Outro dia, num momento de tristeza, eu pensei em terminar com esse blog. Pensei em acabar com ele porque olhar pra ele, querer escrever e ter que medir as palavras é muito complicado.
Eu não quero ter que medir o que eu vou escrever, já basta ter que medir minhas palavras quando lido com outros seres humanos. Isso aqui é o meu espaço, criado por mim, para mim.
Eu não quero sentir-me inibida no meu espaço, afinal lê isso aqui quem quer.
Eu quero poder escrever livremente sobre qualquer assunto que queira, usando ou não nomes, dando ou não intimidade.
Para que vocês possam ter idéia do quanto eu me sinto tolhida quanto ao meu blog, vou contar pra vocês um pouco da minha rotina normal ao escrever um texto.
Como a maioria dos meus “leitores” devem ter percebido, meus textos às vezes não apresentam inicio-meio-fim ou então tem o foco mudado no meio dele. Isso acontece porque eu escrevo direto, o que me vem a mente e depois aperto o botão “publicar”.
Eu não releio, não acerto, porque eles são um reflexo do estado da minha cabeça naquele momento.
Nos últimos tempos isso não tem sido verdade. Tudo que escrevo tem que ser pesado, medido e analisado.
Tudo que escrevo tem que passar por uma minuciosa análise para saber se pode ou não ser publicado. Conseqüentemente, o meu tesão pelo blog diminuiu drasticamente, minha vontade de escrever passou, meu desejo de manter isso aqui praticamente acabou...
Hoje, a maior parte dos textos do meu blog possui um txt original e muitas vezes não são publicados no dia que são escritos.
Perdeu a espontaneidade, perdeu o sentido, perdeu a lógica, perdeu o que me encantava.
Pra que ter um “diário” agora, se nem nele eu posso ser completamente sincera?
segunda-feira, dezembro 28, 2009
Reflexões (???) de 2009
Se em dezembro de 2008 alguém me falasse que eu terminaria 2009 apaixonada, eu chamaria de louca, diria que é impossível, imaginaria o quanto essa pessoa conhece pouco a meu respeito.
Se alguém no final de 2008 falasse que no decorrer de 2009 eu encontraria uma pessoa que me completaria, me faria feliz e seria suficiente, eu diria que essa pessoa é uma romântica incurável e que esse tipo de coisa não existe.
Não é que eu não achasse possível me envolver emocionalmente com outra pessoa, eu simplesmente não tinha saco para aturar outras pessoas e muito menos coragem para enfrentar possíveis rejeições ou sofrimentos.
Apesar de não parecer eu sou cagona, sou o tipo de pessoa que prefere se agarrar ao passado a viver novas experiências.
Quanto tempo eu fiquei me apegando a sentimentos antigos, independente se de amor ou de raiva?
Hoje tudo isso é passado, hoje o que eu tenho aconteceu rápido, é intenso, é constante e é arrebatador. Como eu escrevi que queria em 2006.
Então, eu admito meu erro:
Sim, eu estava errada no ano passado;
Sim, é possível encontrar uma pessoa que te complete;
Sim, eu ainda consigo me entregar e pagar de boba escrevendo besteiras em blogs sem ter medo de estar me dando mais do que o outro.
É como se hoje eu tivesse finalmente encontrado o que eu tanto procurei.
Se alguém no final de 2008 falasse que no decorrer de 2009 eu encontraria uma pessoa que me completaria, me faria feliz e seria suficiente, eu diria que essa pessoa é uma romântica incurável e que esse tipo de coisa não existe.
Não é que eu não achasse possível me envolver emocionalmente com outra pessoa, eu simplesmente não tinha saco para aturar outras pessoas e muito menos coragem para enfrentar possíveis rejeições ou sofrimentos.
Apesar de não parecer eu sou cagona, sou o tipo de pessoa que prefere se agarrar ao passado a viver novas experiências.
Quanto tempo eu fiquei me apegando a sentimentos antigos, independente se de amor ou de raiva?
Hoje tudo isso é passado, hoje o que eu tenho aconteceu rápido, é intenso, é constante e é arrebatador. Como eu escrevi que queria em 2006.
Então, eu admito meu erro:
Sim, eu estava errada no ano passado;
Sim, é possível encontrar uma pessoa que te complete;
Sim, eu ainda consigo me entregar e pagar de boba escrevendo besteiras em blogs sem ter medo de estar me dando mais do que o outro.
É como se hoje eu tivesse finalmente encontrado o que eu tanto procurei.
quinta-feira, dezembro 10, 2009
Dividir
Depois de ontem eu fiquei pensando nas coisas que eu falei sobre dividir a vida. Para mim, dividir a minha vida é algo complicado, mas até então eu nunca havia parado para analisar o que significava "dividir a vida" e principalmente se era algo que sempre havia sido complicado ou se simplesmente tinha se tornado complicado com o tempo e os traumas.
Eu sempre quis encontrar uma pessoa com quem eu pudesse ser eu mesma, sem segredos e que eu conseguisse dividir minhas coisas, duvidas, anseios, angustias, alegrias. Alguém que aguentasse o tranco, que me completasse.
Eu tentei com algumas pessoas esse tipo de entrega, mas não fui bem sucedida em todos os aspectos.
No passado eu encontrei uma pessoa com quem eu podia dividir as angustias do meu coração, alguém com quem eu conseguia abrir meu coração e não tinha vergonha de dizer quando estava triste, com ciúmes e mostrar minhas fraquezas, mas que era só isso. Eu não podia compartilhar outros aspectos, ou então não conseguia mesmo.
Outro eu consegui compartilhar trabalho, duvidas, etc.
Agora, eu estou com alguém com quem eu consigo falar as coisas, compartilhar minhas duvidas, por mais difícil que possa ser me abrir dessa forma ou por mais complicado que seja escutar, eu tenho hoje alguém que preenche esses lados todos.
Então, apesar de eu ter dividido minha vida outras vezes, é especial, é único e é importante.
Eu sempre quis encontrar uma pessoa com quem eu pudesse ser eu mesma, sem segredos e que eu conseguisse dividir minhas coisas, duvidas, anseios, angustias, alegrias. Alguém que aguentasse o tranco, que me completasse.
Eu tentei com algumas pessoas esse tipo de entrega, mas não fui bem sucedida em todos os aspectos.
No passado eu encontrei uma pessoa com quem eu podia dividir as angustias do meu coração, alguém com quem eu conseguia abrir meu coração e não tinha vergonha de dizer quando estava triste, com ciúmes e mostrar minhas fraquezas, mas que era só isso. Eu não podia compartilhar outros aspectos, ou então não conseguia mesmo.
Outro eu consegui compartilhar trabalho, duvidas, etc.
Agora, eu estou com alguém com quem eu consigo falar as coisas, compartilhar minhas duvidas, por mais difícil que possa ser me abrir dessa forma ou por mais complicado que seja escutar, eu tenho hoje alguém que preenche esses lados todos.
Então, apesar de eu ter dividido minha vida outras vezes, é especial, é único e é importante.
quinta-feira, novembro 26, 2009
:/
Ouvindo musica no volume máximo, torcendo para não ter que interagir com ninguem, falar com as pessoas está muito dificil.
Pro meu desespero, um monte de coisas deu errado hoje e eu tô desde as 8:30 tentando acertar.
Queria ir pro banheiro e ficar lá até as 18 hrs.
Sem ver ninguem, sem falar com ninguem.
Melhor: queria estar no meu quarto, na minha cama, quieta.
Pro meu desespero, um monte de coisas deu errado hoje e eu tô desde as 8:30 tentando acertar.
Queria ir pro banheiro e ficar lá até as 18 hrs.
Sem ver ninguem, sem falar com ninguem.
Melhor: queria estar no meu quarto, na minha cama, quieta.
quinta-feira, novembro 19, 2009
Desabafo
Eu costumo ser bem tranqüila com as coisas, mas quando resolvo implicar com alguma coisa, ou quando algo me incomoda, eu fico com aquilo remoendo e me frustrando até que eu acabo estourando.
Tenho me sentido assim, incomodada.
O motivo? Eu sei. Não vou falar não, mas eu sei.
A sensação que no fundo no fundo é a mesma merda não me abandona. Por mais que a minha cabeça saiba que não é, eu não consigo deixar de me sentir assim.
A verdade é que algumas coisas que me machucaram muito, continuam me machucando às vezes. Frases que eu não consigo deixar de lembrar quando alguma situação parecida acontece.
Eu costumo ser uma pessoa extremamente sensível, mas aparentemente muito forte e isso é muito ruim, porque eu “agüento”, porque eu sou “forte”, porque eu sou “escolada”. Eu levo na cabeça calada, porque não importa o que eu faça, o que eu sinta, o quanto eu fale, essa idéia de força se mantém.
Eu estou cansada de ser forte, de ser compreensiva, de me sentir de lado em prol de outros que não me interessam. Estou cansada de ter que entender que eu sou forte.
Quero que uma vez na vida seja eu quem mereça esse tipo de coisa. Será que se isso acontecer existirá alguém “forte” e “escolado” para “agüentar” como volta e meia eu agüento???
Tenho me sentido assim, incomodada.
O motivo? Eu sei. Não vou falar não, mas eu sei.
A sensação que no fundo no fundo é a mesma merda não me abandona. Por mais que a minha cabeça saiba que não é, eu não consigo deixar de me sentir assim.
A verdade é que algumas coisas que me machucaram muito, continuam me machucando às vezes. Frases que eu não consigo deixar de lembrar quando alguma situação parecida acontece.
Eu costumo ser uma pessoa extremamente sensível, mas aparentemente muito forte e isso é muito ruim, porque eu “agüento”, porque eu sou “forte”, porque eu sou “escolada”. Eu levo na cabeça calada, porque não importa o que eu faça, o que eu sinta, o quanto eu fale, essa idéia de força se mantém.
Eu estou cansada de ser forte, de ser compreensiva, de me sentir de lado em prol de outros que não me interessam. Estou cansada de ter que entender que eu sou forte.
Quero que uma vez na vida seja eu quem mereça esse tipo de coisa. Será que se isso acontecer existirá alguém “forte” e “escolado” para “agüentar” como volta e meia eu agüento???
terça-feira, novembro 17, 2009
Cuspir para cima
Ontem, quando voltava para casa, me dei conta que tudo que eu falava não querer mais, que eu achava não ser mais capaz de sentir, de aturar, absolutamente todas as minhas teorias sobre como deveria ser um relacionamento, sobre como as pessoas deveriam se portar, enfim todos os meus pensamentos sobre relacionamentos, cairam por terra.
Não faz muito tempo, cerca de um ano, eu dizia, para quem quisesse ouvir, que relacionamentos, da forma como costumam ser, são castradores e que o titulo limitava e prendia o se humano, que a partir do momento que um título era associado, uma coleira era colocada.
Bem, eu continuo tendo essas idéias estranhas na cabeça, eu continuo achando que o titulo acaba com o amor livre, que as pessoas às vezes se sentem presas às outras por causa da existência do titulo e deixam de fazer algo que realmente queriam por causa da posição alcançada, a diferença é que não acho vejo mais a utilização de um título como algo tão ruim.
Quando falo que não gosto da idéia de alguém deixar de fazer algo que gosta por causa da existência do titulo, quero deixar bem claro que não estou me referindo a deixar de fazer algo por causa da pessoa com quem você convive. Acho perfeitamente natural, fofo, meigo e necessário que ambas as partes cedam e que ajam de acordo com o que foi proposto a principio, que aja respeito pelo outro, respeito pela vontade do outro. O que eu condeno é a limitação exclusivamente pelo titulo.
Tendo esclarecido como eu pensava e continuo pensando, mas de uma forma menos radical, posso tentar agora esclarecer porque eu cuspi pra cima.
A despeito de todas as minhas teorias e regras, eu me envolvi, me apaixonei e me entreguei novamente. A despeito de toda a ojeriza que eu dizia (e acreditava piamente) sentir, eu aceitei usar um título, andar de mãos dadas, dividir meu espaço, minha vida, minhas idéias.
Apesar de tudo que eu passei os últimos 3 anos dizendo, eu hoje estou a mercê de outra pessoa. Não em um sentido ruim, eu não dependo da pessoa, mas eu preciso dela, gosto da companhia dela e gosto de dividir minha vida com ela.
Eu aprendi a ser dois novamente e até aqui eu estou muito bem.
Não faz muito tempo, cerca de um ano, eu dizia, para quem quisesse ouvir, que relacionamentos, da forma como costumam ser, são castradores e que o titulo limitava e prendia o se humano, que a partir do momento que um título era associado, uma coleira era colocada.
Bem, eu continuo tendo essas idéias estranhas na cabeça, eu continuo achando que o titulo acaba com o amor livre, que as pessoas às vezes se sentem presas às outras por causa da existência do titulo e deixam de fazer algo que realmente queriam por causa da posição alcançada, a diferença é que não acho vejo mais a utilização de um título como algo tão ruim.
Quando falo que não gosto da idéia de alguém deixar de fazer algo que gosta por causa da existência do titulo, quero deixar bem claro que não estou me referindo a deixar de fazer algo por causa da pessoa com quem você convive. Acho perfeitamente natural, fofo, meigo e necessário que ambas as partes cedam e que ajam de acordo com o que foi proposto a principio, que aja respeito pelo outro, respeito pela vontade do outro. O que eu condeno é a limitação exclusivamente pelo titulo.
Tendo esclarecido como eu pensava e continuo pensando, mas de uma forma menos radical, posso tentar agora esclarecer porque eu cuspi pra cima.
A despeito de todas as minhas teorias e regras, eu me envolvi, me apaixonei e me entreguei novamente. A despeito de toda a ojeriza que eu dizia (e acreditava piamente) sentir, eu aceitei usar um título, andar de mãos dadas, dividir meu espaço, minha vida, minhas idéias.
Apesar de tudo que eu passei os últimos 3 anos dizendo, eu hoje estou a mercê de outra pessoa. Não em um sentido ruim, eu não dependo da pessoa, mas eu preciso dela, gosto da companhia dela e gosto de dividir minha vida com ela.
Eu aprendi a ser dois novamente e até aqui eu estou muito bem.
segunda-feira, setembro 28, 2009
Alienação.
Depois da encrenca aqui no trabalho com o uso indevido da internet, eu limitei de forma radical o meu acesso.
Quando falo radical, quero dizer extremo:
Internet só para acesso a banco e eventuais compras no submarino na hora do almoço ou após as 6 horas.
Toda vez que vou escreveu um post (cada vez mais raro) eu abro o Word, escrevo, salvo na minha pasta “bleh” e depois posto no blog.
Essas medidas todas foram tomadas como uma forma de sinalizar minha revolta com a política controladora do meu trabalho. Sempre trabalhei por demanda, por entrega. Não com a obrigatoriedade das 8 horas diárias, com os horários fixos, com nada disso.
Definitivamente, eu não vejo porque essa rotina cansativa é obrigatória no que faço. Está certo que em alguns dias tenho reuniões, com usuários, chefes ou então as reuniões para check-point, mas são esporádicas e previamente marcadas.
Bom, mas eu estou me desvirtuando. O meu objetivo falando do meu atual estado insatisfatório no trabalho era falar sobre a minha recente alienação dos acontecimentos mundiais e nacionais.
Alienada sobre os acontecimentos nas novelas, programas de auditório, programas de humor da TV aberta etc., eu sempre fui. Eu não vejo absolutamente nada na TV aberta, a não ser jornal quando chego a tempo, o que tem acontecido cada vez menos por conta do sonambulismo que me faz chegar e sair tarde do trabalho.
Eu nunca fui de ler jornal (os de papel), eu não gosto, acho que suja as mãos além de serem grandes, ou pelo menos eram, e por causa disso doía o meu braço segurar (olha a frescura ai...).
Antigamente lia revistas, até desenvolver uma mania de perseguição e começar a achar que todas as revistas tentavam manipular a minha forma de encarar o mundo (ok, isso realmente acontece, imparcialidade, assim como altruísmo, não existe! E não são só as revistas, mas todos os meus de comunicação – e não está totalmente errado).
Enfim, eu me limitei a ler TODOS os jornais online. Assim não sujo as mãos, leio as noticias, tenho várias fontes ao mesmo tempo e ocupo uma parte do tempo ocioso no trabalho.
Era uma dinâmica perfeita!
Agora, eu estou me sentindo defasada, desatualizada, frustrada. Não consigo mais acompanhar os jornais porque chego em casa tarde e cansada demais para ler jornal na internet, não assisto o jornal das 11 porque normalmente eu tenho alguma série de nerd já programada para ser assistida, ai como não tenho o habito, acabo nem lembrando do jornal.
Minha atual fonte de noticias é o twitter (ok, isso não é sério, mas é uma triste constatação de algo que provavelmente ocorre com “ALGUENS”).
Mais uma coisa para a minha “To do List”: Eu preciso urgente dar um jeito de assistir o Jornal, ou então de lê-los online. De repente, passarei a usar minha hora do almoço para fazer isso...
PS: Para os interessados, num passado não tão distante, eu reclamei da minha inércia e do fato de eu achar que estava estagnada e inclusive involuindo. Pois é, dei um passo (pequeno) em direção do meu objetivo (morram de curiosidade He He). A questão é que a roda voltou a girar e eu voltei a me mover, pra onde só Deus (ele existe?) sabe.
Quando falo radical, quero dizer extremo:
Internet só para acesso a banco e eventuais compras no submarino na hora do almoço ou após as 6 horas.
Toda vez que vou escreveu um post (cada vez mais raro) eu abro o Word, escrevo, salvo na minha pasta “bleh” e depois posto no blog.
Essas medidas todas foram tomadas como uma forma de sinalizar minha revolta com a política controladora do meu trabalho. Sempre trabalhei por demanda, por entrega. Não com a obrigatoriedade das 8 horas diárias, com os horários fixos, com nada disso.
Definitivamente, eu não vejo porque essa rotina cansativa é obrigatória no que faço. Está certo que em alguns dias tenho reuniões, com usuários, chefes ou então as reuniões para check-point, mas são esporádicas e previamente marcadas.
Bom, mas eu estou me desvirtuando. O meu objetivo falando do meu atual estado insatisfatório no trabalho era falar sobre a minha recente alienação dos acontecimentos mundiais e nacionais.
Alienada sobre os acontecimentos nas novelas, programas de auditório, programas de humor da TV aberta etc., eu sempre fui. Eu não vejo absolutamente nada na TV aberta, a não ser jornal quando chego a tempo, o que tem acontecido cada vez menos por conta do sonambulismo que me faz chegar e sair tarde do trabalho.
Eu nunca fui de ler jornal (os de papel), eu não gosto, acho que suja as mãos além de serem grandes, ou pelo menos eram, e por causa disso doía o meu braço segurar (olha a frescura ai...).
Antigamente lia revistas, até desenvolver uma mania de perseguição e começar a achar que todas as revistas tentavam manipular a minha forma de encarar o mundo (ok, isso realmente acontece, imparcialidade, assim como altruísmo, não existe! E não são só as revistas, mas todos os meus de comunicação – e não está totalmente errado).
Enfim, eu me limitei a ler TODOS os jornais online. Assim não sujo as mãos, leio as noticias, tenho várias fontes ao mesmo tempo e ocupo uma parte do tempo ocioso no trabalho.
Era uma dinâmica perfeita!
Agora, eu estou me sentindo defasada, desatualizada, frustrada. Não consigo mais acompanhar os jornais porque chego em casa tarde e cansada demais para ler jornal na internet, não assisto o jornal das 11 porque normalmente eu tenho alguma série de nerd já programada para ser assistida, ai como não tenho o habito, acabo nem lembrando do jornal.
Minha atual fonte de noticias é o twitter (ok, isso não é sério, mas é uma triste constatação de algo que provavelmente ocorre com “ALGUENS”).
Mais uma coisa para a minha “To do List”: Eu preciso urgente dar um jeito de assistir o Jornal, ou então de lê-los online. De repente, passarei a usar minha hora do almoço para fazer isso...
PS: Para os interessados, num passado não tão distante, eu reclamei da minha inércia e do fato de eu achar que estava estagnada e inclusive involuindo. Pois é, dei um passo (pequeno) em direção do meu objetivo (morram de curiosidade He He). A questão é que a roda voltou a girar e eu voltei a me mover, pra onde só Deus (ele existe?) sabe.
Não Vá Embora
Marisa Monte
E no meio de tanta gente eu encontrei você
Entre tanta gente chata sem nenhuma graça, você veio
E eu que pensava que não ia me apaixonar
Nunca mais na vida
Eu podia ficar feio só perdido
Mas com você eu fico muito mais bonito
Mais esperto
E podia estar tudo agora dando errado pra mim
Mas com você dá certo
Por isso não vá embora
Por isso não me deixe nunca nunca mais
Por isso não vá, não vá embora
Por isso não me deixe nunca nunca mais
Eu podia estar sofrendo caído por aí
Mas com você eu fico muito mais feliz
Mais desperto
Eu podia estar agora sem você
Mas eu não quero, não quero
Por isso não vá embora
Por isso não me deixe nunca nunca mais
Por isso não vá, não vá embora
Por isso não me deixe nunca nunca mais
E no meio de tanta gente eu encontrei você
Entre tanta gente chata sem nenhuma graça, você veio
E eu que pensava que não ia me apaixonar
Nunca mais na vida
Eu podia ficar feio só perdido
Mas com você eu fico muito mais bonito
Mais esperto
E podia estar tudo agora dando errado pra mim
Mas com você dá certo
Por isso não vá embora
Por isso não me deixe nunca nunca mais
Por isso não vá, não vá embora
Por isso não me deixe nunca nunca mais
Eu podia estar sofrendo caído por aí
Mas com você eu fico muito mais feliz
Mais desperto
Eu podia estar agora sem você
Mas eu não quero, não quero
Por isso não vá embora
Por isso não me deixe nunca nunca mais
Por isso não vá, não vá embora
Por isso não me deixe nunca nunca mais
quinta-feira, setembro 24, 2009
Não consigo falar de amor.
Quem acompanha esse blog sabe que ele é literalmente um blog pessoal, nele eu escrevo sobre o que eu sinto basicamente. Seja porque estou apaixonada, ou porque briguei com alguém, ou porque estou agradecendo. Não importa, o tema básico é sempre o mesmo: Algo que eu estou sentindo. (Não é a toa que eu chamo o blog de DIÁRIO da Kore.)
Em alguns momentos “iluminados” eu escrevo algumas das minhas teorias ou minhas revoltas com o que acontece no mundo, mas são momentos muito raros.
Eu me acostumei a não escrever sobre essas coisas, ou pelo menos me acostumei a não publicá-las em blogs. Se já é difícil conseguir explicar como eu vejo o mundo para um grupo de 2 ou 3 pessoas, que dirá escrever na internet!
Nesses últimos tempos meu blog tem andado às moscas, não tenho postado nada, na realidade mal tenho sentido vontade de escrever.
A verdade é que minha vida “virtual” diminuiu consideravelmente, meu percentual nerd que antes era cerca de 90%, agora está em torno de 75% (inclusive foi uma parte desses 75% que fez esse calculo).
Além dessa redução absurda de dedicação ao meu eu virtual, eu também me vi sem capacidade de escrever sobre o que eu sinto.
Eu não consigo mais escrever sobre o que eu sinto, como eu me sinto, sobre nada disso. Não sei se tem a ver com o fato de eu não estar sofrendo, ou se é simplesmente bloqueio.
Pra ser sincera, hoje eu não tenho condições de dizer muita coisa sobre nada, estou morta de cansada, voltei a ter crises de sonambulismo e conseqüentemente pareço um zumbi no trabalho, sendo assim, bons sonhos pessoas.
Em alguns momentos “iluminados” eu escrevo algumas das minhas teorias ou minhas revoltas com o que acontece no mundo, mas são momentos muito raros.
Eu me acostumei a não escrever sobre essas coisas, ou pelo menos me acostumei a não publicá-las em blogs. Se já é difícil conseguir explicar como eu vejo o mundo para um grupo de 2 ou 3 pessoas, que dirá escrever na internet!
Nesses últimos tempos meu blog tem andado às moscas, não tenho postado nada, na realidade mal tenho sentido vontade de escrever.
A verdade é que minha vida “virtual” diminuiu consideravelmente, meu percentual nerd que antes era cerca de 90%, agora está em torno de 75% (inclusive foi uma parte desses 75% que fez esse calculo).
Além dessa redução absurda de dedicação ao meu eu virtual, eu também me vi sem capacidade de escrever sobre o que eu sinto.
Eu não consigo mais escrever sobre o que eu sinto, como eu me sinto, sobre nada disso. Não sei se tem a ver com o fato de eu não estar sofrendo, ou se é simplesmente bloqueio.
Pra ser sincera, hoje eu não tenho condições de dizer muita coisa sobre nada, estou morta de cansada, voltei a ter crises de sonambulismo e conseqüentemente pareço um zumbi no trabalho, sendo assim, bons sonhos pessoas.
quinta-feira, setembro 17, 2009
Pequenas coisas que fazem a diferença
Hoje no trabalho um amigo contou que ligaram para ele informando que uma pessoa com necessidade de transplante de medula óssea tem compatibilidade com ele.
Um dia, esse cara resolveu se cadastrar como doador, pra uma coisa com probabilidade quase NULA de efetivamente acontecer, mesmo assim ele o fez, assim de bobeira.
Agora, uma outra pessoa que, se não estivesse doente, poderia muito bem ter acertado umas 3 vezes na mega sena, calhou de ser compatível com ele.
Um simples ato que vai salvar uma vida.
Às vezes eu fico pensando quantas vezes uma pessoa deixa de fazer algo, independente se pra si mesmo ou para outro, simplesmente porque as probabilidades de sucesso/retorno são muito pequenas?
Eu conheço pessoas que se sentem desconfortáveis em doar alimentos, roupas etc para essas ONG´s ou associações por não confiarem no que será feito dessa doação.
Algumas dessas pessoas se juntaram em grupos e começaram a fazer por si só. Obviamente o alcance é menor: menos dinheiro, menos doação, menos locais ajudados, mas mesmo assim já é alguma coisa.
Esse post não é um post do estilo “temos que nos doar mais, parar de olhar para o próprio umbigo...”, até porque EU não sou assim.
Não sou altruísta e nem acredito que altruísmo exista. Eu faço o que eu posso/quero quando eu acho que devo/consigo. Não perco noites de sono, nem dias de trabalho, nem saídas com amigos.
Não mobilizo multidões e nem faço passeatas para salvar nada.
Mas existe um mínimo que não exige esforço, isso eu faço sempre. Eu me pergunto qual o mal de ser doador de órgãos, o que isso atrapalha a sua vida? Porque poucas pessoas são? Tirando os “religiosos” (não vou entrar nessa discussão, porque : “OK, VOCÊS ESTÃO CERTOS.”), eu não vejo qual o sacrifício de ser um doador de órgãos.
Ou até qual o sacrifício de pegar aquelas roupas velhas e deixar na porta de um asilo, ou até mesmo só telefonar pra cruz vermelha, eles vêem e pegam... O que você quiser doar.
É uma jogada que não tem perdedores. Todos saem ganhando.
Mas então é isso. Tô sem inspiração já, e já dediquei muito do meu tempo tentando mobilizar alguém, coisa que não faz o meu estilo... rs
Quem quiser doar algo (órgãos não! To falando de roupas, moveis, alimentos, fraldas, brinquedos etc) pode falar comigo que a gente dá um jeito... ;)
Um dia, esse cara resolveu se cadastrar como doador, pra uma coisa com probabilidade quase NULA de efetivamente acontecer, mesmo assim ele o fez, assim de bobeira.
Agora, uma outra pessoa que, se não estivesse doente, poderia muito bem ter acertado umas 3 vezes na mega sena, calhou de ser compatível com ele.
Um simples ato que vai salvar uma vida.
Às vezes eu fico pensando quantas vezes uma pessoa deixa de fazer algo, independente se pra si mesmo ou para outro, simplesmente porque as probabilidades de sucesso/retorno são muito pequenas?
Eu conheço pessoas que se sentem desconfortáveis em doar alimentos, roupas etc para essas ONG´s ou associações por não confiarem no que será feito dessa doação.
Algumas dessas pessoas se juntaram em grupos e começaram a fazer por si só. Obviamente o alcance é menor: menos dinheiro, menos doação, menos locais ajudados, mas mesmo assim já é alguma coisa.
Esse post não é um post do estilo “temos que nos doar mais, parar de olhar para o próprio umbigo...”, até porque EU não sou assim.
Não sou altruísta e nem acredito que altruísmo exista. Eu faço o que eu posso/quero quando eu acho que devo/consigo. Não perco noites de sono, nem dias de trabalho, nem saídas com amigos.
Não mobilizo multidões e nem faço passeatas para salvar nada.
Mas existe um mínimo que não exige esforço, isso eu faço sempre. Eu me pergunto qual o mal de ser doador de órgãos, o que isso atrapalha a sua vida? Porque poucas pessoas são? Tirando os “religiosos” (não vou entrar nessa discussão, porque : “OK, VOCÊS ESTÃO CERTOS.”), eu não vejo qual o sacrifício de ser um doador de órgãos.
Ou até qual o sacrifício de pegar aquelas roupas velhas e deixar na porta de um asilo, ou até mesmo só telefonar pra cruz vermelha, eles vêem e pegam... O que você quiser doar.
É uma jogada que não tem perdedores. Todos saem ganhando.
Mas então é isso. Tô sem inspiração já, e já dediquei muito do meu tempo tentando mobilizar alguém, coisa que não faz o meu estilo... rs
Quem quiser doar algo (órgãos não! To falando de roupas, moveis, alimentos, fraldas, brinquedos etc) pode falar comigo que a gente dá um jeito... ;)
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