido de algumas pessoas, tenho feito coisas escondidas e esse tipo de coisa não me faz bem.
Ok, não tô mal, de cama, nem com uma crise insuportável, mas eu não sei exatamente como me portar, não sei até que ponto isso pode influenciar outros aspectos da minha vida.
O medo da reação alheia continua me incomodando muito.
sexta-feira, fevereiro 27, 2009
Mais viagem
O ser humando tem uma tendência muito grande a querer manter aquilo que lhe faz bem e isso até certo ponto é bom.
Se eu tenho um programa de tv que adoro e vão retirá-lo do ar, eu faço abaixo-assinado, ligo etc.
Esse tipo de comportamento costuma se estender para as pessoas também. Se existe alguém na minha vida que me faz feliz, porque não posso querer mantê-la? Porque não posso querer que ela fique perto de mim para sempre?
Aí que está o erro. Não é a pessoa que te faz sentir isso, você sente e ponto. Você não precisa de ninguém do seu lado para ter isso. Precisa de um alvo e só.
É como rezar para uma imagem. Como se o "poder" estivesse na imagem, ou na pessoa.
Quando você se apaixona e tenta prender, você perde e fica frustrado com sua perda e tentando recuperar, fica com medo de uma terceira pessoa sentir pelo seu objeto de afeto o mesmo que você e que seja retribuido.
E olha que ainda nem entrei na máxima de "Se você ama deixe livre", mas se pensar bem, porque diabos cismamos que conseguiremos ser feliz com alguém sem liberdade?
Não confundir liberdade com libertinagem, mas eu acho perfeitamente aceitável que uma pessoa ame mais que uma única outra pessoa. O que não acho certo é não ser honesto a respeito disso.
Se você tem um namorado, mas também ama outras pessoas, você tem que ser honesto com todas as pessoas envolvidas. Fica quem quer. É egoismo você ser desonesto, porque você prende uma pessoa que supostamente você ama numa mentira.
Quem ama quer ver o outro feliz, mesmo que para isso o relacionamento acabe.
Estar Apaixonada
Tá certo que cada um tem uma forma diferente de encarar amor e paixão. Também concordo que é muito dificil conseguir exprimir exatamente qualquer um desses dois estados.
Mas, para mim, existem determinados fatores que considero para dizer que estou apaixonada (não, isso não existe quando o assunto é amor).
Na minha visão, para uma pessoa "estar apaixonada", ela precisa antes de tudo querer o máximo possível estar cercada pelo objeto de afeto.
Tem que se lembrar constantemente, seja com um cheiro, uma música, um lugar.
Estar apaixonada, é estar mais feliz porque existe alguém na sua vida que é tão significante ao ponto de você perder horas do seu dia só para estar junto a ela.
Estar apaixonada, é querer tocar, querer ver, querer ter por perto.
É olhar diferente, olhar com ternura, desejo, amizade.
É olhar uma vitrine, um site, um email e querer dividir.
É querer mandar email, sms, chat.
É sair pra encontrar mesmo quando não tá muito afim, só porque mesmo não sendo o programa ideal a pessoa estará lá.
É dividir sua vida, é ficar acordado horas só pra não perder um segundo.
É se preocupar com o outro, é sonhar acordado, é fazer coisas que não faria normalmente.
É tudo isso que também se faz numa amizade ou quando se ama, mas é tudo isso de um jeito diferente, com uma intensidade diferente, com um foco diferente.
terça-feira, fevereiro 24, 2009
Sem noção
A gente aproveita cada segundo, lida com tudo que acontece como se fosse o último.
De onde vem esse desejo de se auto-destruir?
Porque agimos como criança quando não somos mais?
Será que é masoquismo?
Não vejo sentido nas nossas atitudes, nas nossas respostas.
Não consigo achar o ponto racional.
Porque?
O que leva a isso?
Eu preciso responder algumas perguntas para poder ficar mais calma.
O mais engraçado disso tudo é que, para mim, essas questões são unilaterais.
O que mais me incomoda é achar que só eu vejo assim, que só eu não entendo, que só eu não assimilo.
Tudo está tão bem definido e tão confuso.
Cada hora parece uma coisa, cada hora eu vejo de um jeito.
Se eu fecho os olhos, eu escuto uma coisa que é diferente do que eu vejo de olhos abertos.
Ao mesmo tempo eu me conheço e sei como eu deturpo.
Eu sinceramente não faço a menor ideia se eu estaria da mesma forma se eu soubesse onde eu piso.
Essa confusão acaba comigo, mas essa confusão é minha.
Alcool é foda.
Pleno carnaval, várias opções e eu aqui postando...O mais chato disso não é a dúvida ou angústia ou masoquismo, é o fato de eu saber que amanhã não estarei assim.
quinta-feira, fevereiro 19, 2009
vai saber?
Não vá pensando que determinou
Sobre o que só o amor pode saber
Só porque disse que não me quer
Não quer dizer que não vá querer
Pois tudo o que se sabe do amor
É que ele gosta muito de mudar
E pode aparecer onde ninguém ousaria supor
Só porque disse que de mim não pode gostar
Não quer dizer que não tenha do que duvidar
Pensando bem, pode mesmo
Chegar a se arrepender
E pode ser então que seja tarde demais
Vai saber?
Não vá pensando que determinou
Sobre o que só o amor pode saber
Só porque disse que não me quer
Não quer dizer que não vá querer
Pois tudo o que se sabe do amor
É que ele gosta muito de se dar
E pode aparecer onde ninguém ousaria se pôr
Só porque disse que de mim não pode gostar
Não quer dizer que não tenha o que considerar
Pensando bem, pode mesmo
Chegar a se arrepender
E pode ser então que seja tarde demais
Vai saber?
Vai saber?
Vai saber?
Não vá pensando que determinou
Sobre o que só o amor pode saber
Só porque disse que não me quer
Não quer dizer que não vá querer
Pois tudo o que se sabe do amor
É que ele gosta muito de jogar
E pode aparecer onde ninguém ousaria supor
Só porque disse que de mim não pode gostar
Não quer dizer que não venha a reconsiderar
Pensando bem, pode mesmo
Chegar a se arrepender
E pode ser então que seja tarde demais...
quarta-feira, fevereiro 18, 2009
Primeiro passo para a cura é a admissão do problema.
Não sei exatamente o que gostaria de falar, não tenho nada para desabafar, só um aperto estranho.
Eu não lembro de me sentir assim a muito tempo.
Hoje no trabalho eu comecei a escrever um post sobre o que eu considero besteira e quais são as pequenas coisas que são realmente significativas pra mim.
Quando eu era mais nova eu dava valor a palavras, continuo dando valor a elas, claro, mas agora não são só elas que são importantes.
Uma atitude qualquer, um momento dedicado, qualquer coisa.
A vontade de estar presente, a vontade sincera de querer a companhia, se sentir importante, se sentir valorizada.
Eu me tranquei numa ostra, me fechei pro mundo, fingi que tudo isso era besteira, que nada disso mais importava pra mim.
Parei de escrever sobre coisas aleatórias, sobre viagens e sobre o que eu sentia.
Transformei esse blog num ponto de reclamação.
Antigamente meu blog era um jeito que eu tinha de tentar passar tudo que se passa dentro de mim, esse turbilhão de coisas, que ficam aqui e não consigo demonstrar.
Apesar de acreditar nas palavras, eu sou uma pessoa de ação. Eu falo demais, mas não falo muito o que interessa é através das minhas ações que eu me mostro.
Sinto como se eu tivesse me traído quando passei a mascarar minhas ações.
Sinto como se em algum ponto lá atrás, o que eu falo deixou de ser como eu ajo.
Eu digo pra se entregar, pra viver ao máximo, pra se deixar levar, mas eu sou a maior covarde que conheço.
Eu me escondo atrás de regras que criei para impedir que eu aja de acordo com meu próprio discurso.
Essa minha covardia me transformou numa pessoa hipócrita, que não age conforme pensa.
Não sei até que ponto essa minha atitude é reflexo do meu medo de dar a cara a tapa ou simplesmente porque me tornei uma pessoa menos crédula, uma pessoa como eu tenho sido.
Eu não sei mais se a mascara se transformou no EU.
Uma vez alexandre disse que queria destruir meu mundo, abalar a minha estrutura, derrubar meus muros para que eu me tornasse uma pessoa livre.
Acho que o que aconteceu foi que meus muros foram realmente destruidos, minhas barreiras foram quebradas e minha estrutura caiu por terra, mas o que se levantou depois disso foi algo ainda maior, mais sufocante, mais travado.
Eu não me deixo ir como prego tanto.
Eu não sou desapegada como digo tanto para os outros serem.
E o mais importante, eu não tô feliz como pareço ser.
Não sou uma pessoa realizada, tenho minhas conquistas, minhas coisas, mas no fundo no fundo, eu choro.
E não, isso não foi crise de TPM.
Tudo por Acaso
Eu sei!
Tudo por acaso
Tudo por atraso
Mera distração...
Eu sei!
Por impaciência
Por obediência
Pura intuição...
Qualquer dia
Qualquer hora
Tempo e dimensão
O futuro foi agora
Tudo é invenção...
Ninguém vai
Saber de nada
E eu sei
Pelo sentimento
Pelo envolvimento
Pelo coração...
Eu sei!
Pela madrugada
Pela emboscada
Pela contramão...
Qualquer dia
Qualquer hora
Tempo e dimensão
O futuro foi agora
Tudo é invenção...
Ninguém vai
Saber de nada
E eu sei
Por qualquer poesia
Por qualquer magia
Por qualquer razão...
E eu sei!
Tudo por acaso
Tudo por atraso
Mera diversão
Mera diversão...
Qualquer dia
Qualquer hora
Tempo e direção
O futuro foi agora
Tudo é invenção...
Ninguém vai
Saber de nada
E eu sei!...
Lá vou eu escorregar na casca de banana de novo!
Infelizmente (ou felizmente) eu percebi isso a tempo (ou não), mas, pelo menos, caso algo dê errado, eu saberei exatamente o porquê.
Como pode uma situação aparentemente perfeita, mudar assim em questão de dias?
O mais engraçado é que isso é somente pra mim, só eu sinto assim e consequentemente, isso corrobora para um pensamento ainda pior.
É um ciclo e só tende a piorar.
Eu detectei, bom pra mim!
Farei algo a respeito? Não... cada coisa segue seu rumo e se o rumo não for o que pensei, vou lamentar, mas não há nada que possa fazer.
As coisas tem sua duração, prolongar desnecessariamente só causa tristeza.
Eu preciso me conter para não fazer de novo o que já fiz quando encontrei com essa casca num passado distante.
Praticar o desapego que falo tanto.
segunda-feira, fevereiro 16, 2009
We can work it out
Composição: John Lennon / Paul McCartney
Try to see it my way
Do I have to keep on talking till I can't go on
While you see it your way
Run the risk of knowing
that our love may soon be gone
We can work it out
We can work it out
Think of what you're saying
You can get it wrong
And still you think that it's all right
Think of what I'm saying
We can work it out
and get it straight or say goodnight
We can work it out
We can work it out
Life is very short
and there's no time
for fussing and fighting,my friend
I have always thought
that it's a crime
So I will ask you once again
Try to see it my way
Only time will tell if I am right or I am wrong
While you see it your way
There's a chance that we might fall apart
Before too long
We can work it out...
Atire a primeira pedra quem nunca cometeu um pecado.
Eu falo isso porque faço parte desse grupo de pessoas. Na realidade eu tento não fazer, mas com a desculpa de querer "o melhor" eu interfiro além do que deveria.
Quando o feitiço vira contra o feiticeiro eu percebo o quão isso é ruim.
Tenho vivenciado uma fase meio confusa da minha vida e como sempre, busco auxílio daqueles que me são mais próximos. O problema é a forma como as pessoas reagem. Eu não sei se EU não sei expressar o que quero ou se as pessoas deliberadamente ESCOLHEM passar por cima do que eu preciso e resolvem me dar aquilo que elas ACHAM que eu preciso. Tudo claro, em prol de algo melhor. "Porque só querem o meu bem".
Porque esses seres não param de querer o meu bem e começam a me querer bem?
Antes que alguém fale algo, não quero que passem a mão na minha cabeça, não tolero esse tipo de coisa. Quero alguém que me escute, só.
A opinião vem depois, mas agora o que eu preciso é alguém que me escute, que fique do meu lado em silêncio enquanto eu me derramo.
Não quero mais ter que chorar sozinha antes de chegar nos lugares e depois colocar minha mascara de "Tudo Bem".
É tão difícil assim? Compreender isso? Eu tento não me meter, tento. É complicado em determinadas situações, na realidade a minha real opinião sobre determinados assuntos eu não falo com a pessoa em questão, mas com outras, justamente para não ser rude num momento que a pessoa está mais frágil.
Mas, como diria um amigo meu, as pessoas não são você.
quarta-feira, fevereiro 11, 2009
Tenho Tanto Sentimento
Não preciso nem dizer que é a minha cara, não?
Tenho Tanto Sentimento
(Fernando Pessoa)
Tenho tanto sentimento
Que é freqüente persuadir-me
De que sou sentimental,
Mas reconheço, ao medir-me,
Que tudo isso é pensamento,
Que não senti afinal.
Temos, todos que vivemos,
Uma vida que é vivida
E outra vida que é pensada,
E a única vida que temos
É essa que é dividida
Entre a verdadeira e a errada.
Qual porém é a verdadeira
E qual errada, ninguém
Nos saberá explicar;
E vivemos de maneira
Que a vida que a gente tem
É a que tem que pensar.


