Estava conversando hoje sobre a sutil linha que separa um bom jogo de um grande desastre.
É óbvio que sei exatamente onde estou pisando, é óbvio que sei dos riscos e que nesse jogo especifico eu não sigo algumas das minhas regras básicas.
Está igualmente claro que a posição das pessoas é contrária ao que faço, é arriscar muito, mas as pessoas também se esquecem que a minha capacidade de me perder dentro das minhas próprias idéias é tão grande quanto a de qualquer outro se perder dentro de mim.
Não busco nada, a não ser o prazer do jogo. Não quero nada a não ser o que já me foi oferecido.
Não crio expectativas e nem tenho sonhos.
Seria interessante querer mais? Seria.
Mas não serei eu quem dará esse passo.
Realmente, eu não olho para onde eu piso, eu olho sempre para frente. Eu olho pra onde eu estou indo, não para como a estrada é.
Se eu ficar olhando para o chão eu vou perder as paisagens...
Qual a graça de andar sem saber por onde andou? Sem ver o que o caminho tem para oferecer?
É por isso que eu prefiro correr o risco de cair de um abismo num dia lindo, do que ficar trancafiada em casa.
Mas também, isso é o que eu penso hoje.
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