Desde meus 9 anos eu pego onibus sozinha e nessa época eu já tinha desenvolvido meu gosto por viver em um mundo só meu...
Um dia, em uma das milhões de vezes em que esqueci a chave de casa, dentro do 119 a caminho pro trabalho da minha mãe, li pela primeira vez a frase "Fale ao motorista somente o indispensável".
Lembro que parei e fiquei com uma dúvida enorme, que aliás existe até hoje.
Seria o "indispensável" alguma informação, pedido para saltar em algum ponto?
ou simplesmente "indispensável" é o trocador e somente ele pode dirigir a palavra ao motorista?
Eu nunca soube o que diabos significava o indispensável. Uma vez me atrevi a perguntar, mas obviamente nem o trocador e nem o motorista sabiam do que se tratava, creio até que o trocador nunca tinha lido a tal plaquinha.
Agora essa duvida não me consome mais, afinal eu parei de andar de ônibus, mas por algum motivo obscuro essa noite eu sonhei com essa placa.
Sim, com a placa, não com o onibus, era só a plaquinha branca num mundo meio psicodelico, a plaquinha entortava, endireitava e ai dependendo do fundo a música mudava...
Teve um momento que tocou "Porco Aranha", mas no momento de epifania do Homer.
Outro comecou a tocar "Touch me" do the doors.
E a placa, sabe-se lá como ficou num modo "sexy", cantando.
Era como se a placa fosse um bob espoja, na realidade um Bob placa, sem aquela roupinha ridicula e nem os olhos, boca e nariz.
E ai o Bob Placa cantava Touch me...
2 comentários:
Te falei pra largar as drogas, Roberta =P
Medo do seu sonho...
E na verdade eu não pretendo ficar loira.... é que eu tenho que clarear ele muito para a tinta vermelha ficar bem bombeirão mesmo!!! :D
Mas muito medo dos seus sonhos.....
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