quarta-feira, maio 11, 2011

Relacionamentos.

Há algum tempo atrás eu escrevi sobre relacionamentos, falando sobre os contratos que são assinados, sobre as “letras miúdas” que são diferentes em cada cópia assinada.
Essa noite eu fiquei pensando no que acontece depois. Partindo do principio que consiga-se conviver minimamente com as letras miúdas de cada um, a forma como as pessoas interagem no relacionamento também influencia drasticamente o rumo que ele tomará.
A meu ver existem pelo menos duas formas de pessoas que se amam e estão juntas se tratarem:
1) Um Olhando de Frente para o outro:

Nesse caso, as pessoas não conseguem olhar para o que acontece ao seu redor, elas ficam limitadas a olhar um para o outro. Inevitavelmente esse negócio de olhar um pra dentro do outro sem pensar no resto leva a erro, porque você para de enxergar a pessoa e volta a enxergar a ideia que você faz dela (que agora é bem diferente do inicio do namoro).
Outra coisa interessante dessa forma é que cada pessoa passa a SER um lado do namoro. Existe a necessidade de certo e errado, competição.
As pessoas estão constantemente competindo e se magoando e exigindo e brigando.
Isso é uma merda, primeiro porque as pessoas não se veem, elas simplesmente precisam estar certas ou provar que o outro está “mais errado”, entre outras coisas. Perde-se o gostoso do relacionamento, estagna-se e inevitavelmente, uma hora um dos dois LADOS cansa. 
Ninguém quer um campo de batalha no relacionamento. Eu pelo menos procuro um companheiro no meu namorado. Um melhor amigo e não alguém pra competir, alguém pra me segurar e não pra me derrubar.
De que adianta brigas intermináveis, mágoas, ofensas sempre sobre as mesmas coisas? Adianta de algo? Alguém cresce? Sem que em nenhum momento alguém procure entender o que está realmente acontecendo?

2) Os dois de lado olhando para frente:

Quando as duas pessoas estão de lado olhando pra frente, o namoro evolui, as pessoas crescem e conquistam coisas. Elas constroem ao invés de ficarem ali olhando uma pra outra e discutindo infinitamente com a ideia que cada uma faz da outra.
Quando alguém erra, ao invés de se perder tempo exigindo algo, uma pessoa tenta entender a outra, saber o que levou aquilo, ver como a outra funciona. Para que possa existir uma adaptação, uma mudança de rumo. As pessoas se respeitam, colaboram ao invés de competir. 
Sempre achei isso muito importante, sempre quis ser entendida ao invés de obedecida.
Minha ideia de relacionamento bem sucedido é quando as duas pessoas estão lado a lado andando e qualquer “acidente” que faça uma mudar a direção é entendido, tem suas motivações conhecidas para que possa ser previsto, ou pelo menos lidado da melhor forma.
Eu quero alguém que construa comigo, não que fique olhando cara a cara sem ver o mundo ao redor, sem me ver e sem querer crescer.
Quero alguém que pense no futuro que siga em frente que se preocupe se eu estou bem e não se eu estou certa.

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