Depois do ultimo susto, da ultima dor, veio uma lagrima. Um choro seco, contido, azedo.
Depois do ultimo suspiro veio a calma, a luz, o sentido.
Tudo tem seu porquê e seu porque é simplesmente o tudo.
Nada acontece por acaso, é tudo consequencia.
O efeito causa a consequencia ou a consequencia causa o efeito?
Perguntas que jamais entenderei...
São várias e eu nessa sede de respostas busco sem sucesso achar o que eu nunca perdi.
É estranho ter essa consciencia de que nada há para ser feito.
Se sentir impotente, de mãos atadas.
Isso sempre foi a morte para mim, mas agora tudo mudou.
Não sou a mesma, eu achava que a porrada havia sido forte, mas não foi.
Nada mais está como antes, eu não estou como antes.
Meu casulo foi arrebentado e agora a borboleta luta para sair dele.
Com dor, triste, mas mudada.
As feridas se curam.
As cicatrizes ficam, por mais que o tempo passe, tem coisas, que nunca irão passar.
Uma descarga e adeus.
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