sexta-feira, fevereiro 26, 2010

Novos Desafios

Hoje é meu ultimo dia na empresa.
Por mais que eu já esteja acostumada com essa vida de andarilho, eu continuo sentindo um frio na barriga, uma coceirinha atrás da orelha e uma sensação de coração partido.
Frio na barriga de estar iniciando algo novo, de não saber como será o projeto, como serão as pessoas com quem passarei a trabalhar, como devo me portar, será que ligam para o dressing code? Será que vai ser pauleira? Será que vou me adaptar/dar conta do trabalho?
Coceirinha atrás da orelha porque tudo que é incerto dá essa coceira, essa vontade de se jogar e ao mesmo tempo cria aquele maldito “mas e se...”. Se jogar, ir em frente, arriscar, tudo isso dá coceirinha e pelo que eu pude perceber, eu pareço ser viciada nisso...
Em cada empresa que eu fico alocada, eu crio novos amigos, aprendo muitas coisas e inicio alguns vínculos que para mim parecem que serão eternos.
A primeira vez que eu me “desaloquei”, eu achei que as amizades que criei ali durariam para sempre, que elas seriam mantidas apesar de não haver mais aquele contato diário... Ledo engano, as poucas pessoas que duraram mais do que o período alocado foram as que durante esse período não eram tão próximas assim. Toda essa amizade é restrita ao período de convívio obrigatório e por isso eu saio com a sensação de coração partido, porque, no fundo no fundo, eu gostaria que algumas dessas pessoas não saíssem da minha vida, não se afastassem. Queria que aquelas frases tão comuns em emails de “novos desafios” fossem reais, fossem realmente ser cumpridas.
Mas a vida é assim, as coisas são assim e agora eu to partindo pra novos desafios...

quarta-feira, fevereiro 24, 2010

Tem dias que o melhor é nem levantar.

Eu ando frustrada com algumas coisas, como se eu estivesse largando coisas que não deveria, não dando importância para outras como deveria.
Esse tipo de sentimento é conhecido meu, depois de muitos altos e baixos, a gente aprende a reconhecer os sintomas...
Sinto como se eu estivesse caindo e não consigo me segurar, não tenho no que me segurar, falta um apoio uma corda, ou sei lá.
O pior disso é que eu começo a cair, vou ficando sensível, vou ficando frágil e a maior parte das pessoas não consegue lidar comigo dessa forma, afinal, sou sempre tão “forte”.
Eu já estou há alguns dias assim, caindo pouco a pouco, mas eu sei por que, sei o que tem me derrubado, me frustrado, me deixado assim. Só não sei como resolver.
Hoje eu estou num desses dias sem forças, eu acordei relativamente bem, tentando me manter na boa, alegre e tal, mas qualquer porradinha é o suficiente pra me derrubar.

segunda-feira, fevereiro 22, 2010

Eu não gosto de BBB.

Eu não gosto de BBB, nunca gostei.
Sempre impliquei com quem assistia e reclamava quando o meu espaço (TV) era invadido. Minha tolerância era muito pequena, ficava sem paciência e me irritava com esses assuntos.
Milagrosamente algo esse ano mudou. Eu atribuo esse aumento de tolerância à estréia de Barrados no Baile versão 2.0. Graças a minha curiosidade de saber o que aconteceu com a Kelly, Brenda, Dylan etc., eu me vi vendo um seriado completamente retardado e desenvolvendo minha paciência para tolerar determinados tipos de programas que não fazem o meu estilo.
Ah, outro dia também vi um episodio de Melrose, afinal a Amanda voltou e eu precisava vê-la. Hihihi
FOCO KORE!
Enfim, eu acredito que após esses episódios de 90210 e Melrose Place, eu me tornei uma pessoa apta a opniar sobre BBB, pra falar a verdade eu descobri que é muito legal conversar sobre BBB... Através do twitter você consegue ter uma boa idéia de quem são essas “pessoas”, esses Dourados, Morangos e Twittess... Sem precisar efetivamente ver, basta reunir a opinião da maioria (que por um acaso é a mesma da globo) e “você fica por dentro de tudo que acontece na casa mais famosa do Brasil”.

segunda-feira, fevereiro 08, 2010

Traindo Ideais.

Estava lendo uma reportagem sobre drogas esse final de semana e comecei a pensar em medidas drásticas para resolver alguns problemas.
Não sou nenhuma hipócrita e nem acho todas as drogas são ruins etc. Acho “injusto”, por exemplo, a proibição da maconha e a liberação do álcool, mas a questão fica radical em minha opinião quando é sobre drogas como o crack.
Depois da minha estadia em São Paulo e de circular por áreas não muito boas, com apelidos bem característicos, eu passei a ver o vicio em crack como uma coisa sem saída.
É triste, mas a droga age de forma tão rápida e a pessoa fica tão acabada que eu não consigo ver um jeito da pessoa se livrar disso. Sei que não tenho experiência nisso, convivi com poucos drogados, mas os passos necessários para ter acesso à reabilitação podem ser muito difíceis de serem atingidos.
O exemplo mais próximo que tenho disso é o irmão de um amigo. Quando éramos novos, ele fumava maconha, ficou dependente e nunca conseguiu se livrar.
Anos depois fui saber que ele havia passado para a cocaína. Lembro que na época eu pensei: “Se ele não conseguiu se livrar da maconha, dificilmente se livrará da cocaína”. Ano passado, eu encontrei com esse amigo e soube que ele havia encontrado o irmão perambulando fedido próximo a casa dele, de roupas rasgadas, com várias feridas e muito doente. Ele havia passado para o crack.
Meu amigo o pegou, botou dentro de casa, cuidou dos machucados, o trancou num quarto para o período mais brabo da abstinência e tentou convencê-lo a ir para a reabilitação.
O cara só aceitou ir para o tratamento, porque era a única opção que ele tinha sem ser voltar pra rua. Ele não percebeu o estrago que havia feito na vida dele, ele simplesmente achou que poderia ir pra lá, ficar por alguns poucos meses e depois voltar pra casa do irmão e pra vida que levava antes.
Um cara desses vai se reabilitar? Muito difícil.
Então, com base nessas coisas todas que vi e ouvi, no momento que li a reportagem, minha primeira idéia foi: Dependendo do cara, deixa lá pra morrer, porque a reabilitação de um cara que está na crackolandia, tem mais de 45 anos e não tem família, é muito dispendiosa pro governo e depois de reintegrado dificilmente ele conseguirá ser efetivamente útil para a sociedade, fora a chance de recaída.
Esse pensamento acabou comigo, ele vai de encontro a tudo que acredito e sempre falei,
Eu me senti mal por pensar isso, mesmo que por uma fração de segundos, vi que estou ficando realmente indiferente e que a vida dessas pessoas não está significando muito pra mim, da mesma forma que não significa nada pra elas.
Eu estou parando de acreditar em recuperação, mudança e melhoria.
Depois de ter concluído isso, comecei a tentar identificar em que ponto isso começou a mudar, qual foi o gatilho? O que disparou esse medo?
Porque, pra mim, isso é medo, medo de encarar, medo de tentar resolver, ajudar. Ou no pior dos casos (que – ainda bem – não considero o meu) pouca vergonha mesmo.
Ainda não cheguei a um veredicto a respeito disso, mas um fator que eu acredito ter sido de extrema importância nessa mudança é o futuro do Diego.
Tenho a impressão que de um jeito deturpado e não racional, algo dentro de mim tenha, por um segundo, achado que uma chacina (porque deixar lá pra morrer É uma chacina, você só se sente um pouco mais aliviado porque não puxou gatilho), resolveria o problema, impediria que no futuro o meu filho pudesse vir a ser um desses caras.
Isso levantou outra questão, essa irracionalidade que ficamos quando o assunto é filho, esse instinto protetor, mesmo nas mães mais liberais... Só que isso também é coisa para outro dia...

quinta-feira, fevereiro 04, 2010

Ainda Bem

(Vanessa da Mata)

Ainda bem
Que você vive comigo
Porque senão
Como seria esta vida?
Sei lá, sei lá
Nos dias frios em que nós estamos juntos
Nos abraçamos sob o nosso conforto
De amar, de amar

Se há dores tudo fica mais fácil
Seu rosto silencia e faz parar
As flores que me manda são fato
Do nosso cuidado e entrega
Meus beijos sem os seus não dariam
Os dias chegariam sem paixão
Meu corpo sem o seu uma parte
Seria o acaso e não sorte

Ainda bem
Que você vive comigo
Porque senão
Como seria esta vida?
Sei lá, sei lá
Se há dores tudo fica mais fácil
Seu rosto silencia e faz parar
As flores que me manda são fato
Do nosso cuidado e entrega
Meus beijos sem os seus não dariam
Os dias chegariam sem paixão
Meu corpo sem o seu uma parte
Seria o acaso e não sorte

Nesse mundo de tantos anos
Entre tantos séculos
Que sorte a nossa hein?
Entre tantas paixões
Nosso encontro
Nós dois, esse amor.

Entre tantos outros
Entre tantos séculos
Que sorte a nossa hein?
Entre tantas paixões
Esse encontro
Nós dois, esse amor

Entre tantas paixões
Esse encontro
Nós dois, esse amor.

quarta-feira, fevereiro 03, 2010

Happy Happy - Reaprendendo a sentir

Depois de um periodo confuso, meio perdido, meio inseguro, tudo na paz de novo...
hehehehehehe
Eu não tô acostumada a gostar dessa forma de uma pessoa, então me confundo.
hauhauahuaua
Depois coloco um post com o resultado da análise desse periodo.
hihihi

Nada de procurar cabelo em ovo, tô feliz, completa e nada de me auto-boicotar.
^^

É isso.

terça-feira, fevereiro 02, 2010

Na sua estante

Te vejo errando e isso não é pecado,
Exceto quando faz outra pessoa sangrar
Te vejo sonhando e isso dá medo
Perdido num mundo que não dá pra entrar
Você está saindo da minha vida
E parece que vai demorar
Se não souber voltar ao menos mande notícias
Cê acha que eu sou louca
Mas tudo vai se encaixar

Tô aproveitando cada segundo
Antes que isso aqui vire uma tragédia

E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu

E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu

Você tá sempre indo e vindo, tudo bem
Dessa vez eu já vesti minha armadura
E mesmo que nada funcione
Eu estarei de pé, de queixo erguido
Depois você me vê vermelha e acha graça
Mas eu não ficaria bem na sua estante

Tô aproveitando cada segundo
Antes que isso aqui vire uma tragédia

E não adianta nem me procurar
Em outros timbres e outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu

E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu

Só por hoje não quero mais te ver
Só por hoje não vou tomar minha dose de você
Cansei de chorar feridas que não se fecham, não se
curam
E essa abstinência uma hora vai passar...