
Toda vez que eu o encontro é a mesma coisa. Aquela cumplicidade, aquele oi silencioso bem maior do que o que aparenta.Lugar cheio, pessoas ao redor e em determinados momentos parece que não tem mais ninguém. Aquela vontade de dissecar, de entender, de catalogar.
Aquele desejo de ter perto, mas um perto longe, não sei como explicar.
Aquele perto que é tão perto que quase encosta, isto é, se alguma coisa no universo pudesse se encostar.
Tão igual e tão diferente. Reações iguais a estimulos contrários, essa foi a melhor explicação que encontrei até o momento.
Eu sou ciclica, como todos sabem, inclusive ele... Na realidade eu acho que sou como uma mola helicoidal. Não é que eu repita o mesmo ponto, mas eu passo pela mesma posição no eixo X e no eixo Z variando muito pouco o eixo Y...
Ou qualquer outra ordem que queira. O que interessa é q o ponto é parecido, mas não é o mesmo.
Eu já estive onde estou hoje, com a mesma pessoa ou com outra pessoa, mas a mesma situação.
Tanto potencial desperdiçado... Esse é o sentimento que vejo se repetir... O potencial.
Percebi que uma coisa que muito me agrada, é isso ser nosso. Não importa o universo, a distância ou a quantidade de pessoas ou compromissos, isso é nosso, ninguém mais vê, ninguém mais sabe, ninguém mais compartilha..
E como tudo numa mola helicoidal, a tendência é mudar o estado, mudar o ponto e eu já sei o destino provável.
Saber que tudo isso é fruto da minha imaginação, perceber que o valor que eu dou não é o mesmo que ele dá. Ver que tudo que senti e vi, só aconteceu para mim.
Mas quer saber? Faz parte.
Um comentário:
Consigo entender o desejo do " Perto-longe". Sei como é.
Preferi a distância.
Bjs
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