Conversando com um amigo comecei a me questionar: Até que ponto o passado deve permanecer no passado?
Até que ponto é ruim relembrar coisas, situações, pessoas, sensações?
É tão errado assim não se livrar totalmente?
Não é querer reviver o passado, voltar atrás, fazer diferente, nem nada disso.
É simplesmente ler, ver, como assistir a um filme que você já viu, mas não lembra direito.
Aqueles filmes que você sabe algumas falas, mas se assusta quando se depara com cenas que você nem sonhava.
Eu gosto dessa sensação, de recordar.
Analisar o que mudou, onde mudou, porque mudou.
Ver onde foi aquele ponto de mudança, o que fez mudar.
Perceber ao longo dos textos a mudança no tratamento, na escrita, nos objetivos.
Ver quais foram os passos que eu trilhei que me levaram ao ponto que estou hoje.
Isso não acho errado, não acho banal.
Seria ruim fazer isso todo dia, o tempo todo.
Viver do passado.
Eu sou ligada ao meu passado, mas hoje não o carrego mais vivo em mim. Não tenho medo mais que façam novamente comigo o que já fizeram.
Não me interesso mais por quanto eu sofri ou quanto eu fui feliz.
Acontece, passou.
Mas gosto de ver minha vida. Seja pela minha perspectiva antiga, seja pela perspectiva do outro.
Um comentário:
Acho que seria melancólico esquecer qualquer coisa tão completamente... Mas eu sou suspeito pra falar, já que eu vivo em um incessante relembrar.
Foi divertido falar sobre essas coisas, vamos fazer isso denovo. :-)
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