Depois da encrenca aqui no trabalho com o uso indevido da internet, eu limitei de forma radical o meu acesso.
Quando falo radical, quero dizer extremo:
Internet só para acesso a banco e eventuais compras no submarino na hora do almoço ou após as 6 horas.
Toda vez que vou escreveu um post (cada vez mais raro) eu abro o Word, escrevo, salvo na minha pasta “bleh” e depois posto no blog.
Essas medidas todas foram tomadas como uma forma de sinalizar minha revolta com a política controladora do meu trabalho. Sempre trabalhei por demanda, por entrega. Não com a obrigatoriedade das 8 horas diárias, com os horários fixos, com nada disso.
Definitivamente, eu não vejo porque essa rotina cansativa é obrigatória no que faço. Está certo que em alguns dias tenho reuniões, com usuários, chefes ou então as reuniões para check-point, mas são esporádicas e previamente marcadas.
Bom, mas eu estou me desvirtuando. O meu objetivo falando do meu atual estado insatisfatório no trabalho era falar sobre a minha recente alienação dos acontecimentos mundiais e nacionais.
Alienada sobre os acontecimentos nas novelas, programas de auditório, programas de humor da TV aberta etc., eu sempre fui. Eu não vejo absolutamente nada na TV aberta, a não ser jornal quando chego a tempo, o que tem acontecido cada vez menos por conta do sonambulismo que me faz chegar e sair tarde do trabalho.
Eu nunca fui de ler jornal (os de papel), eu não gosto, acho que suja as mãos além de serem grandes, ou pelo menos eram, e por causa disso doía o meu braço segurar (olha a frescura ai...).
Antigamente lia revistas, até desenvolver uma mania de perseguição e começar a achar que todas as revistas tentavam manipular a minha forma de encarar o mundo (ok, isso realmente acontece, imparcialidade, assim como altruísmo, não existe! E não são só as revistas, mas todos os meus de comunicação – e não está totalmente errado).
Enfim, eu me limitei a ler TODOS os jornais online. Assim não sujo as mãos, leio as noticias, tenho várias fontes ao mesmo tempo e ocupo uma parte do tempo ocioso no trabalho.
Era uma dinâmica perfeita!
Agora, eu estou me sentindo defasada, desatualizada, frustrada. Não consigo mais acompanhar os jornais porque chego em casa tarde e cansada demais para ler jornal na internet, não assisto o jornal das 11 porque normalmente eu tenho alguma série de nerd já programada para ser assistida, ai como não tenho o habito, acabo nem lembrando do jornal.
Minha atual fonte de noticias é o twitter (ok, isso não é sério, mas é uma triste constatação de algo que provavelmente ocorre com “ALGUENS”).
Mais uma coisa para a minha “To do List”: Eu preciso urgente dar um jeito de assistir o Jornal, ou então de lê-los online. De repente, passarei a usar minha hora do almoço para fazer isso...
PS: Para os interessados, num passado não tão distante, eu reclamei da minha inércia e do fato de eu achar que estava estagnada e inclusive involuindo. Pois é, dei um passo (pequeno) em direção do meu objetivo (morram de curiosidade He He). A questão é que a roda voltou a girar e eu voltei a me mover, pra onde só Deus (ele existe?) sabe.
Um comentário:
Bom seu post.
Eu adoro ler jornal. Amo me informar. Na época que trabalhava em rádio lia todos os jornais.
Agora leio apenas um. E acompanho tudo pela internet.
Fazendo " frila", eu escrevo muito e aproveito para dar uma olhada nas notícias nos intervalos.
Acho terrível essa " patrulha" da internet dentro do trabalho.
Acho que somos maiores de idade, responsáveis e se temos que entregar nossos trabalhos a tempo e a hora, não importa como o fazemos. Importa que entregamos e BEM.
Eu trabalhei numa empresa de Comunicação que não podia olhar ORKUT...ora, ás vezes, acredite, para quem trabalha na área ele é importante, até para tirar temas...ver perfis...
Não adianta brigar contra internet. É evolução.
Enfim...não fique tão furiosa.
Aproveite a sua hora de almoço e se informe...
Grande beijo !
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