Quem começou?
Será que fui eu? Será qeu foi Ele?
Será que iria acontecer de qualquer forma,
mesmo que a gente nunca tivesse ficado curioso?
As vezes parece o que falam de drogas.
No inicio é uma brincadeira, ninguem sabe quem começou, porque começou, o que motivou.
Você pega um pouquinho, timido e acanhado para experimentar, acha diferente, novo.
Ninguém sabe, seus amigos não sabem, sua familia não sabe. Você não quer dividir isso com ninguém, não agora.
Você ainda não tem certeza, não se sente seguro.
Com o tempo, você acaba querendo repetir, e depois de muito repetir você vê que só aquilo não te basta,
que você precisa de mais e começa a procurar aumentar as doses.
Nesse momento, você já não consegue mais disfarçar direito dos seus amigos, eles notam que existe algo de estranho.
E você vê em qualquer ida ao banheiro uma desculpa para se drogar. Ali rapidinho sem que ninguém veja.
E aí junto com a brincadeira, entra a adrenalina de ninguém saber.
Se a arvore caiu, mas ninguem viu, ela fez barulho?
E você continua, a volta para casa é sempre assim,
contando os minutos para o carro ficar vazio e você poder aproveitar o restinho da droga que sobrou.
Seus amigos estranham, te acham mudado, fazem idéia do que está acontecendo, mas FINGEM não saber.
Você por outro lado se engana achando que eles não sabem. É gostoso essa brincadeira, essa adrenalina.
Assumir o vicio não faz parte dos planos agora, talvez nunca faça,
talvez chegue o dia em que você enjoe e nunca mais use essa droga.
Então simplesmente você curte o agora.
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