quinta-feira, setembro 28, 2006

Sem nexo e nem nomes

O tempo passa mas a essencia é a mesma.
Eu continuo a mesma, talvez um pouco mais escondida.
Aparentemente confusa com as decisões que tomei
Aparentemente decidida com as escolhas que fiz
Pareço seguir e sigo.
Tento, olho, vejo, sinto, sofro.
Mas eu não largo. Não totalmente.
Esperar algo de alguém é uma grande sacanagem, tanto com a pessoa quanto com você.
Por isso hoje não espero nada de ninguem.
Embarco sabendo que posso me afogar.
Minha conta e risco.
Na mala carrego o necessário, um salva vidas.
Não largar não me impede de seguir.
Não quero largar, não vejo por que largar.
É mais dificil? Com certeza.
Mas foi minha escolha, minha escolha a muito tempo atrás. Numa varanda.
Eu escolhi o caminho mais dificil.
Escolhi o caminho mais intenso.
Escolhi acreditar que hoje é pra sempre.
E quando afundei, escolhi não usar o salva vidas.
Continuo fazendo essa escolha todos os dias ao acordar.
Não usar o salva vidas.
Escolho nadar, escolho boiar.
Escolho por mim, para mim.
Escolho por nós.
Escolho pelas pessoas que ainda vao surgir.
Um dia quando não esperar mais de mim, talvez compreenda..
Compreenda o que você sempre disse.
Talvez você consiga sentir o que sempre disse.
Quando não colocar palavras na minha boca, quando não colocar atos nos meus dias e nem pensamentos na minha cabeça.
Quando vir que não existem lados, existem momentos.

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