sexta-feira, dezembro 02, 2005

Tentativa frustrada I

Vazio sombrio inunda a minha alma
Eu me ocupo me certo mas ele está ali, sempre junto.
Eu saio me divirto mas nada tem graça,
qualquer alegria é passageira
Brinco por habito, para passar desapercebida.
Quando me calo todos notam, então eu falo.
Assuntos mais aleatorios do que o comum
Idéias mais confusas do que de costume
E continuo assim, sempre.

As vezes eu to cercada de gente e me sinto só
As vezes, só a noite em casa,
Em frente ao micro, me sinto acompanhada

As vezes tudo que eu preciso é de papo
As vezes tudo que eu preciso é calar
As vezes tudo que eu preciso é DO olhar
Aquele, cumplice sem palavras
Aquele.

Quando eu falo e vc me olha, eu gelo
Quando eu falo e vc nao me ouve, me magoo
Quando eu me calo e vc me olha, eu choro

Um choro baixo, triste perto.
Tão perto que ninguem ouve.
Tão longe de todos.

Tento constantemente me ocupar,
Tento me distrair
Mas as horas demoram a passar

Porque as coisas sao assim?
Eu sei que isso vai durar pouco, me conheco,
mas esse pouco é sempre tão intenso

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