Sempre que dividimos a nossa vida com outras pessoas, nós damos permissão a essas mesmas pessoas para se meterem em tudo que com elas é dividido. Sempre achei que esse tipo de permissão poderia ser sadia, pois muitas vezes um observador externo tem outra perspectiva da questão.
O Grande problema disso tudo é que ninguém consegue fazer uma interferência imparcial, as pessoas tendem a usar suas experiências anteriores para tirar suas conclusões.
Exemplo. Se uma amiga chegar para me contar sobre algum problema que ela tenha em seu relacionamento, automaticamente a minha primeira reação será procurar um problema no cara ou um bom motivo para que ela termine esse relacionamento. Por quê? Porque eu não tenho exemplos muito bons de sucesso em relacionamento e se eu estivesse no lugar dela, provavelmente correria que nem o diabo corre da cruz.
Nem digo que essa abordagem está errada, mas quando deixamos um conselho ou uma opinião interferir diretamente nas nossas decisões, elas deixam de ser nossas e passam a ser um grande compilado de experiências alheias.
Claro, que não estou querendo dizer que devemos descartar qualquer experiência anterior, nem nossa e nem dos outros, o que quero dizer é que não devemos deixar essas experiências guiarem a nossa vida, afinal cada uma delas teve uma série de varáveis diferentes.
Fazendo uma analogia com o exemplo dado, não é por que eu sou um imã pra malas e costumo me relacionar com homens complicados e “chaves de cadeia”, que o namorado da minha amiga também é assim. Vai que ela não é tão azarada assim?
Essa minha postura faz com que a maior parte das pessoas ache que não adianta me dar conselho, pois “vai entrar por um ouvido e sair pelo outro”, mas não é isso. Eu nunca, mas nunca descarto ou apago um conselho dado, não importa se esse conselho foi baseado em filosofia de vida, experiência passada ou simplesmente loucura da mente. Eu os levo em consideração, pondero a respeito e procuro retirar dali o que vai me servir, mas não os seguirei ao pé da letra.
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