sábado, novembro 26, 2005

Mais diarreia mental

Os papéis não são mais os mesmos, o filme não é mais o mesmo, mas eu sou a mesma. Ou não.
Existem tantas coisas que ficam só dentro de mim, tantas coisas que eu poderia falar, tantos sentimentos que ficam aqui dentro de uma caixa, que dá até medo de abrir.
Sou extremamente racional, mas ao mesmo tempo muito emotiva e isso se perde dentro de mim, ou sou vista como fria ou como passional e tudo isso me deixa frustrada.
Rótulos, nomes, mascaras, isso acaba com qualquer forma de liberdade, as pessoas vivem presas naquilo que elas pensam ser ou naquilo que os outros pensam que elas são.
São incapazes de se libertar desses rótulos, desses nomes e de suas mascaras.
O ser humano simplesmente é e ao mesmo tempo que isso é simples é complexo.
Mas é complexo porque não podemos deixar simples. A simplicidade não atrai, e então complicamos.
É dificil ser simples porque aprendemos desde novos a complicar, o relacionamento interpessoal é complicado, mas a pessoa não.
Ultimamente ando obssessiva com o verbo SER, acho que nunca tinha me tocado da magnitude de SER.
Todo mundo insiste em ESTAR, quando na realidade é muito mais simples SER.
quando você É, você se completa, ou pelo menos em teoria deveria se completar, eu não sei, porque eu nunca FUI, sempre ESTOU.
Estou feliz, estou frustrada, estou só, estou completa.
Mas o ESTAR é momentaneo, passageiro. o SER é completo, enquando dura.
O envolvimento é passageiro, vc ESTÁ com uma pessoa, você nao É de uma pessoa, mas isso é uma escolha.
Tudo é uma escolha e eu escolho SER, por mais simples e confuso que isso possa parecer.
A dualidade me atrai e me repele.
Quero ser uma, mas sou tantas e ao mesmo tempo não sou nenhuma.
Eu estou alguma.
Esse jogo de palavras me confunde.
Acho que o sono etá me consumindo, mas eu não consigo parar, não consigo descansar.

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