O dia hj foi confuso, muita coisa, muita confusão, pouca concentração.
Meu pai estragou minha manhã e o sono me deixo estranha o resto do dia.
Sequei. do nada, absurdamente rápido. Tão estranho que nem acredito.
Como é possivel que uma forma de pensar mude tanto em tão pouco tempo? Acho que realmente devo ser uma pessoa Volúvel.
Será que o segundo passou e eu não vi?
Será, que na realidade o fato de eu estar aqui agora escrevendo isso, significa que não só não passou, como está maior do que eu imaginava?
Será que tudo isso realmente existe, será que eu não estou ainda em minha cama, tendo um sonho do que será minha vida daqui a 10 anos?
Já parou para pensar que o que é realidade para você hoje pode nunca ter existido e nunca chegar a existir?
Nós podemos ser personagens de uma revista em quadrinhos, podemos estar aqui simplesmente pq algum roteirista bizarro resolveu escrever um roteiro e depois por ironia do destino, fez o show de truman, só para satisfazer seu ego.
Já parou para pensar que toda a sua vida pode significar simplesmente 4 horas de sono de uma figura qualquer que você não faz idéia ou então de você mesmo. Um outro VOCÊ.
de repente toda a sua vida é um reflexo do que você gostaria de ser, ou não.
Sua vida pode ser um pesadelo do seu outro ser.
Estou confusa, procurando justificativas para o que não tem justificativa e procurando entender o que não precisa ser compreendido.
Não há nada.
Esse é o grande lance. Não há nada e quando a gente percebe que não há nada, duas coisas podem acontecer:
Ou a pessoa perde seus objetivos, porque fica sem motivação, porque não compreende q eu o fato de não haver nada, mostra a magnitude da existencia por si só.
Ou ela vislumbra essas coisas e fica assim, falando coisas que os outros acham que é coisa de quem está drogado. "Tá viajando"
Mas é isso. não há nada. Não é se conformar pq vc tem que abaixar a cabeca, é se conformar pq nao existe se conformar.
Houve uma época que a frase do Wind descrevia exatamente a minha forma de agir e pensar: "Sua vida é uma experiência e vc é o rato do laboratório"
Eu continuo agindo da mesma forma, mas motivada por coisas diferentes.
Não quero analisar friamente quais os impactos que minhas ações causarão na minha vida ou na vida dos outros.
Quero a experiência em si e não o resultado dela.
Mas principalmente agora eu quero sair dessa sala que me sufoca.
Quero sair desse predio.
Não adianta vir com o não há prédios, porque eu to vendo essas paredes me cercando.
Eu não sou eu aqui. Eu estou algo que reflete um lado infimo do meu todo.
Como uma especie de reflexo de espelho daqueles tortos.
Mal dá para notar que sou eu.
Devagar e sempre eu vou pouco a pouco me aceitando e deixando a culpa de lado.
A minha culpa de ser como eu sou. Ou a minha culpa de achar que eu sou isso que eu acho.
Será que eu sou realmente má? Pouco importa.
Isso não me interessa mais.
Sou volúvel? Sou má? Sou boazinha? Sou otária?
Tô cagando.
E isso é um alivio.
É um alivio não sentir a necessidade de ser aquilo que os outros esperam que eu seja.
Hoje foi um marco.
Cortei o ultimo laço doentio que me prendia a ele.
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