(Rumi)
Tocaste a órbita do coração celeste,
agora fica aqui.
Pudeste ver a lua nova
agora fica.
Sofreste em excesso por tua ignorância,
carregaste teus trapos
para um lado e para outro,
agora fica aqui.
Teu tempo acabou.
Escutaste tudo o que se pode dizer
sobre a beleza desse amante,
fica aqui agora.
Juraste em teu coração
que havia leite nesses seios,
agora que provaste desse leite,
fica.
quinta-feira, dezembro 23, 2010
Rumi
Vem.
Conversemos através da alma.
Revelemos o que é secreto aos olhos e ouvidos.
Sem exibir os dentes, sorri comigo, como um botão de rosa.
Entendamos-nos pelos pensamentos, sem língua, sem lábios.
Sem abrir a boca, contemo-nos todos os segredos do mundo, como faria o intelecto divino.
Fujamos dos incrédulos que só são capazes de enteder se escutam palavras e veêm rostos.
Ninguém fala para si mesmo em voz alta.
Já que todos somos um, falemos desse outro modo.
Como podes dizer à tua mão : "toca", se todas as mãos são uma?
Vem, conversemos assim.
Os pés e as mãos conhecem o desejo da alma.
Fechos pois a boca e conversemos através da alma.
Só a alma conhece o destino de tudo, passo a passo.
Vem, se te interessas, posso mostrar-te.
Conversemos através da alma.
Revelemos o que é secreto aos olhos e ouvidos.
Sem exibir os dentes, sorri comigo, como um botão de rosa.
Entendamos-nos pelos pensamentos, sem língua, sem lábios.
Sem abrir a boca, contemo-nos todos os segredos do mundo, como faria o intelecto divino.
Fujamos dos incrédulos que só são capazes de enteder se escutam palavras e veêm rostos.
Ninguém fala para si mesmo em voz alta.
Já que todos somos um, falemos desse outro modo.
Como podes dizer à tua mão : "toca", se todas as mãos são uma?
Vem, conversemos assim.
Os pés e as mãos conhecem o desejo da alma.
Fechos pois a boca e conversemos através da alma.
Só a alma conhece o destino de tudo, passo a passo.
Vem, se te interessas, posso mostrar-te.
terça-feira, dezembro 21, 2010
Desabafo
Por mais que eu tente e me esforce tem determinadas coisas que afloram quando o álcool entra. Eu tenho procurado me controlar, não soltar determinadas coisas, conter o meu comportamento com outras coisas, mas aparentemente tudo isso é inútil, pois no momento que eu fraquejo tudo é esquecido.
Ao invés de interpretarem como um vacilo ou falha, eu escuto coisas como eu sabia que era bom demais pra ser verdade, eu nunca acreditei que você fosse conseguir.
Esse tipo de coisa machuca ainda mais. Como você diz pra uma pessoa que não está bem, que não se sente segura que você está de saco cheio e espera que isso de alguma forma interrompa esse ciclo?
Como alguém pode imaginar que esse tipo de atitude pode melhorar a situação? dizer que não aguenta mais, que tá de saco cheio, ameaçar ir embora, ou às vezes até pior, ficar te mandando ir embora, mandando terminar... Isso piora ainda mais as coisas.
Eu não gosto de sofrer, não gosto de brigar, não gosto de me magoar e principalmente não gosto de me sentir assim, mas simplesmente às vezes não dá. Não é escolha.
No momento eu vivo esperando o dia que simplesmente ele não vai aguentar mais e vai terminar. E isso me mata, me consome, me frustra profundamente.
Porque é tão difícil entender que existem determinadas situações que são muito delicadas pra mim, que eu não sei lidar?
Eu não sou neurótica e louca, não implico com deus e o mundo, não implico com a maioria das coisas. Só existe UMA ÚNICA situação que eu não consigo lidar, superar.
UMA ÚNICA. Infelizmente essa única situação é delicada pra ambos os lados.
Todo mundo tem essa falsa imagem de que sou forte, aguento qualquer coisa, não preciso de ninguém e a única coisa que eu queria era alguém que estivesse ali por mim, que me defendesse quando alguém falasse algo de mim, que fosse capaz de enfrentar o mundo por minha causa. Não estou falando que queria alguém que passasse a mão na minha cabeça quando estou errada, mas alguém que estivesse ali, do meu lado. Que quando ouvisse algo sobre mim que me defendesse principalmente quando soubesse que era recalque.
Eu ando muito cansada de lutar minhas batalhas sozinha. Estou muito cansada de me sentir assim.
Qual o problema em querer ser protegida??
Ao invés de interpretarem como um vacilo ou falha, eu escuto coisas como eu sabia que era bom demais pra ser verdade, eu nunca acreditei que você fosse conseguir.
Esse tipo de coisa machuca ainda mais. Como você diz pra uma pessoa que não está bem, que não se sente segura que você está de saco cheio e espera que isso de alguma forma interrompa esse ciclo?
Como alguém pode imaginar que esse tipo de atitude pode melhorar a situação? dizer que não aguenta mais, que tá de saco cheio, ameaçar ir embora, ou às vezes até pior, ficar te mandando ir embora, mandando terminar... Isso piora ainda mais as coisas.
Eu não gosto de sofrer, não gosto de brigar, não gosto de me magoar e principalmente não gosto de me sentir assim, mas simplesmente às vezes não dá. Não é escolha.
No momento eu vivo esperando o dia que simplesmente ele não vai aguentar mais e vai terminar. E isso me mata, me consome, me frustra profundamente.
Porque é tão difícil entender que existem determinadas situações que são muito delicadas pra mim, que eu não sei lidar?
Eu não sou neurótica e louca, não implico com deus e o mundo, não implico com a maioria das coisas. Só existe UMA ÚNICA situação que eu não consigo lidar, superar.
UMA ÚNICA. Infelizmente essa única situação é delicada pra ambos os lados.
Todo mundo tem essa falsa imagem de que sou forte, aguento qualquer coisa, não preciso de ninguém e a única coisa que eu queria era alguém que estivesse ali por mim, que me defendesse quando alguém falasse algo de mim, que fosse capaz de enfrentar o mundo por minha causa. Não estou falando que queria alguém que passasse a mão na minha cabeça quando estou errada, mas alguém que estivesse ali, do meu lado. Que quando ouvisse algo sobre mim que me defendesse principalmente quando soubesse que era recalque.
Eu ando muito cansada de lutar minhas batalhas sozinha. Estou muito cansada de me sentir assim.
Qual o problema em querer ser protegida??
segunda-feira, dezembro 13, 2010
Sem titulo.
Sabe quando você acorda e tudo tá lindo, tudo tá maravilhoso, mas você tem aquela sensação de que na realidade, tudo aquilo que foi discutido e conversado continua na mesma situação?
Nada foi decidido, nenhuma decisão foi tomada sobre como agir de agora em diante e eu continuo com a sensação de que tudo está na mesma.
Às vezes eu tenho a impressão que nada nunca vai mudar, ai as coisas vão juntando, vão se somando e tudo me leva a crer que será sempre assim. Não vejo perspectivas de crescimento ou mesmo de alteração. Não vejo chances.
Pela primeira vez em muito tempo eu estou pessimista com relação a isso. Realmente pessimista. Eu Me vejo chegando num limite que não gostaria.
É fácil dizer que estou exagerando quando se analisa um único fato em isolado, mas quando se olha a situação como um todo, isso muda.
Minha frustração não é por uma atitude de agora é por um padrão de comportamento que se mantem. Com mais ou menos força, mas que se mantém.
Eu acabo me tornando uma pessoa que não sou, agindo como não é o meu comum e me sentindo pior ainda por isso.
Não acho que exista uma ação que possa ser definitiva, mas existem algumas ações que surtirão efeito e que serão satisfatórias em longo prazo. Estabelecer limites é necessário, impor opiniões, demonstrar que determinada atitude não será tolerada.
Sei lá.
Chato voltar com o blog com um post chato desse, mas era o que eu tinha...
Nada foi decidido, nenhuma decisão foi tomada sobre como agir de agora em diante e eu continuo com a sensação de que tudo está na mesma.
Às vezes eu tenho a impressão que nada nunca vai mudar, ai as coisas vão juntando, vão se somando e tudo me leva a crer que será sempre assim. Não vejo perspectivas de crescimento ou mesmo de alteração. Não vejo chances.
Pela primeira vez em muito tempo eu estou pessimista com relação a isso. Realmente pessimista. Eu Me vejo chegando num limite que não gostaria.
É fácil dizer que estou exagerando quando se analisa um único fato em isolado, mas quando se olha a situação como um todo, isso muda.
Minha frustração não é por uma atitude de agora é por um padrão de comportamento que se mantem. Com mais ou menos força, mas que se mantém.
Eu acabo me tornando uma pessoa que não sou, agindo como não é o meu comum e me sentindo pior ainda por isso.
Não acho que exista uma ação que possa ser definitiva, mas existem algumas ações que surtirão efeito e que serão satisfatórias em longo prazo. Estabelecer limites é necessário, impor opiniões, demonstrar que determinada atitude não será tolerada.
Sei lá.
Chato voltar com o blog com um post chato desse, mas era o que eu tinha...
quarta-feira, setembro 01, 2010
quinta-feira, agosto 26, 2010
Way Back Into Love
(Hugh Grant & Drew Barrymore)
I've been living with a shadow overhead
I've been sleeping with a cloud above my bed
I've been lonely for so long
Trapped in the past, I just can't seem to move on
I've been hiding all my hopes and dreams away
Just in case I ever need em again someday
I've been setting aside time
To clear a little space in the corners of my mind
All I wanna do is find a way back into love
I can't make it through without a way back into love
Oh oh oh
I've been watching but the stars refuse to shine
I've been searching but I just don't see the signs
I know that it's out there
There's got to be something for my soul somewhere
I've been looking for someone to shed some light
Not somebody just to get me throught the night
I could use some direction
And I'm open to your suggestions
All I wanna do is find a way back into love
I can't make it through without a way back into love
And if I open my heart again
I guess I'm hoping you'll be there for me in the end
There are moments when I don't know if it's real
Or if anybody feels the way I feel
I need inspiration, not just another negotiation
All I want to do is find a way back into love
I can't make it through without a way back into love
And if I open my heart to you
I'm hoping you'll show me what to do
And if you help me to start again
You know that I'll be there for you in the end
I've been living with a shadow overhead
I've been sleeping with a cloud above my bed
I've been lonely for so long
Trapped in the past, I just can't seem to move on
I've been hiding all my hopes and dreams away
Just in case I ever need em again someday
I've been setting aside time
To clear a little space in the corners of my mind
All I wanna do is find a way back into love
I can't make it through without a way back into love
Oh oh oh
I've been watching but the stars refuse to shine
I've been searching but I just don't see the signs
I know that it's out there
There's got to be something for my soul somewhere
I've been looking for someone to shed some light
Not somebody just to get me throught the night
I could use some direction
And I'm open to your suggestions
All I wanna do is find a way back into love
I can't make it through without a way back into love
And if I open my heart again
I guess I'm hoping you'll be there for me in the end
There are moments when I don't know if it's real
Or if anybody feels the way I feel
I need inspiration, not just another negotiation
All I want to do is find a way back into love
I can't make it through without a way back into love
And if I open my heart to you
I'm hoping you'll show me what to do
And if you help me to start again
You know that I'll be there for you in the end
quinta-feira, agosto 19, 2010
Roda Viva
(Chico Buarque)
Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu...
A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega o destino prá lá ...
Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...
A gente vai contra a corrente
Até não poder resistir
Na volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir
Faz tempo que a gente cultiva
A mais linda roseira que há
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a roseira prá lá...
Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...
A roda da saia mulata
Não quer mais rodar não senhor
Não posso fazer serenata
A roda de samba acabou...
A gente toma a iniciativa
Viola na rua a cantar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a viola prá lá...
Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...
O samba, a viola, a roseira
Que um dia a fogueira queimou
Foi tudo ilusão passageira
Que a brisa primeira levou...
No peito a saudade cativa
Faz força pro tempo parar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a saudade prá lá ...
Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...
Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu...
A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega o destino prá lá ...
Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...
A gente vai contra a corrente
Até não poder resistir
Na volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir
Faz tempo que a gente cultiva
A mais linda roseira que há
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a roseira prá lá...
Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...
A roda da saia mulata
Não quer mais rodar não senhor
Não posso fazer serenata
A roda de samba acabou...
A gente toma a iniciativa
Viola na rua a cantar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a viola prá lá...
Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...
O samba, a viola, a roseira
Que um dia a fogueira queimou
Foi tudo ilusão passageira
Que a brisa primeira levou...
No peito a saudade cativa
Faz força pro tempo parar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a saudade prá lá ...
Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...
Soneto a Quatro Mãos
(Vinicius de Moraes)
Tudo de amor que existe em mim foi dado
Tudo que fala em mim de amor foi dito
Do nada em mim o amor fez o infinito
Que por muito tornou-me escravizado.
Tão prodígo de amor fiquei coitado
Tão facil para amar fiquei proscrito
Cada voto que fiz ergueu-se em grito
Contra o meu próprio dar demasiado.
Tenho dado de amor mais que coubesse
Nesse meu pobre coração humano
Desse eterno amor meu antes não desse.
Pois se por tanto dar me fiz engano
Melhor fora que desse e recebesse
Para viver da vida o amor sem dano.
Tudo de amor que existe em mim foi dado
Tudo que fala em mim de amor foi dito
Do nada em mim o amor fez o infinito
Que por muito tornou-me escravizado.
Tão prodígo de amor fiquei coitado
Tão facil para amar fiquei proscrito
Cada voto que fiz ergueu-se em grito
Contra o meu próprio dar demasiado.
Tenho dado de amor mais que coubesse
Nesse meu pobre coração humano
Desse eterno amor meu antes não desse.
Pois se por tanto dar me fiz engano
Melhor fora que desse e recebesse
Para viver da vida o amor sem dano.
quinta-feira, agosto 12, 2010
* Momento Mãe Coruja *
Meu filho arrumou uma namorada, seu nome é Camille.
Ela é da idade dele e, segundo ele, ele a escolheu porque ela beija na boca.
O engraçado é que depois de uns 3 meses de namoro a coisa parece que está caminhando e eu me vejo sendo obrigada a participar de programas que não faziam parte das minhas obrigações quando recebi a incumbencia de ser mãe de um menino.
Exemplo?
Bem, nunca passou pela minha cabeça a possibilidade de ter que ir a um recital de ballet. Vou a torneios de Xadrez, exames de faixa de judô e competições de natação.
Ok, mas voltando a vaca fria, outro dia meu filho chegou em casa, com um papelzinho na mão, me dizendo que havia chamado Camille para ir ao cinema e que havia pedido o telefone da mãe dela para que eu pudesse combinar como seria o encontro.
Ah, claro também disse qual o filme eu estava sendo intimada a ir...
Tudo bonitinho, meigo, fofo e precoce...
Ela é da idade dele e, segundo ele, ele a escolheu porque ela beija na boca.
O engraçado é que depois de uns 3 meses de namoro a coisa parece que está caminhando e eu me vejo sendo obrigada a participar de programas que não faziam parte das minhas obrigações quando recebi a incumbencia de ser mãe de um menino.
Exemplo?
Bem, nunca passou pela minha cabeça a possibilidade de ter que ir a um recital de ballet. Vou a torneios de Xadrez, exames de faixa de judô e competições de natação.
Ok, mas voltando a vaca fria, outro dia meu filho chegou em casa, com um papelzinho na mão, me dizendo que havia chamado Camille para ir ao cinema e que havia pedido o telefone da mãe dela para que eu pudesse combinar como seria o encontro.
Ah, claro também disse qual o filme eu estava sendo intimada a ir...
Tudo bonitinho, meigo, fofo e precoce...
quarta-feira, agosto 04, 2010
Desabafo
Depois de muito tempo sem postar, apareço novamente.
Mudei o layout também, vendo as novas ferramentas do blogger...
Eu ando tentando arduamente controlar os meus pensamentos, para quem não sabe, eu costumo sonhar com coisas aleatórias e às vezes essas coisas fazem sentido.
Eu sempre dei muito valor a minha intuição, mas eu nem sempre estou preparada para lidar com as consequências de confrontar a realidade.
Eu me vejo há semanas numa situação como essa, tendo quase certeza de algo que vai me magoar e ficando dividida por não saber se terei a corágem necessária para agir de acordo com a situação.
Porque, ao meu ver, saber de algo e não ter forças para agir é pior do que ficar na ignorância, é uma forma de humilhação.
A questão nem é tão grave assim, analisando friamente, mas eu tenho um problema muito sério com mentira e omissão: não sei lidar bem com isso.
E é justamente disso que trata o meu sonho: Duas situações em que fatos foram omitidos de mim para evitar maiores problemas.
E o mais complicado é que pelo que eu "vi", não precisava ser omitido. Até causaria um pequeno mal estar, mas definitivamente causaria bem menos que depois.
Também não quero ser EU a falar. Ainda espero, do fundo do meu coração que VENHAM me contar, mesmo que depois de tanto tempo...
Enfim, isso foi um pequeno desabafo.
Mudei o layout também, vendo as novas ferramentas do blogger...
Eu ando tentando arduamente controlar os meus pensamentos, para quem não sabe, eu costumo sonhar com coisas aleatórias e às vezes essas coisas fazem sentido.
Eu sempre dei muito valor a minha intuição, mas eu nem sempre estou preparada para lidar com as consequências de confrontar a realidade.
Eu me vejo há semanas numa situação como essa, tendo quase certeza de algo que vai me magoar e ficando dividida por não saber se terei a corágem necessária para agir de acordo com a situação.
Porque, ao meu ver, saber de algo e não ter forças para agir é pior do que ficar na ignorância, é uma forma de humilhação.
A questão nem é tão grave assim, analisando friamente, mas eu tenho um problema muito sério com mentira e omissão: não sei lidar bem com isso.
E é justamente disso que trata o meu sonho: Duas situações em que fatos foram omitidos de mim para evitar maiores problemas.
E o mais complicado é que pelo que eu "vi", não precisava ser omitido. Até causaria um pequeno mal estar, mas definitivamente causaria bem menos que depois.
Também não quero ser EU a falar. Ainda espero, do fundo do meu coração que VENHAM me contar, mesmo que depois de tanto tempo...
Enfim, isso foi um pequeno desabafo.
sexta-feira, junho 04, 2010
Então.
Eu estava aqui mais uma vez pensando com meus botões...
Eu em várias situações me exponho a algo desagradável e em todas as vezes penso: Eu nunca mais me permitirei esse tipo de constrangimento/mágoa.
Quer um bom exemplo disso? Festa de Formatura.
Quando eu estava terminando a 8a série, eu fiz parte da comissão de formatura ou como gosto de chamar comissão de aborrecimento. Prometi a mim mesma nunca mais fazer parte de algo assim, mas sabe o que aconteceu na prática? Eu fui da comissão de Formatura do segundo grau e não satisfeita, também do Terceiro Grau.
E digo mais: Só não fui da comissão de formatura de pós-graduação por que não existe.
Esse é um dos muitos casos em que eu acabo tomando pra mim uma responsabilidade (rabuda) porque ALGUÉM precisa fazer. Só que agora eu cansei de ser ALGUÉM, pelo menos no que diz respeito a isso.
Eu resolvi escrever sobre isso porque mais uma vez eu fiz algo do gênero (não, não estou em nenhuma comissão): Eu costumo copiar TODAS as mp3 de pessoas aleatórias que cruzam o meu caminho. Sim, TODAS. Ai eu me vejo com 100gb de musicas repetidas, ruins, algumas raridades, várias excentricidades e eu fico ali tentando me achar no meio dessa zona e prometendo para mim mesma nunca mais fazer isso.
Agora parece que eu tomei jeito... Eu não só não tô pegando mais MP3 dos outros, como estou procurando organizar as minhas... Acho que lá pra julho eu termino. \o/
Agora indo para um assunto nada a ver, eu ando sumida do blog, eu acho que muito disso é por causa do Buzz e do Twitter. Continuo lendo todos que lia antes, mas eu não tenho mais muito assunto para escrever aqui.
Pensei outro dia em escrever sobre TOC e a vitória do cara com TOC sobre o subway, mas eu acabei colocando todo o básico do que escreveria no Buzz então fiquei sem assunto...
Também ando sem assunto por outros motivos, eu ando com alguns problemas, passei por algumas crises, mudei de emprego, tô numa situação instável e acabei escolhendo ficar em silêncio.
Mas hoje faz 1 ano que minha vida mudou e acordei mais feliz e querendo falar abobrinhas.
Então é isso...
Eu em várias situações me exponho a algo desagradável e em todas as vezes penso: Eu nunca mais me permitirei esse tipo de constrangimento/mágoa.
Quer um bom exemplo disso? Festa de Formatura.
Quando eu estava terminando a 8a série, eu fiz parte da comissão de formatura ou como gosto de chamar comissão de aborrecimento. Prometi a mim mesma nunca mais fazer parte de algo assim, mas sabe o que aconteceu na prática? Eu fui da comissão de Formatura do segundo grau e não satisfeita, também do Terceiro Grau.
E digo mais: Só não fui da comissão de formatura de pós-graduação por que não existe.
Esse é um dos muitos casos em que eu acabo tomando pra mim uma responsabilidade (rabuda) porque ALGUÉM precisa fazer. Só que agora eu cansei de ser ALGUÉM, pelo menos no que diz respeito a isso.
Eu resolvi escrever sobre isso porque mais uma vez eu fiz algo do gênero (não, não estou em nenhuma comissão): Eu costumo copiar TODAS as mp3 de pessoas aleatórias que cruzam o meu caminho. Sim, TODAS. Ai eu me vejo com 100gb de musicas repetidas, ruins, algumas raridades, várias excentricidades e eu fico ali tentando me achar no meio dessa zona e prometendo para mim mesma nunca mais fazer isso.
Agora parece que eu tomei jeito... Eu não só não tô pegando mais MP3 dos outros, como estou procurando organizar as minhas... Acho que lá pra julho eu termino. \o/
Agora indo para um assunto nada a ver, eu ando sumida do blog, eu acho que muito disso é por causa do Buzz e do Twitter. Continuo lendo todos que lia antes, mas eu não tenho mais muito assunto para escrever aqui.
Pensei outro dia em escrever sobre TOC e a vitória do cara com TOC sobre o subway, mas eu acabei colocando todo o básico do que escreveria no Buzz então fiquei sem assunto...
Também ando sem assunto por outros motivos, eu ando com alguns problemas, passei por algumas crises, mudei de emprego, tô numa situação instável e acabei escolhendo ficar em silêncio.
Mas hoje faz 1 ano que minha vida mudou e acordei mais feliz e querendo falar abobrinhas.
Então é isso...
segunda-feira, março 22, 2010
Divagações
Eu andei revisando algumas coisas dos últimos tempos. Comecei a pensar sobre as mudanças na forma como eu encaro as coisas e principalmente, refleti sobre o que eu escrevi antes e o que escrevo agora.
Durante 3 anos eu me privei de relacionamentos, achava que todo relacionamento era castrador e que a colocação de um titulo arruinava todas as chances de sucesso. Eu morria de medo de me envolver, de me entregar, de me deixar precisar de alguém.
O que aconteceu é que no ultimo (agora penultimo) relacionamento que tive, eu me machuquei horrores. Eu me iludi, me frustrei, parti meu coração e demorei para conseguir me recuperar e principalmente recuperar a confiança nos outros. Eu estava num período delicado da minha vida, extremamente insegura e carente e acabei me envolvendo com uma pessoa que sentia realmente um carinho muito grande por mim, mas que não era capaz de me dar o que eu precisava/queria.
Estabeleci um relacionamento doentio, viciado e dependente. Hoje eu acredito que ele não era o único que não me amava... Eu também não o amava e principalmente não ME amava. Eu dependia dele, do carinho dele, da atenção dele.
O problema é que eu não era feliz, ele também não era feliz e nós acabamos prolongando uma situação por mais tempo do que o necessário, acabamos nos magoando profundamente e eu acabei piorando o meu estado inseguro nesse meio tempo.
Descobrir que não importa o que você faça, você não é suficiente, que simplesmente não é uma atitude errada e sim você, é muito complicado. Principalmente para quem já não estava bem.
Por conta de toda essa frustração, eu reprimi e afastei qualquer pessoa que pudesse significar um relacionamento, qualquer um que pudesse se aproximar o suficiente para me magoar. O lado positivo é que afastando a tensão sexual/amorosa, eu pude conhecer e fazer grandes amigos e consequentemente em algum momento um deles furou essa barreira.
Hoje eu não sinto a mesma coisa que sentia (ainda bem), eu vivo um relacionamento muito intenso, muito mesmo. Sou completamente apaixonada e por mais tempestiva que eu seja, eu não consigo me imaginar sem ele.
Não é doentio, não dependo dele, eu escolhi estar com ele. Eu não quero que ele se sinta forçado a ficar comigo, quero ele feliz e ponto. Obviamente, prefiro que feliz comigo... hehehe
O meu ideal de relacionamento é o mesmo, eu continuo procurando uma pessoa que me aceite, que seja sincera, que seja verdadeira, que seja companheira.
O que eu quero não mudou, mas o que eu sinto é completamente diferente.
Eu me sinto feliz hoje como não me sentia há muito tempo. Completa, realizada e principalmente correspondida. Eu carrego em mim um sentimento que não depende da presença do outro.
Quando eu falo que o escolhi, eu quero justamente realçar a sutil diferença entre precisar e querer. Eu me sinto triste quando ele não está comigo, porque eu prefiro estar com ele. É uma questão de escolha não de dependencia. Minha felicidade não depende dele, mas com certeza é maior e mais completa com ele...
;-)
Durante 3 anos eu me privei de relacionamentos, achava que todo relacionamento era castrador e que a colocação de um titulo arruinava todas as chances de sucesso. Eu morria de medo de me envolver, de me entregar, de me deixar precisar
O que aconteceu é que no ultimo (agora penultimo) relacionamento que tive, eu me machuquei horrores. Eu me iludi, me frustrei, parti meu coração e demorei para conseguir me recuperar e principalmente recuperar a confiança nos outros. Eu estava num período delicado da minha vida, extremamente insegura e carente e acabei me envolvendo com uma pessoa que sentia realmente um carinho muito grande por mim, mas que não era capaz de me dar o que eu precisava/queria.
Estabeleci um relacionamento doentio, viciado e dependente. Hoje eu acredito que ele não era o único que não me amava... Eu também não o amava e principalmente não ME amava. Eu dependia dele, do carinho dele, da atenção dele.
O problema é que eu não era feliz, ele também não era feliz e nós acabamos prolongando uma situação por mais tempo do que o necessário, acabamos nos magoando profundamente e eu acabei piorando o meu estado inseguro nesse meio tempo.
Descobrir que não importa o que você faça, você não é suficiente, que simplesmente não é uma atitude errada e sim você, é muito complicado. Principalmente para quem já não estava bem.
Por conta de toda essa frustração, eu reprimi e afastei qualquer pessoa que pudesse significar um relacionamento, qualquer um que pudesse se aproximar o suficiente para me magoar. O lado positivo é que afastando a tensão sexual/amorosa, eu pude conhecer e fazer grandes amigos e consequentemente em algum momento um deles furou essa barreira.
Hoje eu não sinto a mesma coisa que sentia (ainda bem), eu vivo um relacionamento muito intenso, muito mesmo. Sou completamente apaixonada e por mais tempestiva que eu seja, eu não consigo me imaginar sem ele.
Não é doentio, não dependo dele, eu escolhi estar com ele. Eu não quero que ele se sinta forçado a ficar comigo, quero ele feliz e ponto. Obviamente, prefiro que feliz comigo... hehehe
O meu ideal de relacionamento é o mesmo, eu continuo procurando uma pessoa que me aceite, que seja sincera, que seja verdadeira, que seja companheira.
O que eu quero não mudou, mas o que eu sinto é completamente diferente.
Eu me sinto feliz hoje como não me sentia há muito tempo. Completa, realizada e principalmente correspondida. Eu carrego em mim um sentimento que não depende da presença do outro.
Quando eu falo que o escolhi, eu quero justamente realçar a sutil diferença entre precisar e querer. Eu me sinto triste quando ele não está comigo, porque eu prefiro estar com ele. É uma questão de escolha não de dependencia. Minha felicidade não depende dele, mas com certeza é maior e mais completa com ele...
;-)
sexta-feira, fevereiro 26, 2010
Novos Desafios
Hoje é meu ultimo dia na empresa.
Por mais que eu já esteja acostumada com essa vida de andarilho, eu continuo sentindo um frio na barriga, uma coceirinha atrás da orelha e uma sensação de coração partido.
Frio na barriga de estar iniciando algo novo, de não saber como será o projeto, como serão as pessoas com quem passarei a trabalhar, como devo me portar, será que ligam para o dressing code? Será que vai ser pauleira? Será que vou me adaptar/dar conta do trabalho?
Coceirinha atrás da orelha porque tudo que é incerto dá essa coceira, essa vontade de se jogar e ao mesmo tempo cria aquele maldito “mas e se...”. Se jogar, ir em frente, arriscar, tudo isso dá coceirinha e pelo que eu pude perceber, eu pareço ser viciada nisso...
Em cada empresa que eu fico alocada, eu crio novos amigos, aprendo muitas coisas e inicio alguns vínculos que para mim parecem que serão eternos.
A primeira vez que eu me “desaloquei”, eu achei que as amizades que criei ali durariam para sempre, que elas seriam mantidas apesar de não haver mais aquele contato diário... Ledo engano, as poucas pessoas que duraram mais do que o período alocado foram as que durante esse período não eram tão próximas assim. Toda essa amizade é restrita ao período de convívio obrigatório e por isso eu saio com a sensação de coração partido, porque, no fundo no fundo, eu gostaria que algumas dessas pessoas não saíssem da minha vida, não se afastassem. Queria que aquelas frases tão comuns em emails de “novos desafios” fossem reais, fossem realmente ser cumpridas.
Mas a vida é assim, as coisas são assim e agora eu to partindo pra novos desafios...
Por mais que eu já esteja acostumada com essa vida de andarilho, eu continuo sentindo um frio na barriga, uma coceirinha atrás da orelha e uma sensação de coração partido.
Frio na barriga de estar iniciando algo novo, de não saber como será o projeto, como serão as pessoas com quem passarei a trabalhar, como devo me portar, será que ligam para o dressing code? Será que vai ser pauleira? Será que vou me adaptar/dar conta do trabalho?
Coceirinha atrás da orelha porque tudo que é incerto dá essa coceira, essa vontade de se jogar e ao mesmo tempo cria aquele maldito “mas e se...”. Se jogar, ir em frente, arriscar, tudo isso dá coceirinha e pelo que eu pude perceber, eu pareço ser viciada nisso...
Em cada empresa que eu fico alocada, eu crio novos amigos, aprendo muitas coisas e inicio alguns vínculos que para mim parecem que serão eternos.
A primeira vez que eu me “desaloquei”, eu achei que as amizades que criei ali durariam para sempre, que elas seriam mantidas apesar de não haver mais aquele contato diário... Ledo engano, as poucas pessoas que duraram mais do que o período alocado foram as que durante esse período não eram tão próximas assim. Toda essa amizade é restrita ao período de convívio obrigatório e por isso eu saio com a sensação de coração partido, porque, no fundo no fundo, eu gostaria que algumas dessas pessoas não saíssem da minha vida, não se afastassem. Queria que aquelas frases tão comuns em emails de “novos desafios” fossem reais, fossem realmente ser cumpridas.
Mas a vida é assim, as coisas são assim e agora eu to partindo pra novos desafios...
quarta-feira, fevereiro 24, 2010
Tem dias que o melhor é nem levantar.
Eu ando frustrada com algumas coisas, como se eu estivesse largando coisas que não deveria, não dando importância para outras como deveria.
Esse tipo de sentimento é conhecido meu, depois de muitos altos e baixos, a gente aprende a reconhecer os sintomas...
Sinto como se eu estivesse caindo e não consigo me segurar, não tenho no que me segurar, falta um apoio uma corda, ou sei lá.
O pior disso é que eu começo a cair, vou ficando sensível, vou ficando frágil e a maior parte das pessoas não consegue lidar comigo dessa forma, afinal, sou sempre tão “forte”.
Eu já estou há alguns dias assim, caindo pouco a pouco, mas eu sei por que, sei o que tem me derrubado, me frustrado, me deixado assim. Só não sei como resolver.
Hoje eu estou num desses dias sem forças, eu acordei relativamente bem, tentando me manter na boa, alegre e tal, mas qualquer porradinha é o suficiente pra me derrubar.
Esse tipo de sentimento é conhecido meu, depois de muitos altos e baixos, a gente aprende a reconhecer os sintomas...
Sinto como se eu estivesse caindo e não consigo me segurar, não tenho no que me segurar, falta um apoio uma corda, ou sei lá.
O pior disso é que eu começo a cair, vou ficando sensível, vou ficando frágil e a maior parte das pessoas não consegue lidar comigo dessa forma, afinal, sou sempre tão “forte”.
Eu já estou há alguns dias assim, caindo pouco a pouco, mas eu sei por que, sei o que tem me derrubado, me frustrado, me deixado assim. Só não sei como resolver.
Hoje eu estou num desses dias sem forças, eu acordei relativamente bem, tentando me manter na boa, alegre e tal, mas qualquer porradinha é o suficiente pra me derrubar.
segunda-feira, fevereiro 22, 2010
Eu não gosto de BBB.
Eu não gosto de BBB, nunca gostei.
Sempre impliquei com quem assistia e reclamava quando o meu espaço (TV) era invadido. Minha tolerância era muito pequena, ficava sem paciência e me irritava com esses assuntos.
Milagrosamente algo esse ano mudou. Eu atribuo esse aumento de tolerância à estréia de Barrados no Baile versão 2.0. Graças a minha curiosidade de saber o que aconteceu com a Kelly, Brenda, Dylan etc., eu me vi vendo um seriado completamente retardado e desenvolvendo minha paciência para tolerar determinados tipos de programas que não fazem o meu estilo.
Ah, outro dia também vi um episodio de Melrose, afinal a Amanda voltou e eu precisava vê-la. Hihihi
FOCO KORE!
Enfim, eu acredito que após esses episódios de 90210 e Melrose Place, eu me tornei uma pessoa apta a opniar sobre BBB, pra falar a verdade eu descobri que é muito legal conversar sobre BBB... Através do twitter você consegue ter uma boa idéia de quem são essas “pessoas”, esses Dourados, Morangos e Twittess... Sem precisar efetivamente ver, basta reunir a opinião da maioria (que por um acaso é a mesma da globo) e “você fica por dentro de tudo que acontece na casa mais famosa do Brasil”.
Sempre impliquei com quem assistia e reclamava quando o meu espaço (TV) era invadido. Minha tolerância era muito pequena, ficava sem paciência e me irritava com esses assuntos.
Milagrosamente algo esse ano mudou. Eu atribuo esse aumento de tolerância à estréia de Barrados no Baile versão 2.0. Graças a minha curiosidade de saber o que aconteceu com a Kelly, Brenda, Dylan etc., eu me vi vendo um seriado completamente retardado e desenvolvendo minha paciência para tolerar determinados tipos de programas que não fazem o meu estilo.
Ah, outro dia também vi um episodio de Melrose, afinal a Amanda voltou e eu precisava vê-la. Hihihi
FOCO KORE!
Enfim, eu acredito que após esses episódios de 90210 e Melrose Place, eu me tornei uma pessoa apta a opniar sobre BBB, pra falar a verdade eu descobri que é muito legal conversar sobre BBB... Através do twitter você consegue ter uma boa idéia de quem são essas “pessoas”, esses Dourados, Morangos e Twittess... Sem precisar efetivamente ver, basta reunir a opinião da maioria (que por um acaso é a mesma da globo) e “você fica por dentro de tudo que acontece na casa mais famosa do Brasil”.
quarta-feira, fevereiro 10, 2010
segunda-feira, fevereiro 08, 2010
Traindo Ideais.
Estava lendo uma reportagem sobre drogas esse final de semana e comecei a pensar em medidas drásticas para resolver alguns problemas.
Não sou nenhuma hipócrita e nem acho todas as drogas são ruins etc. Acho “injusto”, por exemplo, a proibição da maconha e a liberação do álcool, mas a questão fica radical em minha opinião quando é sobre drogas como o crack.
Depois da minha estadia em São Paulo e de circular por áreas não muito boas, com apelidos bem característicos, eu passei a ver o vicio em crack como uma coisa sem saída.
É triste, mas a droga age de forma tão rápida e a pessoa fica tão acabada que eu não consigo ver um jeito da pessoa se livrar disso. Sei que não tenho experiência nisso, convivi com poucos drogados, mas os passos necessários para ter acesso à reabilitação podem ser muito difíceis de serem atingidos.
O exemplo mais próximo que tenho disso é o irmão de um amigo. Quando éramos novos, ele fumava maconha, ficou dependente e nunca conseguiu se livrar.
Anos depois fui saber que ele havia passado para a cocaína. Lembro que na época eu pensei: “Se ele não conseguiu se livrar da maconha, dificilmente se livrará da cocaína”. Ano passado, eu encontrei com esse amigo e soube que ele havia encontrado o irmão perambulando fedido próximo a casa dele, de roupas rasgadas, com várias feridas e muito doente. Ele havia passado para o crack.
Meu amigo o pegou, botou dentro de casa, cuidou dos machucados, o trancou num quarto para o período mais brabo da abstinência e tentou convencê-lo a ir para a reabilitação.
O cara só aceitou ir para o tratamento, porque era a única opção que ele tinha sem ser voltar pra rua. Ele não percebeu o estrago que havia feito na vida dele, ele simplesmente achou que poderia ir pra lá, ficar por alguns poucos meses e depois voltar pra casa do irmão e pra vida que levava antes.
Um cara desses vai se reabilitar? Muito difícil.
Então, com base nessas coisas todas que vi e ouvi, no momento que li a reportagem, minha primeira idéia foi: Dependendo do cara, deixa lá pra morrer, porque a reabilitação de um cara que está na crackolandia, tem mais de 45 anos e não tem família, é muito dispendiosa pro governo e depois de reintegrado dificilmente ele conseguirá ser efetivamente útil para a sociedade, fora a chance de recaída.
Esse pensamento acabou comigo, ele vai de encontro a tudo que acredito e sempre falei,
Eu me senti mal por pensar isso, mesmo que por uma fração de segundos, vi que estou ficando realmente indiferente e que a vida dessas pessoas não está significando muito pra mim, da mesma forma que não significa nada pra elas.
Eu estou parando de acreditar em recuperação, mudança e melhoria.
Depois de ter concluído isso, comecei a tentar identificar em que ponto isso começou a mudar, qual foi o gatilho? O que disparou esse medo?
Porque, pra mim, isso é medo, medo de encarar, medo de tentar resolver, ajudar. Ou no pior dos casos (que – ainda bem – não considero o meu) pouca vergonha mesmo.
Ainda não cheguei a um veredicto a respeito disso, mas um fator que eu acredito ter sido de extrema importância nessa mudança é o futuro do Diego.
Tenho a impressão que de um jeito deturpado e não racional, algo dentro de mim tenha, por um segundo, achado que uma chacina (porque deixar lá pra morrer É uma chacina, você só se sente um pouco mais aliviado porque não puxou gatilho), resolveria o problema, impediria que no futuro o meu filho pudesse vir a ser um desses caras.
Isso levantou outra questão, essa irracionalidade que ficamos quando o assunto é filho, esse instinto protetor, mesmo nas mães mais liberais... Só que isso também é coisa para outro dia...
Não sou nenhuma hipócrita e nem acho todas as drogas são ruins etc. Acho “injusto”, por exemplo, a proibição da maconha e a liberação do álcool, mas a questão fica radical em minha opinião quando é sobre drogas como o crack.
Depois da minha estadia em São Paulo e de circular por áreas não muito boas, com apelidos bem característicos, eu passei a ver o vicio em crack como uma coisa sem saída.
É triste, mas a droga age de forma tão rápida e a pessoa fica tão acabada que eu não consigo ver um jeito da pessoa se livrar disso. Sei que não tenho experiência nisso, convivi com poucos drogados, mas os passos necessários para ter acesso à reabilitação podem ser muito difíceis de serem atingidos.
O exemplo mais próximo que tenho disso é o irmão de um amigo. Quando éramos novos, ele fumava maconha, ficou dependente e nunca conseguiu se livrar.
Anos depois fui saber que ele havia passado para a cocaína. Lembro que na época eu pensei: “Se ele não conseguiu se livrar da maconha, dificilmente se livrará da cocaína”. Ano passado, eu encontrei com esse amigo e soube que ele havia encontrado o irmão perambulando fedido próximo a casa dele, de roupas rasgadas, com várias feridas e muito doente. Ele havia passado para o crack.
Meu amigo o pegou, botou dentro de casa, cuidou dos machucados, o trancou num quarto para o período mais brabo da abstinência e tentou convencê-lo a ir para a reabilitação.
O cara só aceitou ir para o tratamento, porque era a única opção que ele tinha sem ser voltar pra rua. Ele não percebeu o estrago que havia feito na vida dele, ele simplesmente achou que poderia ir pra lá, ficar por alguns poucos meses e depois voltar pra casa do irmão e pra vida que levava antes.
Um cara desses vai se reabilitar? Muito difícil.
Então, com base nessas coisas todas que vi e ouvi, no momento que li a reportagem, minha primeira idéia foi: Dependendo do cara, deixa lá pra morrer, porque a reabilitação de um cara que está na crackolandia, tem mais de 45 anos e não tem família, é muito dispendiosa pro governo e depois de reintegrado dificilmente ele conseguirá ser efetivamente útil para a sociedade, fora a chance de recaída.
Esse pensamento acabou comigo, ele vai de encontro a tudo que acredito e sempre falei,
Eu me senti mal por pensar isso, mesmo que por uma fração de segundos, vi que estou ficando realmente indiferente e que a vida dessas pessoas não está significando muito pra mim, da mesma forma que não significa nada pra elas.
Eu estou parando de acreditar em recuperação, mudança e melhoria.
Depois de ter concluído isso, comecei a tentar identificar em que ponto isso começou a mudar, qual foi o gatilho? O que disparou esse medo?
Porque, pra mim, isso é medo, medo de encarar, medo de tentar resolver, ajudar. Ou no pior dos casos (que – ainda bem – não considero o meu) pouca vergonha mesmo.
Ainda não cheguei a um veredicto a respeito disso, mas um fator que eu acredito ter sido de extrema importância nessa mudança é o futuro do Diego.
Tenho a impressão que de um jeito deturpado e não racional, algo dentro de mim tenha, por um segundo, achado que uma chacina (porque deixar lá pra morrer É uma chacina, você só se sente um pouco mais aliviado porque não puxou gatilho), resolveria o problema, impediria que no futuro o meu filho pudesse vir a ser um desses caras.
Isso levantou outra questão, essa irracionalidade que ficamos quando o assunto é filho, esse instinto protetor, mesmo nas mães mais liberais... Só que isso também é coisa para outro dia...
quinta-feira, fevereiro 04, 2010
Ainda Bem
(Vanessa da Mata)
Ainda bem
Que você vive comigo
Porque senão
Como seria esta vida?
Sei lá, sei lá
Nos dias frios em que nós estamos juntos
Nos abraçamos sob o nosso conforto
De amar, de amar
Se há dores tudo fica mais fácil
Seu rosto silencia e faz parar
As flores que me manda são fato
Do nosso cuidado e entrega
Meus beijos sem os seus não dariam
Os dias chegariam sem paixão
Meu corpo sem o seu uma parte
Seria o acaso e não sorte
Ainda bem
Que você vive comigo
Porque senão
Como seria esta vida?
Sei lá, sei lá
Se há dores tudo fica mais fácil
Seu rosto silencia e faz parar
As flores que me manda são fato
Do nosso cuidado e entrega
Meus beijos sem os seus não dariam
Os dias chegariam sem paixão
Meu corpo sem o seu uma parte
Seria o acaso e não sorte
Nesse mundo de tantos anos
Entre tantos séculos
Que sorte a nossa hein?
Entre tantas paixões
Nosso encontro
Nós dois, esse amor.
Entre tantos outros
Entre tantos séculos
Que sorte a nossa hein?
Entre tantas paixões
Esse encontro
Nós dois, esse amor
Entre tantas paixões
Esse encontro
Nós dois, esse amor.
Ainda bem
Que você vive comigo
Porque senão
Como seria esta vida?
Sei lá, sei lá
Nos dias frios em que nós estamos juntos
Nos abraçamos sob o nosso conforto
De amar, de amar
Se há dores tudo fica mais fácil
Seu rosto silencia e faz parar
As flores que me manda são fato
Do nosso cuidado e entrega
Meus beijos sem os seus não dariam
Os dias chegariam sem paixão
Meu corpo sem o seu uma parte
Seria o acaso e não sorte
Ainda bem
Que você vive comigo
Porque senão
Como seria esta vida?
Sei lá, sei lá
Se há dores tudo fica mais fácil
Seu rosto silencia e faz parar
As flores que me manda são fato
Do nosso cuidado e entrega
Meus beijos sem os seus não dariam
Os dias chegariam sem paixão
Meu corpo sem o seu uma parte
Seria o acaso e não sorte
Nesse mundo de tantos anos
Entre tantos séculos
Que sorte a nossa hein?
Entre tantas paixões
Nosso encontro
Nós dois, esse amor.
Entre tantos outros
Entre tantos séculos
Que sorte a nossa hein?
Entre tantas paixões
Esse encontro
Nós dois, esse amor
Entre tantas paixões
Esse encontro
Nós dois, esse amor.
quarta-feira, fevereiro 03, 2010
Happy Happy - Reaprendendo a sentir
Depois de um periodo confuso, meio perdido, meio inseguro, tudo na paz de novo...
hehehehehehe
Eu não tô acostumada a gostar dessa forma de uma pessoa, então me confundo.
hauhauahuaua
Depois coloco um post com o resultado da análise desse periodo.
hihihi
Nada de procurar cabelo em ovo, tô feliz, completa e nada de me auto-boicotar.
^^
É isso.
hehehehehehe
Eu não tô acostumada a gostar dessa forma de uma pessoa, então me confundo.
hauhauahuaua
Depois coloco um post com o resultado da análise desse periodo.
hihihi
Nada de procurar cabelo em ovo, tô feliz, completa e nada de me auto-boicotar.
^^
É isso.
terça-feira, fevereiro 02, 2010
Na sua estante
Te vejo errando e isso não é pecado,
Exceto quando faz outra pessoa sangrar
Te vejo sonhando e isso dá medo
Perdido num mundo que não dá pra entrar
Você está saindo da minha vida
E parece que vai demorar
Se não souber voltar ao menos mande notícias
Cê acha que eu sou louca
Mas tudo vai se encaixar
Tô aproveitando cada segundo
Antes que isso aqui vire uma tragédia
E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu
E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu
Você tá sempre indo e vindo, tudo bem
Dessa vez eu já vesti minha armadura
E mesmo que nada funcione
Eu estarei de pé, de queixo erguido
Depois você me vê vermelha e acha graça
Mas eu não ficaria bem na sua estante
Tô aproveitando cada segundo
Antes que isso aqui vire uma tragédia
E não adianta nem me procurar
Em outros timbres e outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu
E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu
Só por hoje não quero mais te ver
Só por hoje não vou tomar minha dose de você
Cansei de chorar feridas que não se fecham, não se
curam
E essa abstinência uma hora vai passar...
Exceto quando faz outra pessoa sangrar
Te vejo sonhando e isso dá medo
Perdido num mundo que não dá pra entrar
Você está saindo da minha vida
E parece que vai demorar
Se não souber voltar ao menos mande notícias
Cê acha que eu sou louca
Mas tudo vai se encaixar
Tô aproveitando cada segundo
Antes que isso aqui vire uma tragédia
E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu
E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu
Você tá sempre indo e vindo, tudo bem
Dessa vez eu já vesti minha armadura
E mesmo que nada funcione
Eu estarei de pé, de queixo erguido
Depois você me vê vermelha e acha graça
Mas eu não ficaria bem na sua estante
Tô aproveitando cada segundo
Antes que isso aqui vire uma tragédia
E não adianta nem me procurar
Em outros timbres e outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu
E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu
Só por hoje não quero mais te ver
Só por hoje não vou tomar minha dose de você
Cansei de chorar feridas que não se fecham, não se
curam
E essa abstinência uma hora vai passar...
sexta-feira, janeiro 15, 2010
The Night Before
(The Beatles)
We said our goodbyes
Ah.. the night before
Love was in your eyes
Ah.. the night before
Now, today I find
You have changed your mind
Treat me like you did the night before.
Were you tellin' lies?
Ah.. the night before
Was I so unwise?
Ah.. the night before
When I held you near,
You were so sincere.
Treat me like you did the night before.
Last night is a night
I will remember you by
When I think of things we did,
It makes me want to cry
We said our goodbyes
Ah.. the night before
Love was in your eyes
Ah.. the night before
Now, today I find
You have changed your mind
Treat me like you did the night before. Yes.
When I held you near,
You were so sincere
Treat me like you did the night before.
Last night is a night
I will remember you by
When I think of things we did,
It makes me want to cry
Were you tellin' lies?
Ah.. the night before
Was I so unwise?
Ah.. the night before
When I held you near,
You were so sincere
Treat me like you did the night before.
Like the night before.
We said our goodbyes
Ah.. the night before
Love was in your eyes
Ah.. the night before
Now, today I find
You have changed your mind
Treat me like you did the night before.
Were you tellin' lies?
Ah.. the night before
Was I so unwise?
Ah.. the night before
When I held you near,
You were so sincere.
Treat me like you did the night before.
Last night is a night
I will remember you by
When I think of things we did,
It makes me want to cry
We said our goodbyes
Ah.. the night before
Love was in your eyes
Ah.. the night before
Now, today I find
You have changed your mind
Treat me like you did the night before. Yes.
When I held you near,
You were so sincere
Treat me like you did the night before.
Last night is a night
I will remember you by
When I think of things we did,
It makes me want to cry
Were you tellin' lies?
Ah.. the night before
Was I so unwise?
Ah.. the night before
When I held you near,
You were so sincere
Treat me like you did the night before.
Like the night before.
Sabe quando você tem vontade de escrever algo que você sabe que vai se arrepender depois?
Ai começam aqueles posts confusos, com mensagens subliminares, aumentando ainda mais a confusão.
Esse post parece um deles, mas não é. Não tem mensagem subliminar. Eu tô incomodada, tô insatisfeita, continuo com um sentimento de desvalorização grande, porque como eu já cansei de dizer, não adianta nada só falar... Eu quero ver começar a agir de acordo com o que diz.
Ai começam aqueles posts confusos, com mensagens subliminares, aumentando ainda mais a confusão.
Esse post parece um deles, mas não é. Não tem mensagem subliminar. Eu tô incomodada, tô insatisfeita, continuo com um sentimento de desvalorização grande, porque como eu já cansei de dizer, não adianta nada só falar... Eu quero ver começar a agir de acordo com o que diz.
segunda-feira, janeiro 11, 2010
Loucuras
Hoje estou um pouco melhor do que nos ultimos dias, talvez porque finalmente eu consegui externar (chorar) um pouco do que eu ando sentindo.
Sei que continuo sendo mal interpretada, sei que o que eu falo ou o que eu sinto não está sendo compreendido como deveria, mas em parte a culpa é minha, afinal eu não sou um primor com as palavras, principalmente quando me afetam.
Então, pra tentar amenizar a quantidade de mal entendidos, eu resolvi escrever tudo que me chatear, mesmo que muito pouco, mesmo que seja insignificante, mesmo que não tenha a menor importancia.
E ai, depois de escrever a situação, tentar explicar porque ela me afetou e principalmente o quanto me afetou.
Pra dar inicio à essa fase extremamente franca e aberta, vou começar com um acontecimento de hoje.
Eu fui ler um blog de um conhecido que é amigo do meu bf. Dei de cara com dois posts que eu realmente queria comentar, porque faria sentido... Então eu cliquei em "comentar" e ao abrir percebi que a pessoa que é o principal motivo desse blog estar fechado pro publico havia comentado também.
O que não tem nada de errado, afinal essa pessoa é amiga próxima do dono do blog, mas eu me senti constrangida de postar, me senti como se estivesse "invadindo" uma área que não me diz respeito.
Esse relato é um relato bobo, de uma situação cotidiana que me frustrou um pouco, mas não é nada demais, não me causa magoas nem nada disso. Só me faz pensar o quão despreparada eu estou para lidar com determinadas situações que pelo que pude perceber serão corriqueiras na minha vida daqui por diante.
Também me fez pensar sobre algumas outras coisas que acontecerão daqui pra frente, mas que como a minha política é não sofrer por antecedencia, resolvi ignorar.
A verdade é que eu tô aprendendo a lidar com isso tudo e não sei se tô conseguindo, mas ouvi algumas pessoas, cada uma com um conselho diferente, ouvi minha consciencia, ouvi todo mundo que eu tinha pra ouvir, inclusive essa voz aqui baixinho na minha cabeça que fica me falando coisas ruins. he he he
Agora é esperar o tempo curar a ferida e as atitudes mostrarem que não é como eu penso. Porque falar é facil, é bonito, alivia e faz bem, mas é no dia a dia que a gente vê.
Outra coisa que tem me incomodado muito é que eu tô com um choro entalado, preso e não consigo colocar pra fora, não consigo chorar. Pra falar a verdade, eu consigo sim, por 2 minutos e paro e em momentos as vezes muito impróprios.
Estou muito sensivel, bem abalada, com ecos que não se calam na minha cabeça.
Determinadas coisas eu provavelmente nunca esquecerei e cada vez que eu levanto de manhã já com alguma dessas frases reverberando na cabeça, algo aqui dentro meio que morre, alguma barreira se levanta e eu não quero mais levantar barreiras.
Eu não consegui separar o lado amiga do lado namorada. Consegui na hora, fiz o que era preciso (como sempre faço), mas as consequencias disso (em mim) foram terriveis, acabou comigo.
Eu não sei mais o que dizer...
Sei que continuo sendo mal interpretada, sei que o que eu falo ou o que eu sinto não está sendo compreendido como deveria, mas em parte a culpa é minha, afinal eu não sou um primor com as palavras, principalmente quando me afetam.
Então, pra tentar amenizar a quantidade de mal entendidos, eu resolvi escrever tudo que me chatear, mesmo que muito pouco, mesmo que seja insignificante, mesmo que não tenha a menor importancia.
E ai, depois de escrever a situação, tentar explicar porque ela me afetou e principalmente o quanto me afetou.
Pra dar inicio à essa fase extremamente franca e aberta, vou começar com um acontecimento de hoje.
Eu fui ler um blog de um conhecido que é amigo do meu bf. Dei de cara com dois posts que eu realmente queria comentar, porque faria sentido... Então eu cliquei em "comentar" e ao abrir percebi que a pessoa que é o principal motivo desse blog estar fechado pro publico havia comentado também.
O que não tem nada de errado, afinal essa pessoa é amiga próxima do dono do blog, mas eu me senti constrangida de postar, me senti como se estivesse "invadindo" uma área que não me diz respeito.
Esse relato é um relato bobo, de uma situação cotidiana que me frustrou um pouco, mas não é nada demais, não me causa magoas nem nada disso. Só me faz pensar o quão despreparada eu estou para lidar com determinadas situações que pelo que pude perceber serão corriqueiras na minha vida daqui por diante.
Também me fez pensar sobre algumas outras coisas que acontecerão daqui pra frente, mas que como a minha política é não sofrer por antecedencia, resolvi ignorar.
A verdade é que eu tô aprendendo a lidar com isso tudo e não sei se tô conseguindo, mas ouvi algumas pessoas, cada uma com um conselho diferente, ouvi minha consciencia, ouvi todo mundo que eu tinha pra ouvir, inclusive essa voz aqui baixinho na minha cabeça que fica me falando coisas ruins. he he he
Agora é esperar o tempo curar a ferida e as atitudes mostrarem que não é como eu penso. Porque falar é facil, é bonito, alivia e faz bem, mas é no dia a dia que a gente vê.
Outra coisa que tem me incomodado muito é que eu tô com um choro entalado, preso e não consigo colocar pra fora, não consigo chorar. Pra falar a verdade, eu consigo sim, por 2 minutos e paro e em momentos as vezes muito impróprios.
Estou muito sensivel, bem abalada, com ecos que não se calam na minha cabeça.
Determinadas coisas eu provavelmente nunca esquecerei e cada vez que eu levanto de manhã já com alguma dessas frases reverberando na cabeça, algo aqui dentro meio que morre, alguma barreira se levanta e eu não quero mais levantar barreiras.
Eu não consegui separar o lado amiga do lado namorada. Consegui na hora, fiz o que era preciso (como sempre faço), mas as consequencias disso (em mim) foram terriveis, acabou comigo.
Eu não sei mais o que dizer...
sexta-feira, janeiro 08, 2010
Sabe quando você fala e parece que ninguem mais no mundo consegue te entender?
Eu costumo me sentir assim frequentemente. Normalmente esse tipo de sentimento vem quando lido com pessoas que eu SEI que são incapazes de me compreender, seja por burrice, seja por ignorancia, seja por falta de vontade mesmo.
Esse tipo de gente não me incomoda, inclusive eu até prefiro que não me entenda, que não me conheça e principalmente que não se aproxime, afinal eu sou louca, instável e não sou digna de confiança. Gosto que me rotulem assim, gosto que mantenham distancia, gosto de não ter que dar satisfação pra essas pessoas.
Existe um padrão comum em todas as pessoas que eu permito que cheguem perto, que me conheçam: todas elas cismam de tentar me entender, definir padrão comportamental e esperam e prejulgam baseadas em coisas que já passaram. Como se eu agisse da mesma forma sempre. Como se eu sempre reagisse da mesma forma a estimulos semelhantes.
Nenhuma dessas pessoas nunca parou pra reparar a infinidade de váriaveis que agem em cima de uma determinada situação, fazendo com que ela seja unica e transformando a forma como eu vou lidar com ela em unica também.
Algumas pessoas inclusive generalizam completamente, fazendo com que questões que não são semelhantes, PAREÇAM semelhantes aos olhos delas.
Eu não gosto nenhum pouco de ser prejulgada com base em experiencias passadas. Não gosto de levar esporro baseado em coisas que os outros pensam que eu posso vir a pensar ou acham que motivou determinada atitude minha.
Quer saber o q me motivou? pergunta. Não sai concluindo e atirando pedra sem antes saber.
Até porque eu não sou o monstro que pintam, só pareço ser.
Ultimamente tenho sido muito mal interpretada até por pessoas que eu achava que conseguiriam me compreender, mas a necessidade de defesa é tão grande que não enxerga um palmo diante do nariz.
Eu agora tô armada até os dentes, atrás de trincheira e protegida por qqer espinho ou veneno que eu possa soltar.
Sair daqui agora tá dificil.
Pra variar não vou concluir.
Eu costumo me sentir assim frequentemente. Normalmente esse tipo de sentimento vem quando lido com pessoas que eu SEI que são incapazes de me compreender, seja por burrice, seja por ignorancia, seja por falta de vontade mesmo.
Esse tipo de gente não me incomoda, inclusive eu até prefiro que não me entenda, que não me conheça e principalmente que não se aproxime, afinal eu sou louca, instável e não sou digna de confiança. Gosto que me rotulem assim, gosto que mantenham distancia, gosto de não ter que dar satisfação pra essas pessoas.
Existe um padrão comum em todas as pessoas que eu permito que cheguem perto, que me conheçam: todas elas cismam de tentar me entender, definir padrão comportamental e esperam e prejulgam baseadas em coisas que já passaram. Como se eu agisse da mesma forma sempre. Como se eu sempre reagisse da mesma forma a estimulos semelhantes.
Nenhuma dessas pessoas nunca parou pra reparar a infinidade de váriaveis que agem em cima de uma determinada situação, fazendo com que ela seja unica e transformando a forma como eu vou lidar com ela em unica também.
Algumas pessoas inclusive generalizam completamente, fazendo com que questões que não são semelhantes, PAREÇAM semelhantes aos olhos delas.
Eu não gosto nenhum pouco de ser prejulgada com base em experiencias passadas. Não gosto de levar esporro baseado em coisas que os outros pensam que eu posso vir a pensar ou acham que motivou determinada atitude minha.
Quer saber o q me motivou? pergunta. Não sai concluindo e atirando pedra sem antes saber.
Até porque eu não sou o monstro que pintam, só pareço ser.
Ultimamente tenho sido muito mal interpretada até por pessoas que eu achava que conseguiriam me compreender, mas a necessidade de defesa é tão grande que não enxerga um palmo diante do nariz.
Eu agora tô armada até os dentes, atrás de trincheira e protegida por qqer espinho ou veneno que eu possa soltar.
Sair daqui agora tá dificil.
Pra variar não vou concluir.
Eu tô de saco cheio de algumas coisas, as situações que parecem se resolver na realidade só desencadearam uma reação em cadeia.
Sim, eu estou com ciúmes, nada mais natural depois das coisas que vivenciei essa semana.
Sim, eu não aguento mais ser comparada, ouvir falar ou até mesmo saber que está viva.
Exagero? Total. Tenho plena consciência disso e pra piorar tudo: eu ODEIO isso, eu ODEIO me sentir assim e não levo o MENOR jeito para lidar com isso.
Eu sou uma pessoa racional, madura, normalmente segura e que prefere ficar só a se sentir desse jeito.
E aqui estou eu, a mulher madura, racional e segura, pagando de aborrecente e se sentindo o coco do cavalo do bandido por isso.
Se algúém tivesse idéia de como me faz mal isso...
Sim, eu estou com ciúmes, nada mais natural depois das coisas que vivenciei essa semana.
Sim, eu não aguento mais ser comparada, ouvir falar ou até mesmo saber que está viva.
Exagero? Total. Tenho plena consciência disso e pra piorar tudo: eu ODEIO isso, eu ODEIO me sentir assim e não levo o MENOR jeito para lidar com isso.
Eu sou uma pessoa racional, madura, normalmente segura e que prefere ficar só a se sentir desse jeito.
E aqui estou eu, a mulher madura, racional e segura, pagando de aborrecente e se sentindo o coco do cavalo do bandido por isso.
Se algúém tivesse idéia de como me faz mal isso...
quarta-feira, janeiro 06, 2010
Textos de hoje
De manhã....
Encerramentos são sempre complicados, necessários, mas complicados. Estava conversando com uma amiga hoje mais cedo sobre a necessidade de se colocar um ponto final nas etapas que passaram.
Pode parecer besteira, como eu já ouvi algumas vezes, mas é extremamente importante para que se possa continuar andando pra frente.
Uma coisa é certa, num término de relacionamento (seja emocional, profissional ou qqer coisa assim), uma pessoa está saindo da carta da morte enquanto a outra está bem no meio da carta da torre e essa pessoa vai precisar desse ponto final mais até do que a outra.
Só pra explicar, a carta da morte e a carta da torre no tarot significam mudança, mas elas possuem uma diferença basica: na carta da morte a mudança acontece de fomra natural e aos poucos, uma coisa morre para que outra nasça. não deixa de ser algo sofrido, porque abandonar algo é sempre uma questão delicada, mas acontece de forma mais natural.
Já no caso da carta da torre o buraco é mais embaixo. Na torre tudo que você acredita é destruido e vc é obrigado a mudar, não porque quis, não porque foi natural, mas sim porque fatores externos fizeram com que o mundo como você conhecia não existisse mais.
Como se pode seguir em frente se nos sentimos constantemente atraidos pelo que está atrás?
Eu sinto falta de não ter olhado nos olhos de determinadas pessoas e ter dito exatamente como eu me sentia, ou como elas me faziam sentir. Encerrar mesmo.
*****
De tarde....
Eu tô com um sentimento preso aqui dentro, como se estivesse cheia até a boca, me sinto pisando em ovos e que embaixo desses ovos tem muitos pregos. Eu sinto como se eu precisasse manter a calma e a tranquilidade para poder ficar em cima desses ovos bem, mas a minha vontade não é exatamente essa.
A impressão que eu tô tendo nesse exato momento é que algo está definhando aqui, me sinto esmagada, uma mistura de tristeza, ciumes, angustia, diminuição, medo.
Não sei se faz ou não sentido me sentir assim, mas estou muito frágil, angustiada por não saber o que diabos eu fiz/faço. triste por ver pessoas que eu amo sofrerem, com ciumes e me sentindo diminuida (apesar de não fazer o MENOR sentido) por achar que eu nunca terei tamanha importancia. Com medo de arriscar tanto, de me esforçar tanto pra ser antes de tudo amiga e no final dar com os burros n´agua de novo.
Eu tô esmagada pela avalanche que não veio diretamente em cima de mim, mas que me acertou também.
Eu tento ficar posando de forte, perguntando se tá tudo bem, ignorando como me sinto, sendo forte pra quem precisa, mas tem momentos como esse em especifico que eu desabo.
Muita coisa, muita gente, muito stress e tudo que eu queria era paz.
Encerramentos são sempre complicados, necessários, mas complicados. Estava conversando com uma amiga hoje mais cedo sobre a necessidade de se colocar um ponto final nas etapas que passaram.
Pode parecer besteira, como eu já ouvi algumas vezes, mas é extremamente importante para que se possa continuar andando pra frente.
Uma coisa é certa, num término de relacionamento (seja emocional, profissional ou qqer coisa assim), uma pessoa está saindo da carta da morte enquanto a outra está bem no meio da carta da torre e essa pessoa vai precisar desse ponto final mais até do que a outra.
Só pra explicar, a carta da morte e a carta da torre no tarot significam mudança, mas elas possuem uma diferença basica: na carta da morte a mudança acontece de fomra natural e aos poucos, uma coisa morre para que outra nasça. não deixa de ser algo sofrido, porque abandonar algo é sempre uma questão delicada, mas acontece de forma mais natural.
Já no caso da carta da torre o buraco é mais embaixo. Na torre tudo que você acredita é destruido e vc é obrigado a mudar, não porque quis, não porque foi natural, mas sim porque fatores externos fizeram com que o mundo como você conhecia não existisse mais.
Como se pode seguir em frente se nos sentimos constantemente atraidos pelo que está atrás?
Eu sinto falta de não ter olhado nos olhos de determinadas pessoas e ter dito exatamente como eu me sentia, ou como elas me faziam sentir. Encerrar mesmo.
*****
De tarde....
Eu tô com um sentimento preso aqui dentro, como se estivesse cheia até a boca, me sinto pisando em ovos e que embaixo desses ovos tem muitos pregos. Eu sinto como se eu precisasse manter a calma e a tranquilidade para poder ficar em cima desses ovos bem, mas a minha vontade não é exatamente essa.
A impressão que eu tô tendo nesse exato momento é que algo está definhando aqui, me sinto esmagada, uma mistura de tristeza, ciumes, angustia, diminuição, medo.
Não sei se faz ou não sentido me sentir assim, mas estou muito frágil, angustiada por não saber o que diabos eu fiz/faço. triste por ver pessoas que eu amo sofrerem, com ciumes e me sentindo diminuida (apesar de não fazer o MENOR sentido) por achar que eu nunca terei tamanha importancia. Com medo de arriscar tanto, de me esforçar tanto pra ser antes de tudo amiga e no final dar com os burros n´agua de novo.
Eu tô esmagada pela avalanche que não veio diretamente em cima de mim, mas que me acertou também.
Eu tento ficar posando de forte, perguntando se tá tudo bem, ignorando como me sinto, sendo forte pra quem precisa, mas tem momentos como esse em especifico que eu desabo.
Muita coisa, muita gente, muito stress e tudo que eu queria era paz.
terça-feira, janeiro 05, 2010
Angústia
Eu estou há dias angustiada com essa situaçãoo. A incerteza é muito complicada e eu não sei lidar muito bem com esse tipo de instabilidade.
Eu sou uma pessoa instável, aparentemente confusa e que não costuma se importar com muitas coisas que por outros são consideradas necessarias, mas eu fui adquirindo com o passar dos anos uma necessidade muito grande de saber onde eu piso (provável que por conta do Diego).
Para quem não está entendendo nada, eu estou num momento de transição profissional. Não tenho problemas em mudar de área (como já fiz algumas vezes), nem em sair do estado e muito menos de largar o certo pelo duvidoso. Todas essas coisas são tranquilas pra mim, o que acaba comigo é ficar nessa incerteza, nesse não fode nem sai de cima, sem saber como será o dia de amanhã.
Porque, uma vez decidido o que vai ser feito, certo ou errado, eu vou de cabeça. Foi a MINHA escolha e eu arco com as consequencias aproveitando o máximo a experiencia e tb DA experiência.
Eu quero decidir. Isso que eu quero, só não sei ainda COMO.
Obs: Testando um gadget do blogger :D
Eu sou uma pessoa instável, aparentemente confusa e que não costuma se importar com muitas coisas que por outros são consideradas necessarias, mas eu fui adquirindo com o passar dos anos uma necessidade muito grande de saber onde eu piso (provável que por conta do Diego).
Para quem não está entendendo nada, eu estou num momento de transição profissional. Não tenho problemas em mudar de área (como já fiz algumas vezes), nem em sair do estado e muito menos de largar o certo pelo duvidoso. Todas essas coisas são tranquilas pra mim, o que acaba comigo é ficar nessa incerteza, nesse não fode nem sai de cima, sem saber como será o dia de amanhã.
Porque, uma vez decidido o que vai ser feito, certo ou errado, eu vou de cabeça. Foi a MINHA escolha e eu arco com as consequencias aproveitando o máximo a experiencia e tb DA experiência.
Eu quero decidir. Isso que eu quero, só não sei ainda COMO.
Obs: Testando um gadget do blogger :D
Ano novo, Blog novo.
Como vocês devem ter notado, o meu blog, além de estar com um novo formato, está restrito.
Essa medida, pode ser considerada por alguns como "tardia", mas a verdade é que ela se mostrou necessária (os motivos, eu conto outro dia).
Algumas pessoas que costumavam ler meu blog não poderão mais, a nao ser que falem comigo, eu não me lembro de todo mundo que lia isso aqui.
Ainda falta organizar os links ai do lado, mas isso eu faço outro dia.
That´s all folks!
Essa medida, pode ser considerada por alguns como "tardia", mas a verdade é que ela se mostrou necessária (os motivos, eu conto outro dia).
Algumas pessoas que costumavam ler meu blog não poderão mais, a nao ser que falem comigo, eu não me lembro de todo mundo que lia isso aqui.
Ainda falta organizar os links ai do lado, mas isso eu faço outro dia.
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