sábado, janeiro 31, 2009

bebum

Pela primeira vez em 6 anos aproximadamente eu encontrei com o grande calice graal dos meus amigos.
O cara que sempre foi considerado por mim como aquele amigo perfeito, ideal, protetor, confidente.
Tá certo que ele não é próximo a mais tempo que isso, acho que cerca de 9 anos no total.
Digamos o seguinte, nos últimos 9 anos, eu o vi uma única vez e falei ao telefone uma outra.
Mas sabe aquela imagem que você faz de uma pessoa? aquela que se mantem ao longo do tempo? Pois é... Eu mantive.
Acho que não é mais como era. Eu senti momentos que pareciam, mas não sei se foi verdade.
Ele foi educado e distante. Polido.
Eu tentei, como sempre, eu até acho que como da primeira vez eu conseguiria furar aquele muro, mas não sei se vale a pena.
Me senti como a mesma criança de antes, precisando a aprovação, da atenção.
Não sei se me odeio ou nao por isso.
Tô meio alta. chega.Outro dia desenvolvo.

quarta-feira, janeiro 28, 2009

Foco??? O que é isso???

Eu não sei se o problema sou eu ou os outros.
jeito estranho de começar um post, mas é a realidade. Eu não sei se eu tenho problemas para demonstrar o que as pessoas significam para mim, ou se as pessoas que significam algo pra mim que são tapadas demais para perceber.
Ok, eu sei que não sou exatamente uma pessoa que demonstra todos os sentimentos a flor da pele, mas é de se esperar que com o tempo e convivio o outro consiga pelo menos ter uma leve idéia de como me sinto.
Não falo só de relacionamento homem-mulher não, falo de amizades também. Sou uma pessoa cercada de homens e não é exagero. Outro dia eu fui fazer uma macarronada de domingo na minha casa e convidei algumas pessoas, para ser mais exata foram 7 pessoas: 6 homens e uma mulher, sendo que a mulher não pode ir.
Final de semana retrasado eu resolvi sair para um girls night. Não é sair pra pegação, porque eu detesto esse tipo de programa, mas queria ir para um lugar agradavel de gente bonita onde eu pudesse beber, conversar e dançar.
Fui abrir minha agenda, tambem conhecida como GTalk e procurar amigas para isso, para quem não sabe esse tipo de programa não dá para ser feito com seus amigos homens. É muito raro você encontrar homens dispostos a ir numa Bardô da vida para jogar papo fora e dançar. Ou eles vão para pegar alguém lá, ou vão porque querem pegar alguém que está junto com eles, ou, em ultimo caso, vão para acompanhar a namorada que resolveu sair para dançar.
Mas voltando a vaca fria, eu percebi que tenho somente uma amiga solteira. Quando falo amiga, quero dizer aquela pessoa do sexo feminino que conversa comigo e eu não escuto blah-blah-blah, uma mulher que não vá ficar conversando comigo sobre shopping, nem roupas, nem unha, nem salão, nem novela e nem fraldas (tenho trauma desse ultimo tópico). Só que ela, assim como eu estava a séculos sem fazer esse tipo de programa. Plena sexta feira e nós deveríamos ser as únicas mulheres solteiras com idade entre 25 e 30 anos que não faziam a menor idéia do que estava rolando de bom e muito menos qual boate era a melhor.
Ficamos nessa indecisão toda e lá para as 10 da noite, resolvemos ir na Bardô. Fui pro banho, me arrumei e tal e quando estava terminando, recebo a ligação de um amigo falando sobre a Casa Rosa, ensaio de bloco não sei das quantas e bebida liberada até as 2 da manhã.
É claro que bebida liberada em local barato = Furada, mas tanto eu quanto minha amiga estávamos meio apertadas esse mês, logo a Bardô se transformou em Casa Rosa.
Tira salto, muda a calça, põe a saia, sandália rasteira, muda maquiagem... Ufa!
1 hora da manhã chegamos na Casa Rosa. Foi interessante e tal, mas fugiu do nosso propósito inicial.
Conversar lá? Praticamente impossível. A pista de dança tava um calor infernal! Mas no saldo, foi uma noite agradável e diferente da habitual.
Mais uma vez eu me perdi do foco inicial.
O que eu estava querendo dizer é que as pessoas hoje não prestam atenção nas outras, elas não conseguem perceber as nuances, as reações. Tudo tem que ser dito e posto as claras, tem q ser dito ao pé da letra. Não reclamo disso por covardia de dizer o que sinto, mas é que tem todo aquele lado legal de você ter um amigo/namorado sei lá que te entende no olhar, que sabe como você funciona, que você se sente bem, que te passa segurança e te compreende. Sem que você tenha que ficar explicando por A + B o que você sente e o porquê desse sentimento.
Não sei se estou errada em querer não dizer tudo, mas eu me sinto frustrada quando percebo que aquela pessoa que eu achava que me conhecia, não sabe nada a respeito de mim.
Não é saber quanto eu calço, onde eu moro, onde trabalho. É saber o que me faz chorar, o que me faz sorrir. O que me dá medo...
E essas coisas nem sempre são ditas.

Obs: Meus posts devem ficar muito mais complicados e sem foco do que o normal, para quem não sabe eu nos últimos dias tomei algumas resoluções bem radicais.
1) Estou completando minha segunda semana sem comer carne.
2) Estou a 3 dias sem beber coca-cola e consequentemente sem ingerir NENHUMA cafeína. Quem me conhece sabe que costumo beber de 2 a 3 litros de coca zero por DIA. Já passei a fase mais complicada da abstinência. Não estou mais tremendo e nem suando frio, minha irritação já diminuiu bastante e tirando o sono absurdo e a dependência psicológica, acho que já estou bem.... assim, fisicamente.

Respondendo a perguntas:
- Sim, eu parei de comer todo e qualquer tipo de carne.
- Não, eu continuo comendo derivados de leite e também ovos.
- Não, eu não virei uma vegetariana, eu pelo menos não me considero, eu simplesmente acordei um dia não querendo mais comer carne e só voltarei a comer carne no dia que acordar querendo novamente.
- Não é ideal, não quero salvar as pobres vaquinhas nem nada do genero.
- Não, eu como coisas que produzam sombra, mas estou evitando carboidratos. EVITANDO, não CORTANDO.
- Sim, cortar coca zero está sendo muito difícil e assim como com a carne, eu simplesmente acordei não querendo mais beber coca.
- Sim, assim como com a carne, eu não pretendo cortar para todo o sempre, pretendo só não beber por um tempo.
No caso da coca, eu tive um incentivo extra. Eu bebia muito refrigerante e realmente eu sou viciada. Largar esse vicio é um desafio para mim e não existe coisa mais excitante pra mim do que um bom desafio, testar meus limites e esse tipo de teste (com coca cola) eu nunca fiz e nem achei que fosse capaz.
- Sim, o próximo passo será o cigarro, mas para isso acontecer algumas metas pre-estabelecidas tem que ser atingidas.

terça-feira, janeiro 27, 2009

A Raposa e o Principe

Assim o pequeno príncipe cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:
__ Ah! Eu vou chorar.
__ A culpa é tua -disse o principezinho. __ Eu não queria te fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse...
__ Quis -disse a raposa.
__ Mas tu vais chorar! -disse ele.
__ Vou - disse a raposa.
__ Então não terás ganho nada!
__ Terei, sim - disse a raposa __ por causa da cor do trigo.

segunda-feira, janeiro 26, 2009

Meme

Recebi da Amiga do Cafa que tem o Blog MEU QUERIDO AMIGO CAFA e as regras são as seguintes:
1-Colocar o link de quem te indicou pro meme
2-Escrever estas 5 regras antes do seu meme pra deixar a brincadeira mais clara
3-Contar os 6 fatos aleatórios sobre você
4-Indicar 6 blogueiros pra continuar o meme
5-Avisar para esses blogueiros que eles foram indicados.

Meus indicados são :

http://ninjagirll.blogspot.com/
http://www.saindodamatrix.com.br/
http://andreabdeoliveira.blogspot.com/
http://colabee.blogspot.com/
http://bloghastalavista.blogspot.com/
http://www.leisdemurphy.blogger.com.br/
Minhas respostas :

1- Amo meu filho

2 - Adoro filmes

3- Amo Ler

4 - Não vivo sem meus amigos

5- Adoro o Mar

6 - Sou mais sensivel do que pareço

Mola Helicoidal



Toda vez que eu o encontro é a mesma coisa. Aquela cumplicidade, aquele oi silencioso bem maior do que o que aparenta.Lugar cheio, pessoas ao redor e em determinados momentos parece que não tem mais ninguém. Aquela vontade de dissecar, de entender, de catalogar.
Aquele desejo de ter perto, mas um perto longe, não sei como explicar.
Aquele perto que é tão perto que quase encosta, isto é, se alguma coisa no universo pudesse se encostar.
Tão igual e tão diferente. Reações iguais a estimulos contrários, essa foi a melhor explicação que encontrei até o momento.
Eu sou ciclica, como todos sabem, inclusive ele... Na realidade eu acho que sou como uma mola helicoidal. Não é que eu repita o mesmo ponto, mas eu passo pela mesma posição no eixo X e no eixo Z variando muito pouco o eixo Y...
Ou qualquer outra ordem que queira. O que interessa é q o ponto é parecido, mas não é o mesmo.
Eu já estive onde estou hoje, com a mesma pessoa ou com outra pessoa, mas a mesma situação.
Tanto potencial desperdiçado... Esse é o sentimento que vejo se repetir... O potencial.
Percebi que uma coisa que muito me agrada, é isso ser nosso. Não importa o universo, a distância ou a quantidade de pessoas ou compromissos, isso é nosso, ninguém mais vê, ninguém mais sabe, ninguém mais compartilha..
E como tudo numa mola helicoidal, a tendência é mudar o estado, mudar o ponto e eu já sei o destino provável.
Saber que tudo isso é fruto da minha imaginação, perceber que o valor que eu dou não é o mesmo que ele dá. Ver que tudo que senti e vi, só aconteceu para mim.
Mas quer saber? Faz parte.

sexta-feira, janeiro 23, 2009

Medos.

Algo tem acontecido comigo nesses ultimos dias, na realidade creio que nos ultimos anos.
Bom, ano passado é facil de saber o motivo, eu estive ausente, fora da minha cidade, longe dos meus amigos e principalmente longe do meu filho. Antes que alguém diga, eu sei que estou longe de ser uma daquelas mães extremamente grudada na sua prole, ou com aquele instinto maternal tão forte, mas mesmo assim, ficar afastada dele foi muito dificil para mim.
É dificil descrever o que sentia naquela época, estar longe me devolveu aquele ar de antes de ser mãe, era uma mistura de alivio e tristeza profunda. Eu ficava triste por estar longe e nos momentos que me sentia aliviada da pressão de ser mãe, me sentia triste por nutrir esse tipo de sentimento, me sentia como uma pessima mãe por querer aquilo, por querer meu tempo, meu espaço.
Racionalmente eu sei que isso é normal, tem que haver essa separação, mas a culpa por querer isso não é racional, é sentimental.
Meu filho é a pessoa que mais amo no mundo, mas tem horas que eu queria estar sozinha, veja bem, não é querer que ele não exista é querer tem um tempo sem ele.
Os finais de semana com o pai servem para isso, mas nem sempre o final de semana coincide com o momento que quero estar só.
Eu sou filha única de pais que trabalham fora. Estou acostumada a ter meus momentos sozinha, ter minhas coisas, meu tempo para fazer o que quero, o que gosto.
Ser mãe é uma tarefa integral, exaustiva. Viver constantemente preocupada com o que será dele, com o que acontecerá a ele caso eu falte, caso eu perca meu emprego e principalmente caso eu não consiga passar para ele as noções de ética e responsabilidade que são tão importantes e tão em falta hoje em dia.
E se ele crescer e virar um marginal? Um drogado? E se ele não for feliz?
Até que ponto o futuro dele está em minhas mãos?
Às vezes tenho a impressão que tudo isso está nas minhas mãos. Todo o futuro dele e isso é extremamente assustador.
Eu nunca fui uma pessoa muito dada a sucessos, sou extremamente crítica e com fortes tendencias a jogar tudo pro alto.
Quando eu entrei na faculdade eu nunca havia tirado uma nota baixa em matemática, nunca. Principalmente quando eu estudava. Minha primeira nota em calculo foi 0,5. Na época eu achei uma boa desculpa para isso e tem me servido até hoje.
Anos depois, ainda na faculdade fui fazer uma matéria chamada Analise na Reta. Fui reprovada. Estudei horrores para tirar 4. Aquilo me derrubou, na realidade fazer a matéria 3 vezes e levar bomba nas 3 que me afetou, tanto que eu tranquei a faculdade e fui fazer outra coisa da vida. Eu não podia aceitar o meu fracasso e não sabia lidar com o fato, então fugi.
Passei anos fora e ai, quando engravidei e perdi meu emprego, resolvi voltar. Eu voltei pra faculdade porque não queria que meu filho tivesse uma mãe sem nivel superior. Como eu poderia alegar para ele que era necessário uma boa educação se eu mesma havia abandonado a minha? Fora que também gosto muito de conforto e as possibilidades de se ganhar bem nesse país são dificeis para quem está preparado, o que dirá para quem não está?
Graças a Diego eu passei a enfrentar mais coisas, enfrentar minhas derrotas e não abaixar a cabeça tão fácil.
A partir do momento que me descobri grávida, todas as minhas decisões foram por ele, mas hoje percebo que não são nada comparado com o desafio de criar um filho.
Eu tenho medo de não corresponder às minhas expectativas. Tenho medo de não ser uma boa mãe, tenho medo de em algum momento eu ter uma "recaida" e agir novamente como antes.

terça-feira, janeiro 13, 2009

A exatamente 3 anos atrás.

A exatamente 3 anos atrás eu vivia um dos momentos mais felizes, exaustivos e emagrecedores momentos da minha vida.
A exatamente 3 anos atrás eu era apaixonada, vivia no mundo da lua, me alimentava desse sentimento.
Eu era uma pessoa que era capaz de amar intensamente, viver esse amor e escrever sobre ele sem medo de me machucar.
Eu não tinha medo de sofrer, de mostrar que gostava, de me entregar a alguém.
Eu não colocava defeitos e barreiras em pessoas e relacionamentos.
Eu não bebia desmedidamente, não me escondia atrás de idéias e comportamentos.

A exatamente 2 anos atrás eu não tinha mais uma realidade, eu era apaixonada pela idéia que fazia das pessoas e vivia meus relacionamentos internos.
Fantasiava sobre o mundo e sobre as pessoas e sentia muito, de forma bem intensa, mas tão dentro de mim que não era notado.

Em algum ponto entre 2006 e 2007 eu me enclausurei.
Eu acho que existiram 2 pontos de quebra, primeiro eu rachei, fiquei tentando me segurar e tal, depois eu fui partida em migalhas e aparentemente meu vaso foi montado errado.

Esse foi o ultimo posto do meu eu de 3 anos atrás..
Depois disso, tudo mudou.

Não culpo ninguém pela mudança. Nem tenho que culpar, mas as vezes sinto como se passasse a vida tentando (em vão) recuperar que eu era.

Eu havia me prometido (a muito tempo atrás) que não voltaria a escrever sobre essas coisas e que não me permitiria esse tipo de sentimento.
Mais uma promessa quebrada.

Diego

Sábado eu estava sentada em casa, ainda meio mole por conta de sexta, vendo um filme na tv.
Olho pro lado e vejo meu filho sentado a mesa com papel e caneta na mão. Ele pega o calendário que eu fiz para que ele possa conhecer os dias da semana e se programar sobre os finais de semana com o pai e começa a pintar os dias que já passaram e a escrever M nos meus finais de semana e P nos do pai.
Eu paro e fico lá olhando e olhando, sem piscar, me dá um medo, uma angústia, tenho a impressão que se piscar novamente, eu o verei ainda na mesa, mas dessa vez fazendo um dever de matemática e me chamando não para ver o que ele fez no calendário e sim para corrigir algum exercício.
Olhei Diego com atenção, seu cabelo despenteado, seu olhar curioso, sua voz constante dizendo "mamãe, mamãe, mamãe", tentando gravar tudo isso na minha memória, para não perder, não esquecer.
Parece que foi ontem que ele chegou em casa comigo, com aquela carinha de joelho e chorando pra caramba...
Tenho medo de perder a infância do meu filho.

segunda-feira, janeiro 05, 2009

Meditabunda

Olhando o mundo com outros olhos, consegui ver coisas que já havia visto, mas sob uma ótica completamente distinta.
Eu não sei bem o que quero dizer com isso, nem onde quero chegar.
Não sei o motivo desse post, nem que ponto quero mostrar.
Para falar a verdade eu não faço absolutamente nenhuma idéia do que eu quero com esse texto e isso não me faz nenhuma falta.
Não me interessa ser coerente e muito menos discursar sobre algum tema em especifico, também não tenho interesse em escrever sobre as coisas legais e/ou chatas que ocorreram na minha vida desde o ultimo post.
Não quero falar sobre o meu sentimento anterior ou no que ele se tornou. Nada disso tem a menor importância para mim agora.
Os meus novos planos, meus novos desejos, nada disso me importa agora, ou melhor, me importa sim, só não estou com a menor vontade de dividir isso com mais ninguém.
Engraçado esse sentimento, porque eu não estou magoada, nem triste, nem irritada, nem nada.
Aliás eu acho até que nada eu estou.... Mas isso também não me interessa ;)
Eu estou num estado estranho, não estou bleh, acho que o termo ideal seria meditabunda.
É isso, estou numa versão meditabunda.
E eu queria somente escrever, assim, como estou fazendo, escrevendo e escrevendo e não dizendo nada, porque na realidade eu realmente não tenho nada a dizer.