Lá estava ela ligeiramente mais aliviada depois de tudo que ocorrera.
Tranquila, serena.
No mp3 tocava uma música sem dono, não por falta de desejo, mas por falta de quem pudesse se encaixar.
Ela ia passando por vários bairros, ouvindo aquelas músicas que apesar de boas não tinham um significado, uma importância.
O telefone toca e todo aquele mundo some.
- Alô?
- Oi..
- Oi figura, e ai?
- Como você tá?
- Eu tô bem...
- Que você vai fazer hoje?
- Tô chegando em casa...
- Ah...
- Vamos beber? Tava querendo conversar.
- Eu também, preciso te falar umas coisas.
- Beleza Quando chegar em casa, te ligo.
- Ok. Beijos.
- Beijos, moço.
Obviamente, a entidade shuffle age. I´m only happy when it rains.
Já em casa, aquela dúvida bate: O que será que ele quer? Porque me ligou?
Claro que ela vai.
Esperança? Não... curiosidade.
O desfecho? Não sei. Nem ela. Ela ainda não foi.
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