Um dia sem hora, um espaço atemporal, um refugio do mundo.
O universo se resumia àquela casa, uma janela, uma vista.
E assim ficaram... Tô com bloqueio hoje.
Acho que a dias já, não consigo mais escrever direito.
Ontem eu tive uma viagem foda, queria muito conseguir escreve-la.
Comecei falando do espaco a temporal e tal, mas não consigo mais expressar.
Acho que não to mais conseguindo expressar o que eu to sentindo.
Vai ver que eu agora nao to sentindo nada.
Ou vai ver que agora eu estou sentindo tudo.
Queria ir novamente no arpoador sentir o que eu senti um dia.
Sentir o sol sair de mim, pouco a pouco, lentamente. perceber nitidamente onde seus raios não insidem mais.
Ouvir o barulho do mar, primeiro forte e a medida que o sol vai saindo, o som vai diminuindo, até que nada mais resta, ou então até que eu ouça o TODO, ouvindo o NADA.
Aquele momento fora de mim e dentro de tudo.
Dentro da pedra, junto do mar, onde tudo é a mesma coisa, onde o nada e o tudo se confundem e se misturam.
Porque o tudo é a manifestação do nada.
Um dia o nada se manifestou, mas como ele se manifestou se ele é o nada.
O nada não se manifesta. "Isso é loucura Roberta, tá viajando? Como assim o nada se manifestar????"
Eu digo, o nada é concebivel, mas ele não existe e ao mesmo tempo ele existe.
Ele não existe porque se existisse não seria o nada, mas ao mesmo tempo ele existe porque se não existisse não teriamos o tudo.
A ausencia, apesar de ausente, existe e é presente.
Jogos de palavras, conceitos misturados. Afinal o que é certo.
Não existe o certo, isso é invenção, para que exista o errado.
Certo/Errado, verdade/Mentira, Real/Irreal, são conceitos relativos, variam de acordo com a sociedade/modelo/filosofia que você segue.
Então não venha dizer que o que eu escrevo é viagem. Ele é viagem para você, para mim é lindo.
Essas idéias, que para muitos são absurdas, para mim são lindas, são como pequenos focos de luz soltos no meio de uma tempestade de cores sem luz.
Cada foco desse tem seus raios incididos sobre as cores ao redor e dá beleza a elas. Dependendo da intensidade, do tom e da variedade de raios diferentes, as cores mudam.
Então em cada ponto, existem infinitas variações possiveis das cores mortas ao redor, dependendo simplesmente da intensidade do foco de luz que eu acendi.
E é isso que eu to sentindo agora. Acendi uns focos de luz em pontos interessantes que fomaram uma combinação linda de cores, que hora parecem mortas hora parecem vivas, mas que na realidade não existem.
Viagem? talvez.
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